Friday, December 19, 2008

White Winter Hymnal

Eu tava quaaase conformada a nao postar mais nada ate o ano que vem. Porque a inspiracao foi pro ralo ha um tempinho, e eu achei que talvez em 2009 ela pudesse voltar.

Mas ai chegou essa sexta sem trabalho, com arvore de natal linda na sala, lista de presentes em dia e tempestade de neve la fora pra completer. E aconteceu: o espirito natalino me pegou. Entao decidi botar os comentarios sobre esse ano que passou no papel, e ficar com a consciencia tranquila de que afinal de contas eu nao sou aquele tipo de pessoa que abandona os proprios projetos.

Alem do clima natalino e da chutada de balde com chocolate chip pancakes pro café da manha de hoje, outra coisa me deixou meio emocionada, meio orgulhosa: o Pitchfork elegeu nao so o album, mas tambem o EP dos Fleet Foxes como melhores de 2008. Pronto. Depois de posts, fotos e videos no TWM, eu sei que nao preciso dizer mais nada sobre Robin Pecknold e a sua humilde Seattle band.



O Pitchfork tambem abriu vagas de internship em Chicago e Brooklyn, NY. Mas enquanto eu moro em Boston sem previsao de mudanca, arrumei a minha propria internship na Improper Bostonian, revista bacana e famosinha da cidade. Acabei ficando responsavel pelo calendario de bandas que tocam aqui e a cada duas semanas, um mini textinho sobre a banda que eu escolho e publicado. Aqui, os meus favoritos – ate agora, porque semana que vem tem Raveonettes, hohoho.




Neil Young!


Of Montreal!

Falando em Pitchfork e seus devotos seguidores, a minha radio favorita, Left of Center na Sirius Satellite Radio passou por uma reforma. Quando a Sirius e a XM (outra radio via satellite) se uniram, o nome do canal mudou pra Sirius XMU, e muita gente ficou bravinha. Entre pequenas mudancas, o Hipster Runoff foi convidado a ter seu proprio show, que acontece as segundas a tarde. O legal do programa dele e que, ao contrario da programacao normal da XMU, ele toca todas as tendencias eletronicas que eu dificilmente escuto por aqui. Assim eu fico porrr dentro e quando for visitar a turma em SP nao passo vergonha.

Nao da pra falar de 2008 sem citar o Coachella e a minha primeira vez num festival desses. Outro dia a gente resolveu assistir a todos os videos dos shows de novo, meses depois da nossa ida a California, e emocionou. Ja vi que e melhor guardar $ pra abril de 2009.





Mudando de assunto, esse tambem foi o ano em que eu alcancei todo mundo em LOST, e to contando os minutos pra proxima temporada em Janeiro. Alem desse vicio, tambem virei fa de Gossip Girl e ando desconfiada que eu so assisto os episodios pra matar as saudades do Chuck B(ad)ass. Definitivamente, a melhor aquisicao eletronica do ano foi mesmo o meu DVR. Gracas a ele eu acompanhei America’s Next Top Model, Stylista, Project Runway, The Hills, e outras perdas de tempo do genero. Fierce.


Pra fechar, o cover muuito legal do Bon Iver pra "Your Love" do Outfield. A gente citou Bon Iver la atras, quando so a Sirius tocava. O show da banda foi um dos mais gostosos de assistir do ano. E olha que teve show em 2008, hein.






Obs: eu, ao contrario dos meus Bostonian buddys, CANTO.


Fico por aqui porque ja ta batendo a preguica de escrever de novo, acho que e a falta de (mais) assunto. Sorte sua, esse post tava ficando comprido demais.

Have yourself a merry little Christmas!
(little porque Christmas demais enche a paciencia)

Thais


Thursday, December 18, 2008

These boots are made for walking

Enquanto o mundo (gosto de generalizar) ainda se mata por um par de Pirate Boots da Vivienne Westwood, as de cano longo ou as ankle flat que a Sienna Miller usou pra cima e pra baixo, inclusive no Coachella (eu vi!), ....

Eu gosto mais de outra bota da doida punk.
Mais dificil de usar, mas eu queria muiiiiito ter uma.
A gente não fez lista dos melhores de 2008 nesse blog, mas já escolho aqui a melhor peça de roupa do ano.
Se eu fosse a Serena eu comprava. Duas.

Friday, December 05, 2008

Capricho 2


Esse é o texto original da 2a coluna do Lucio Ribeiro na Capricho com minha colaboração. Ou melhor, colaboração da Ferr. Pronto, sempre quis falar de mim na 3a pessoa. haha.
O assunto foi o meu preferido: convencer as leitoras que o Kings of Leon é a melhor banda do mundo hoje. Ou pelo menos melhor que Jonas Brothers, McFly e afins. Fácil né.

Mas minha prima Alice, 15, falou que lá em Araraquara as amigas dela já começaram a baixar as músicas e também acham o Caleb liiiindo.
Iupi.
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OS REIS DAS GAROTAS

Estava caçando coisas do Jonas Brothers e do McFly para zoa… quer dizer, para escrever sobre eles, mas a minha amiga Ferrr, 13 anos (!?!), chiou. “Por que você não pára um pouco com esses caras e escreve sobre a mais bacana banda do mundo?”
Se a Ferrr está falando…Toma aí as dez razões para se gostar do grupo americano Kings of Leon.

1. porque também såo uma banda de irmãos (e um primo), mas a única das atuais que faz rock de verdade.

2. são meninos do interior que tiveram uma infância nada roqueira. Cresceram no interior dos EUA e viajavam acampando (!) com o pai, que era pastor e fazia missas pelos EUA. Durante boa parte da infância nem freqüentaram escolas tradicionais. Foram ensinados pela mãe ou nas escolas de paróquia.

3. eles misturam o charme dos bad boys do rock com uma coisa de meninos de família. O nome da banda deles é em homenagem ao nome do pai e avô.

4. o Bob Dylan se diz fã deles. Foi no camarim parabenizar a banda depois de um show e disse que estava triste porque a turnê deles estava no fim! O vocalista, Caleb, quase desmaiou.

5. O álbum novo deles, “Only by the Night”, e o último single são os mais vendidos na Inglaterra (ganhando de Coldplay e McFly!!)

6. o estilo deles é bem particular. O Caleb costuma usar em show calça skinny preta com botina branca por fora (eles são meninos da fazenda misturados com rock!).

7. Não dá para ignorar que as meninas acham eles lindos de M-O-R-R-E-R. Em especial o Caleb Followill. Acho que ele finalmente percebeu e explorou isso e seu lado mais sensual nos penúltimo video, “Sex on Fire”. Segundo depoimento da Ferrr, quando ela viu o video teve taquicardia.

8. a música “My Party”, do disco anterior, é inspirada na paixonite do Caleb pela Rachel Bilson, a Summer de “O.C.”. Ela apareceu na ‘party” de aniversrário dele e despertou uma música no Caleb. Ou seja, ele assistia O.C e faz musica para as meninas!

9. O último single e video, “Use Somebody”, também é lindo e vai bombar. Caleb disse que a música é sobre a solidão dele nas turnês (e por isso o nome e a letra falam de usar pessoas). Só não dá para entender como o cara que mais arrasta garotas para shows, hoje, pode ter alguma solidão!!

10. O Kings of Leon deve vir o ano que vem ao Brasil.

Sunday, November 23, 2008

The most, the most, the most

* Sem parar é a melhor definição do que foi o feriado.

* Começou com um show do Duran Duran que me fazia perguntar WTF am I doing here. Engraçado como o público era uma mistura de fãs old school e moçada nascida do meio pra frente dos anos 80.
* Um pouco de vergonha alheia do look congelado no tempo da banda, mas oquei. Era previsto.
Simon meio Gugu Liberato, meio Roberto Leal.
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* Parenteses pra Vai! no Glória. As fotos no flickr da galere falam por si só.

* O NOISE deixou todo mundo sem saber o horário do line up até a última hora. O que obrigou a gente a chegar cedo e ouvir coisas ruins num espaço ainda mega vazio.
A coisa esquentou rápido com Black Lips. Eles realmente estão mais comportados (no show que eu vi do Coachella desse ano eles puseram fogo na guitarra), mas ainda rolam uns auto-cuspes (o vídeo explica) e um p. show, que só terminou rápido porque eles foram expulsos do palco pela organização, preocupada com o horário mega rígido- mala.

* Helmet fez a galera delirar e lotou o espaço do palco principal. Mas só me fez perceber que por mais grunge que eu já fui, minha afinidade musical mudou dos meus 14 anos pra cá. E que eu canso quando o vocalista da banda quer conversar demaaaais.

* Toda a cara fofa da Frances do Vaselines não combina com o quanto ela é desbocada. Ela e Eugene apresentaram Monster Pussy e Molly Lips falando das claras referências sexuais das letras e riam o tempo todo. Eles estavam se divertindo quase tanto quanto a gente.
O Stevie- Belle & Sebastian- apesar do terno e da carinha de mais sério ainda animou e foi pra balada "bar secreto" depois.


* Eu já estava no clássico MODE pijama- sono- bono de chocolate- revistas na cama e acabei terminando o domingo com show surpresa do Black Lips agendado de última hora no Astronete. Show pequeno e inferninho lotado apesar da banda razoavelmente comportada.
Adivinha se não perdi o sono.
As 2 versões de Oh Katrina- No Noise e no Astronete- aqui.

Monday, November 17, 2008

Sonic Youth playing in my house


* Sonic Youth sempre esteve na minha vida. Inclusive na parede da minha casa. Mas nos últimos dias parece que eles tem voltado com mais frequência pro meu dia a dia.

* Primeiro foi o documentário dos estudantes sobre a banda, Sleeping Nights Awake, semana passada (escrevi aqui)
O filme faz a gente admirar o jeito de envelhecer lindamente da banda e principalmente da minha musa de adolescência Kim Gordon. Os anos passaram e ela continua talentosa, loira, fazendo performances incríveis, destruindo a guitarra e com corpinho de 20 e poucos.

* Depois vi que o Thurstoon More vai fazer a abertura de uma exposição de "early videos" da carreira do David Bowie  no MoMA NY, em 1o de dezembro e fiquei babando imaginando como vai ser. (mais aqui)

* Pra completar o momento we-are-everywhere,  em uma cena de um dos próximos capitulos de Gossip Girl a trilha é uma cover de Sheena is a Punk Rocker, do Thruston e Jemina Pearl (que era do Be Your Own Pet), gravada exclusivamente para a cena. Ainda não vi - pq estou no S02E03- mas a música está aqui.


* Depois do show do Coachella do ano passado e do documentário, achei que nada me faria ficar mais fã do Sonic Youth. Mas gente, o Thurston gosta de Gossip Girl!

Wednesday, November 12, 2008

Na Capricho

* Comecei a "colaborar" com o Lúcio Ribeiro pra coluna dele da Capricho.
Porque eu adoro a revista, li a adolescência toda - desde que era a "revista da gatinha" e tinha a Piera nas capas- e porque queria deixar minhas priminhas orgulhosas. ( e porque ele me chamou, óbvio)

* A primeira coluna é essa aqui, que saiu semana passada. Eu falo um pouco do Cobrasnake (que "descobriu" a Cory Kennedy, que a Thais escreveu ai em baixo) e das festas de 15 anos.

* Aliás, sim, às vezes eu tenho 15 anos.

Monday, November 10, 2008

The One

Depois de um fim de semana com tanto show eu quaaase não fui no show do R.E.M.
Mas quando lembrei que a última vez que vi eles faz uns 12 anos e que não sei quando teria a chance de ir de novo, animei. Que bom. Michael Stipe não é Michael Stipe a toa.

Sunday, November 09, 2008

Your quiet heartbeats

Hummer
Foals no Terra

Tuesday, November 04, 2008

I Can Use somebody

* Eu sei que é insensato mas tudo que se refere ao Kings of Leon ultimamente tem me tirado do normal. Sim, eu admito que misturo uma paixão pelo Caleb, com uma obsessão pela música desde a 1a vez que eu ouvi.

* Mas não dá pra falar que Only by The Night é fraco. Manhattan, Closer, Use somebody e Sex on Fire são especialmente lindas. E tem letras mais expressivas. Os caras começaram a falar coisa com coisa. (Alguém entendia a letra de Milk por exemplo?).

*E não dá pra falar que os vídeos novos são ruins. Esse aqui de baixo é um tiquinho egotrip. Me lembra algum vídeo do Guns com tomadas aéreas da banda em cima de prédios.
E Sex On Fire é um pouco sexy, ok. Mas who tha fucking cares??

* Quase tive um infarto quando li na entrevista da NME que Caleb escreveu Use Somebody sobre os momentos de solidão nas viagens e nas tours por aí.
E morri outra vez com o vídeo.


Kings of Leon - Use Somebody

Who The Fuck is Cory Kennedy?

www.thisiscorykennedy.com

Icone atualmente presente no subconsciente hipster. Isso e, se voce conseguir fazer o hipster 1) assumir que e, ou quer ser, hipster e 2) te contar quais sao suas fontes de inspiracao. Porque todo mundo sabe que hipster que se preza nao da tregua ao seu senso critico, e claro, nao se baseia em absolutamente ninguem pra criar seu estilo proprio.

Eu nao tinha ideia de quem Cory Kennedy fosse ate a ultima edicao da Nylon, que poe a menina entre top It Girls do momento. E desde entao a cada dia que passa eu descubro mais uma coisa que envolve seu trabalho, ou er, presenca. No fim das contas, voce tambem esta cercada por Cory Kennedy e nem sabe.


Depois da materia pra Nylon (e outras pra Paper, Teen Vogue e etc) – Cory foi convidada a apresentar a Nylon TV e seus videos online sobre moda, musica e tendencias do mundo cool. Antes disso, ela ja tinha seu proprio blog, cheio de fotos super bacanas e sem sentido nenhum. Mais tarde veio o namoro com o vocalista da Cobrasnake e participacao em um episodio de 90210 como ela mesma:


Obvio: 'amiga' da Naomi. Nao da Annie.

Com todos os requisitos pra musa alternativa riscados da lista, Cory passou a rasteira final em quem achava que It Girl tinha data de validade e inspirou os produtores do seriado mais legal dos ultimos tempos a criar uma personagem baseada nela propria.


Em Gossip Girl, Agnes, a modelo doidinha que faz a Jenny Humphrey se transformar em
Sheena, The Punk Rocker teve seu estilo e attitude copiados de todas as fontes Cory Kennedy citadas aqui e provavelmente algumas outras as quais nao tivemos acesso. O Daily Intel, blog da New York Magazine responsavel pela analise mais interessante - e hilaria - de cada episodio do seriado, sacou antes de todo mundo. Deu pra sentir uma pontinha de inveja deles, tambem.

not very lady-like

Se o Hipster Runoff tem razao ou nao quando diz que a festa um dia acaba, vamos ter que esperar pra ver. Mas ca entre nos, alguem ta preocupada de verdade com o destino das It Girls do jet set NY-LA? Acho que nao. Mas nao da pra negar que alem de, sim, servir como inspiracao como estilo ou attitude, as Cory Kennedys sao responsaveis por estampar a cara da sua geracao no fim dos anos 2000. Como fez a Kate Moss nos anos 90, a Madonna do comecinho dos 80, a Blondie no fim dos 70 e claro, a Edie Sedgwick, It Girl das It Girls, nos anos 60.

bom enquanto durou

Monday, November 03, 2008

ai

Do Hipster Runoff

Sunday, November 02, 2008

Rei para as Plebéias

* Não basta não saber se um dia ainda vamos ter TopShop e H&M aqui, o pior é ver  a coleção da Commes des Garçons para a H&M saindo nos EUA na semana que vem.
Mas pior ainda é ter a consciência que com esse dólar, quando eu tiver dinheiro para viajar as roupinhas já não vao mais existir.

* Meu objeto de desejo por enquanto é esse vestido. Pra mim o com mais cara de Rei Kawakubo old times. Meio de bruxinha né?
* O resto da coleção está aqui, no site da H&M - Dica: a trilha é meio mala, desligue o som do site.

* E aqui, um videozinho que começa com as peças que "you can't live without" (adoooro a dramaticidade do mundo fashion),  making of das fotos e entrevistas.

Thursday, October 30, 2008

Panama y MGMT

* O Panamá não é um país de grande riqueza musical. Os únicos shows não- latinos que vão acontecer lá esse ano são Duran Duran e Maroon 5, em Novembro. E eles estão felizes com isso.

* E adivinha qual a primeira música que eu ouvi no carro de um panamense lá?
Essa mesmo aí de baixo.
Dos mesmos caras que estão em um matéria na Rolling Stone Latina desse mês.
E que saíram com o hino do Verão na matéria sobre o melhor dos festivais de 2008 na NME. E no resto do mundo a gente sabe...

* Pra mim, os hits ótimos somados a esse sucesso cria uma expectativa que deixa qualquer um mais pré-disposto a gostar do show. 
Porque não venha me falar que os solos de guitarra psicodélicos e os momentos instrospectivos que acontecem em todos os shows do MGMT são legais que nãaao dá pra concordar. 
Mas como já dizia alguém inteligente, gosto não se discute.
E Ok, eu delirei mais uma vez com Kids.


Friday, October 24, 2008

Timfa e as Recorrentes Encoxadas

* Primeira conclusão da semana: é maldade fazerem um Tim Festival (mesmo que miado) na mesma semana da Mostra de Cinema. Mas é mais maldade ainda fazerem os 2 na semana que mais trabalhei no ano.

* O festival pode estar sendo micado, mas os defeitos - já  comentados por Deus e o mundo- e qualidades são exatamente os opostos do ano passado. Bacana uma tenda menor, sem faltar nada básico (aka ÁGUA) e sem empurra-empurra. Vamos ver hoje, sabadão.

* Eu decidi que também posso ter uma banda. É só chamar o Har Mar Superstar pra fazer participações nos shows que pelo menos fica divertido. Não que o Neon Neon seja ruim. Mas foi o fofo que causou a comoção maior no show deles, e fez uma graça extra encoxando os Klaxons.

Vídeo roubado da Flávia Durante

Minha memória é péssima, e eu confundo pessoas e situações, mas na hora tive um Deja-Vu. E eis que lembrei que o Har Mar protagonizou a mesma encoxada no show doido do Black Lips no Coachella 08. Ele nasceu pra isso.

Encoxada no Black Lips no Coachella

* Nem acho que 2006 parece o século passado. E nem ligo que Klaxons só tem um CD. Talvez esse show não tenho sido tão enérgico quanto o que eu vi em 2007, mas foi divertido e ninguém parou de dançar no show todo. Tudo bem que é The Flash, só durou 1 horinha. Mas a gente já sabia que eles só tinham um CD né?

Vídeo do Lucio Ribeiro

Wednesday, October 22, 2008

The City..

.. tambem conhecido como The Hills goes East.

Estreia em Dezembro :)

Thursday, October 09, 2008

Johnny Flynn ao vivo

Em um Clash ainda vazio, Johnny Flynn - eu tinha escrito sobre ele no no donnuts - subiu no palco, bem modesto, se apresentando e dizendo que ia tocar "a few songs" pra gente antes do Young Knives.
Os 25 anos que parecem pouco quando a gente só ouve a voz forte dele, pareceram muito quando o menino subiu no palco e mostrou o rosto de - perfeitos - 18 anos.

Mesmo sem banda, sozinho com seu violão Johnny preencheu o Clash com seu folk lindo e suas letras românticas. E olha que gato desse jeito, nem precisava cantar tão bem.

Essa é The Box, minha favorita.

Lysergic Bliss

Porque no dia 21, quem comprar Skeletal Lamping do Of Montreal em formato de CD - ou vinil! - e a mulher do padre. Legais mesmo sao os adesivos. E a lampada. E a bolsa. E as camisetas.

So nao joga fora o papelzinho com o codigo quando receber o pacote pela Fedex. Ele e que vai te garantir o download do album online. Afinal, novidade pouca e bobagem mas no fim da historia e a musica que paga a conta.

Tuesday, October 07, 2008

It's Britney, Bitch.

* Eu adoro os ups and downs da Britney. As surtadas, internações e engordadas (que falta de humanidade, Fernanda), seguidas das voltas à música, a praia e as emagrecidas. Mas o que eu mais adoro é quanto os Estados Unidos é obcecado por ela.

* Por exemplo, qualquer aparição de calcinha ou absorvente (eca- sem foto) da Britney nos EUA é muito, mas muito mais grave do que uma quase overdose da Amy na Inglaterra, de sutiã na rua, descalça, com a cara sangrando.

* A Rolling Stone escreveu uma vez sobre Britney que “what the world wanted of her: that she was created as a virgin to be deflowered before us, for our amusement and titillation.”

* Mas é um pouco mais. Britney representa tudo que os EUA são. O que querem ser e por outro lado, o que morrem de medo de ser. A linda jovem mãe de 2 pimpolhos de bochechas rosadas. Mas que desequilibra e quase derruba o filho pra segurar seu Starbucks Caramel Machiato ao mesmo tempo.

A platinum loira magrinha que em um surto fica obesa e raspa a cabeça.

Que declara que sustenta uma corja de parasitas, mas que a gente sabe que não vive sem eles. A celebridade que foge dos paparazzi. Depois os ataca com um guarda chuva. Depois namora um deles.

América’s sweetheart X Britney the bitch.

Britney é a dicotomia doentia americana.

* Mas tudo isso para falar não só Long Live to Brit, mas porque adorei todos os remixes de Womanizer que saíram semana passada, com menção honrosa para o do Teenagers.
Estão todos
aqui.
E meu favorite
aqui
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obs: Post originalmente publicado no meu 2o filho novinho, no donnuts
obs2: Acho que roubei esse título de um post antigo da Thais, mas não tem jeito melhor de apresentar a Britney.

Sunday, October 05, 2008

Lykke Li + Victoria's Secret

Discussões de Indie X Mainstream a parte, é engraçado ver uma música (Little Bit, umas das melhores, by the way) da meio hipponga Lykke Li vendendo sutiã da mega perua-glamourosa-sexy Victoria's Secret.
E pior que combinou.


Friday, October 03, 2008

Yelle

Até outro dia Commes des Garçons pra mim era só a marca de roupas do Rei Kawakubo, que tem uma loja linda em NY que lembro de ter ido pela primeira vez quando eu era pequena, com minha mãe.

Mas na terça feira descobri que é um hit bombadíssimo. Pelo menos entre as 600 e poucas pessoas suadas, apertadas porém felicíssimas que estavam chez Clube Glória.
Sempre achei o som da Yelle chatinho. Mas o show da moça surpreendeu, muito graças a animação da platéia, que não sei como não morre de calor no Glória. 
Justiça seja feita, as músicas são realmente bobinhas e repetitivas, mas Yelle (que chama Julie) além das roupinhas moderninhas e charme francês, tem seu carisma. E o show até terminou com uma Yelle do rrrrock.


Thursday, October 02, 2008

Da Irlanda

* Quando ouvi pela 1a vez Fight Like Apes me chamou a atençao a voz da Mary Kay, que tinha alguma coisa de Karen O. E que começa a cantar fofa e no meio da música, rola uma virada e ela enfurece. A música era essa aí, Jake Summers, no vídeo ao vivo em Dublin, terrinha deles.

* Jake Summers, por sinal, foi um ator pornô de Hollywood, até onde eu descobri.

* Desde o começo do ano o Fight Like Apes está excursionando pela Inglaterra abrindo para Ting Tings. Tocaram no Glastonbury e parecem já ter uma legião de fãs europeus. Fãs-blogueiros que idolatram as performances ao vivo e escrevem que estão em crise porque o álbum novo - Fight Like Apes and the Mystery of the Golden Medallion, lançado semana passada- soa muito mais limpo que o som anterior. Confesso que não me preocupei em comparar.

* Eles tem uns vídeos engraçados mas ruins. E umas letras que falam coisas como “Hey! You! Know your place / You're like Kentucky Fried Chicken / But without the taste".

* O que eu mais gosto neles é essa despretensão. E esse jeitão meio, hum, grunge. Ah, o fato deles terem uma musica que chama I’m Beginning To Think You Prefer Beverly Hills 90210 To Me também ajudou.

* Essa é mais "séria", mas também é bacana: Lumpy Dough

Sunday, September 28, 2008

Absolutely Wasted

* Enquanto o mundo (leia-se paulistada de espírito jovem animada) via Justice, eu tomava soro no hospital.

* Nada grave, mas descobri que eu fui acometida pela Justice Live Curse. Ou, em terras tupiniquins, Maldiçao do Justice Live.
No Coachella, comecei a passar incrivelmente mal 15 min antes do show. 
Essa semana vi o DJ set private na festchinha de 4a, mas minha expectativa era para o Skol. E ontem acordei com uma virose daquelas. Tipo, impossível ir em qualquer show, nem que fosse no hall de entrada do meu prédio.

* E dado que a a outra autora desse blog mora do outro lado do equador, o TWM não vai comentar o Skol Beats (o que com certeza não vai fazer falta nenhuma). Só agradeço aos amigos que disseram que o Justice nem foi tudo isso e que foi até meio xoxo.

* Enquanto me recupero da minha ressaca de Dramim+ Buscopan+ Novalgina+ Soro, dei uma atualizada em tudo que eu tinha perdido nos últimos meses, e achei esse vídeo.

Minha banda da vida dos últimos 3 anos, com um dos meus ídolos de adolescência.
Eddie Vedder não mudou em nada seu estilo anos 90. Não correu atrás do Hype, não fez nenhuma música electro, nem começou a vestir Skinny jeans. E pra mim está cada vez melhor (com exceção do corte de cabelo).
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Slow Night So Long: Kings of Leon + Eddie Vedder

Thursday, September 25, 2008

We are your friends

Há uns meses um amigo meu, daqueles melhores amigos de séculos, brother, me falou que queria abrir um bar, com outro amigo, um francês gente boa.

Quando perguntei o nome do Bar ele falou que não queria nome. Como boa publicitária perguntei como a gente ía divulgar, e ele falou que não queria divulgar nada. Que na verdade queria que fosse quase um segredo.
E quando eu perguntei quem ía tocar e frequentar então, ele falou "os amigos, Fê. E no máximo os amigos dos amigos".

A primeira coisa que eu pensei foi que se bobear eu ainda ter que emprestar dinheiro pra ele. Mas depois caiu a ficha que ele não costuma fazer besteira.

E ontem 2 amigos franceses tocaram. Um tal de Gaspard e um outro, Xavier.

Tuesday, September 23, 2008

Os nerds contra-atacam.

Hi, my name is Thais and I'm a PC.

Essa tal de segunda fase da campanha da Microsoft me veio bem a calhar, timing melhor so quando o Marcelinho Carioca abriu a sua escolinha de futebol bem do lado da minha casa em 1995, o ano em que eu virei a casaca e passei a torcer pro Corinthians. Mas essa e uma outra historia.

Ai voces vao dizer: Ah, mas so agora que o "I'm a PC" virou hype e camisetas sao vendidas na Urban Outfitters por $30 cada e que voces, PC-Nerds resolveram liberar o PC-Pride.

Parte disso e verdade. Confesso que fiquei felizinha quando comprei meu primeiro - e unico - iPod e finalmente tive uma caixinha com uma maçã prateada na gaveta do meu armario. Mas acho que a pagação de pau parou por ai, mesmo porque quando chegou a hora de escolher um celular novo eu preferi o BlackBerry - e nao o iPhone.

Enfim, eu cresci PC. Meu pai sempre foi um militante da Microsoft e, de todos os computadores que eu lembro ja terem pifado em casa, nenhum deles era Mac (deixa para piada Apple-lover). Depois, trabalhando em agencia, PC era o computador do atendimento. E eu era atendimento. A criacao que era bacana e tinha Mac e playlists legais no iTunes. Dai eu mudei de pais, e quando fui comprar meu primeiro laptop, nao pensei duas vezes: PC com Vista, que lindo. Viu, I'm a PC e tenho historia pra contar.

Ai aconteceu que na semana passada eu comecei a trabalhar nesse lugar novo, e la todas as pessoas trabalham com Mac. Assim, TODAS. E eu estou pra Mac como o Nate esta pro Portugues, ou seja, sei falar "oi, tudo bem?" e "onde e o banheiro?". So. Nao sei perguntar "oi, quantas palavras tem o meu texto?" ou "como e que eu faco pra marcar esse email chato como nao lido?" Entao, complicou. Mas por sorte, eu nao sou tao retardada quanto parece e no fim das contas, existem algumas similaridades PC x Mac - que o Steve e o Bill nao me ouçam - entao levou um tempinho, mas eu me virei. E com a esperanca de que nunca e tarde pra aprender, acredito que dias melhores estejam a minha frente.

Entao. O timing. Tinha hora melhor pra Microsoft finalmente tomar uma atitude e contra-atacar a campanha de aaanos da Apple? Nao. Ta certo que levou um tempo, ne. E levou uma boa parte da populacao que como eu em 1995, virou a casaca, abandonou seus PCzinhos e correu pros bracos do ex da Drew. Ah e, e vamos citar tambem a boa quantia em dolares que tambem levou. Depois dessa o Seinfeld deve cobrar menos.

Mas enfim, nerds do meu Brasil (porque os nerds gringos ainda nao aprenderam a ler o TWM): chegou a minha hora. A hora de dizer, com orgulho: "I'm a PC!". E a hora de aprender alguns atalhos-chave no Mac, afinal de contas, eu espero um dia deixar de ser apenas uma intern.

:)


Wednesday, September 10, 2008

The Hills

Texto publicado originalmente no blog do Lucio Ribeiro em 07/09
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* Uma menina que espalha pela cidade a calúnia que a melhor amiga certinha fez um video de sexo com um ex-namorado. Esse é o mote da terceira e quarta temporadas de The Hills.

Antes disso, o seriado-reality show que revela a vida de quatro meninas loiras, lindas e ricas da Califórnia e sua turma fazendo compras, indo para a balada e pegando gatinhos tinha como emoção máxima uma bronca da chefe. Ou um chifre de um namoradinho.

* The Hills é “filho” de dois dos maiores expoentes das séries jovens moderninhas americanas: OC e Laguna Beach. OC dispensa maiores explicações.
Na época que OC estourava, a MTV, esperta, lançou o reality show Laguna Beach- The Real OC, que mostrava a vida “real” de uma dúzia de estudantes de high school e moradores da milionária praia Laguna Beach.
Uma dessas afortunadas, Lauren Conrad (ou LC), 22, ganhou seu próprio reality quando foi fazer faculdade em LA, tentar um estágio na revista Teen Vogue e dividir um ap de sonhos com a - então- amiga Heidi.

* Como fica óbvio, o enredo não tem nada de marcante, as pessoas-personagens não agregam cultura na nossa vida, nem são engraçadas. Nem mesmo muito carismáticas. Os diálogos são absurdamente cotidianos e adolescentes e às vezes a gente se pergunta por que está assistindo aquilo. Mas o fato é que The Hills virou um dos maiores sucessos nos EUA.
De tanta discussão gerada em torno dele, a MTV lançou um “sub show”, “The Hills After Show” em que o público se reúne simplesmente para comentar depois de cada episódio (1)o que aconteceu em uma tal festa, (2)se a Heidi ou a LC é a invejosa, (3)quem colocou silicone, (4)com quem uma outra fulana da turma devia namorar.

* As meninas da série foram capa da Rolling Stone, em uma matéria em que o presidente da MTV diz que The Hills é “o TV show mais inflenciador que ja tivemos”. Muito mais que The Osbournes ou Jackass.

Elas já foram a todos os programas de TV americanos, de Tyra Banks a David Letterman. Lauren lançou uma linha de roupas. Heidi acabou de iniciar uma carreira de cantora, com um vídeo surreal de tão cafona. E, o que é mais divertido, o país parece debater seriamente a questão de quão veridica é o programa e suas “atuações”. O megabombado blog Perez Hilton vive pondo lenha na fogueira que de “reality” o programa não tem nada. Em um post diz “Why do we all still watch the show when we know it’s fake? We can’t help it!”

* Agora, por que tudo isso? Talvez porque a série une o encantamento da vida utópica de uma juventude rica e linda (vide Barrados no Baile, OC e Gossip Girl) com o voyerismo de uma sociedade hedonista que adora Big Brothers e afins.

The Hills é contraditório, ou como diz a capa da Entertainment Weekly, é superficial e sensacional.
As meninas têm TUDO que irrita muita gente. Só falam de compras, baladas, tem problemas fúteis, tem como maior desafio profissional assistir aos desfiles de moda em Paris, parecem viver numa bolha e colecionam bolsas Chanel.
E tudo que encanta muita gente…No caso, os mesmos itens acima.

Tuesday, September 09, 2008

Autumn Leaves

Consegui adiar o primeiro post de Setembro por uma semana. Meu mes favorito comecou cheio de novidade e eu nao arrumei nem tempo nem concentracao pra sentar e atualizar o TWM. Seis e meia da manha de uma terca-feira, venho eu botar os assuntos em dia, ja que a ansiedade gerada por uma dessas novidades ai nao me deixa dormir. Ha males que vem pro bem, nao e mesmo? Bora.


*Fall Fashion

Chegou a melhor estacao do ano, Outono meu querido. Nao e calor, nao e frio. E gostoso, e lembra muito Sao Paulo - a temperatura media em Setembro e de 25 graus. E quando voce nao ta nem derretendo e nem congelando, sobra inspiracao pra renovar o guarda-roupa.
Ano passado
postei as 'fall trends' na mesma epoca, mas me baseei nos achados da Urban Outfitters.


A few of my favorite things.

Esse ano resolvi montar a minha wish-list na Anthropologie, marca-irma da Urban. Foi la que eu arrumei um emprego part-time enquanto nao sou convidada a escrever pra Nylon Magazine, e foi la que eu gastei o que nao podia, dado que fui as compras antes mesmo do meu primeiro paycheck. Call it self-indulgence.

Ao contrario da Urban Outfitters que e voltada pros hipsters e as vezes um pouco moderna demais pro meu gosto pessoal, a da Anthropologie e bem menina. A unica marca que mistura vintage com country, que cria pecas urbanas porem femininas e que nao tem uma linha fitness, gracas a Deus.

O cardigan-wrap preto da foto e o coringa da estacao. Todas as lojas, sem excecao, tem a sua versao da peca. A Forever 21 vende o deles por U$19.00. Ja a Lauren Conrad, por U$165.00. Questao de escolha.


*Series, etc.

Falando em LC. Fazia um tempo que o negocio nao andava tao divertido em "The Hills". Alguem avisa a Lo que ela e chata - e inutil? Team Audrina! Aquele Doug que ninguem sabe de onde saiu, muito menos pra onde vai. O Brody chamando a Stephanie de louca e indo pra cadeia em seguida. E last but not least, meu 'personagem' favorito, Spencer Pratt, me fazendo morrer de rir com as melhores caras e comentarios que a reality television ja viu. Lauren que e Lauren mesmo, parece so estar ali pra conectar todo mundo.

Flesh-colored beard


Mas se voce nao tem ideia do que eu estou falando, ainda ha esperanca. Visite o Popload e leia o texto maior legal que a minha co-blogger escreveu sobre "The Hills". Da pra alcancar a 4a temporada antes de Speidi dominar o mundo, acho.



Mudando de canal mas nao de assunto, queria registrar a minha opiniao sobre o novo 90210. Registrar a frustracao. Ok, ao contrario da Fe, eu nao fui uma fa enlouquecida de "Barrados no Baile", acho que na epoca eu ainda tava brincando de Barbie. Mas ainda assim tinha minhas expectativas, afinal, nem so de "The Hills" e "Gossip Girl" vive uma pessoa (em outras palavras, seriado do genero futil nunca e demais). Talvez eu tenha perdido o bonde de novo por causa da idade, dessa vez to meio velha pra coisa. Mas nao achei os dois primeiros episodios ruins, nao. Achei bobinhos, forcadinhos. Me lembraram bastante todos os filmes dos anos 80 que eu cresci assistindo. Vide a permanente da Naomi Clark.

*'September'

O cara tem um documentario chamado 'September', sobre o trabalho com a sua banda, os Cardinals. Ele tem uma musica - linda - 'September'. Ele lancou seu ultimo album, 'Easy Tiger', em Setembro do ano passado. Eu espero anos pra ver ele ao vivo. Ele vem tocar em Boston em.. Setembro. E adivinha? Durante as duas horas e meia de show, ele nao arrumou tres minutinhos pra encaixar 'September'. Fzer ok?


So perdoei o Ryan quando ele tocou essa aqui:



"Come Pick Me Up"

E essa:


"Wonderwall"


E essa aqui (o video ta dando enjoo de tao tremido, mas com licenca que eu registro mas tambem tenho direito a dancar):




"Let it Ride"

*Fall Playlist

Pra fechar. As 5 que eu tenho escutado de tras pra frente, de frente pra tras:

1) Blitzen Trapper - "Furr"

2) The Dutchess and The Duke - "Reservoir Park"

3) Of Montreal - "Nonpareil of Favor"

4) Jessica Lea Mayfield - "Kiss me Again"

5) Buffalo Tom - "Late at Night" (porque nem tudo nesse blog faz sentido, porque eu suporto local artists e porque My So-Called Life vive para sempre em nossos coracoezinhos).

Beijos.

Wednesday, September 03, 2008

90210 back in the game

Hoje é uma noite de expectativa para quem tem uns 30 anos e a nostalgia da cultura pop dos anos 90 no coração. Beverly Hills 90210, aka Barrados no Baile, volta a Tv Americana em nova versao.

90210 foi mãe de OC, Gossip Girl, Laguna Beach, The Hills e tia de Dawsons Creek e outras séries menos californiana-glamourosas mas também teen-drama.

* A 1a temporada começou em 1990 com a adaptacao de Brendon e Brenda, os irmãos de Minesota, fazendo amizades na high school em Beverly Hills: a facinha Kelly, a virgem Donna (as tipicas Beverly Hills blonde Girls), o bad boy Dylan, o namorado de Donna David, o filho de atriz Steve e a que tinha cérebro Andrea.

Até 2000, algumas personagens foram e outros entraram, mas a maioria continuou, cresceu, entrou e saiu da faculdade, casou, apanhou, passou por acidentes, alcoolismo, overdoses, traiçoes, falencias, gravidez precoces, anorexia, complexos, mães ausentes, pais corruptos, namorados traficantes,…

* Mas nada, eu digo NADA se comparou ao primeiro drama duplo do início de 90210: separação do casal perfeito e apaixonado Brenda e Dylan e traição pe-sa-da da melhor amiga Kelly.

Kelly ficou com Dylan, namorado de sua melhor amiga que estava viajando. Foi um lapso, mas eles continuaram ficando. Se apaixonaram, Brenda descobriu. Começou um triangulo amoroso. As vidas de todos eles mudaram. E a minha também.

Eu passei a ser Brenda-team.

* Brenda era a menina que a gente queria e podia ser. Nao era a mais linda, loira ou rica da escola, como Kelly. Mas era a que tinha o charme de ser um peixe meio fora d’água, o melhor bom gosto para roupas e o senso crítico mais aguçado para avaliar suas amigas e o mundo deslumbre-descontrol em que vivia.

No dia em que flagra sua amiga traíra com Dylan, ela solta algumas das minhas“quotes” preferidas. A cena é essa aqui:


Brenda era a que teve coragem de abandonar a disputa pelo Dylan, ligar o foda-se e ira pra Londres virar atriz.

O que dava ainda mais graça para tudo isso é que Brenda teve que ir para Londres porque na vida real, ela era Shannon Doherty, que fui expulsa da série por brigar com colegas de elenco, principalmente Jennie Garth (Kelly) e ser muito garota-problema-wild na vida real. O que diga se de passagem, era um comportamento de SANTA perto das nossas Lindsay e Britneys anos 2000.

* Eu assisti todas as temporadas. Todos os episodios. Por 10 anos.

Hoje 90210 volta ao ar na CW nos EUA. Com tudo novo. Só continuam adivinham o que? As mesmas Brenda e Kelly.

Provavelmente não vai ser legal. Mas eu quero ver pra qual time vou torcer.

Wednesday, August 27, 2008

Unanimidade no TWM






Estreou hoje o video de "Sex on Fire", o primeiro single de "Only By The Night", album novo deles que sai no dia 23 de setembro aqui nos EUA.

No Myspace, eles avisam que a partir do dia 1, videos caseiros da familia Followill serao postados. A gente agradece. Caseiro e mais legal, mais reality show, tipo Caleb sem maquiagem. Viva!

Mas o TWM nao gosta dos KOL so porque eles sao bonitos, nao. E pra provar que a gente e profissa e faz o que for pra ir atras das bandas, eu e a Fe temos um projeto em andamento. Mas o projeto nao esta confirmado ainda e vai ser bem chato se a gente sair contando por ai e o negocio nao der certo.

Mas obvio que a gente ja empolgou. Enfim. Aguardem cenas dos proximos capitulos.

Por enquanto e "Sex on Fire" no repeat YouTube.

Thursday, August 21, 2008

Descobri essa versao do Jose Gonzalez pra "Teardrop" do Massive Attack so essa semana, mas aparentemente ela foi gravada no ano passado.

O Jose Gonzalez pode tanto fazer qualquer hit ficar mais gostoso de ouvir quanto pode te fazer enjoar do estilo dele e pegar um bode tremendo. Depende do seu humor.

Mas com "Teardrop" e diferente, porque a musica e foda e acho dificil alguem enjoar dela.

O video, uma animacao de tema biblico-psicodelico (existe?), acaba combinando com o mood dessa versao, achei legal ate.

Agora.. quer ver um exemplo de JoseGonzalismo em musica famosa que nao deu muito certo? Clica aqui.

O Ian ia ficar P da vida.

Tuesday, August 19, 2008

for a minute there I lost myself.

Eu lembro direitinho de quando eu virei fa dos Beatles. Eu tinha 11 anos e sabia todas as letras de cor, sem a menor ideia de que a maioria delas tinham significados diferentes dos que eu cantava. Ai eu lembro de perguntar pra minha mae como e que foi crescer na epoca em que eles estavam todos vivos, juntos, tocando, indo pra India e lancando discos novos. Eu sempre lembro da resposta dela. "Thais, como e crescer ouvindo U2, com as idas e vindas deles, os shows por ai e os discos novos? Entao.”

Eu entendi. Ela quis dizer que quando a gente vive na mesma epoca em que as grandes bandas, o glamour e o deslumbre de uma carreira cheia de hits, shows e viagens ficam espalhados no tempo. Diferente de quando voce assiste um documentario sobre a banda X e vira fa quase instantaneamente. Minha mae tava certa.

A unica coisinha que eu mudaria nessa analise comparatoria toda e que a minha banda contemporanea em questao jamaais seria o U2. No meu caso, seria o Radiohead.

E foi assim que eu fui, respeito a tiracolo, pro show dos My So-Called Beatles na quarta passada.


(Nota em off: a pessoa que vos escreve nao se considera fa de Radiohead, nunca comprou um album da banda e por contar com imensa humildade, resolveu convidar um fa digno pra escrever a resenha tecnica merecida. Mas esse assunto fica pro final. Voce, portanto, esta prestes a ler sobre as impressoes de uma admiradora a distancia, assistir aos videos de alguem que respeita o Thom Yorke a ponto de ter medo dele um dia aparecer na sua frente e nao saber o que dizer. Vamos adiante).


'Everything in its Right Place'

Assistir ao show do Radiohead te da aquela sensacao de “once in a lifetime”. Volta e meia voce se pega viajando ou na musica, ou nos teloes, ou nos caras dancando enquanto tocam e tem que se cutucar e lembrar “eu to no show do Radiohead, aahh!”.


Eu comentei no post anterior o quanto eu gosto de ver bandas que nao mexem muito com a estrutura das musicas conhecidas e entregam algo proximo do que voce esta acostumado a ouvir no CD player. Porque eu sei que nao deve ser nada facil reproduzir todos os sons que acontecem ao mesmo tempo em ‘Paranoid Android’ ao vivo, por exemplo. So por isso. Mas o Radiohead segue o passo a passo e ainda consegue te surpreender com a qualidade e clareza de som, sem contar o volume, que sempre ajuda.




"House of Cards", linda :)

Durante a apresentacao deles a minha admiracao cresceu. Inevitavel. Eu sou apaixonada por “House of Cards” e foi nela em que eu elegi essa a banda pra representar a minha geracao. Radiohead nao so faz o melhor e mais inteligente uso de instrumentos, tecnologia e marketing ao seu proprio favor, mas faz isso de uma forma discreta e profissional.

isqueiros acesos em 'Paranoid Android', tributo aos 90s.

Quem sabe um dia meus filhos nao vem me perguntar o porque de eu nao ter sido uma fa descabelada do Thom Yorke e nao ter comprado a discografia inteira em seus dias oficiais de lancamento. Ai eu posso dizer que eu sabia o quao bons eles eram, e assim, a distancia, convivi com a banda que marcou cada momento diferente da minha vida.

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PS: Eu prometi a resenha tecnica merecida, escrita por um fa de verdade. Pra ler esse texto, clique aqui. A resenha e em ingles, dada a lingua nativa do autor, e dado que a mesma foi postada no blog em qual escrevo na mesma lingua.

Friday, August 08, 2008

"what a life I lead in the summer.."

Enquanto o mundo assiste a abertura das Olimpiadas eu aproveito pra atualizar este blog com assuntos de 2, 3 semanas atras, tentando assim nao me sentir culpada por ficar tanto tempo sem escrever. As Olimpiadas eu alcanco depois.

Nao e anormal que eu passe um tempao sem inspiracao quando essa epoca do ano chega aqui no hemisferio norte. Alem da lista sem fim de coisas pra fazer (sao, afinal, os unicos 3 meses do ano em que voce pode andar de regata e chinelo) e inevitavel que aquela preguica de calor bata e ai ninguem me acha mesmo.

Curiosamente, foi bem nesse periodo em que eu resolvi tomar uma decisao daquelas de mudar o rumo. Pedi demissao do meu emprego de 2 anos e resolvi, positivamente, a apostar nesse mesmo positivismo de que dias melhores (e mais legais, com mais festas e gente interessante) virao. Aguardem cenas do proximo capitulo.

Vamos ao que interessa. Em meio a idas a praia, churrascos e picadas de pernilongo gringo (as quais descobri que sou bizarramente alergica), ate agora meu verao teve dois pontos altos. O primeiro foi ter visto a minha descoberta favorita do ano ao vivo em Cambridge (sorry, MGMT, I will always love you). Os Fleet Foxes sao muy muy fueda.

Eu ja falei de Fleet Foxes aqui e em Twitter e tal, entao poupo apresentacoes. Mas o show, esse sim, e digno de post novo. Pra comeco de conversa, eles tocaram num lugar minusculo em Central Square, o
Middle East Upstairs. E sorte de ver banda que voce sabe que vai virar sensacao em lugar pequeno assim nao bate a sua porta todo dia. Bateu a minha quando eu vi Bat For Lashes no Great Scott, por exemplo. E raro. A banda de 5 caras tocou num palquinho micro, com uma multidao na plateia. O show sold-out meses antes e dava pra ver que quem tava la se preparou pra pegar um lugarzinho bem na frente, tipo, ahn, eu.


Com um bando de gente se segurando pra nao tropecar e cair no pe do vocalista, eles abriram a noite com 'Sun Giant' sem instrumentos, so harmonia. Todos os membros da banda cantam, e bem. Tem gente que adora quando vai a show e o artista muda a melodia, faz maluquice com a guitarra e transforma o seu hit favorito numa versao psicodelica do que voce ouviu no CD. Essa nao sou eu. Sem retoque nenhum, eles reproduziram o EP e o album inteirinho ali na nossa frente, entre piadinhas e gracinhas e foi assim que eles fizeram Boston bater palma ate doer. O que me deixou emocionada (ai) foi ver que a reacao das pessoas REALMENTE surpreendeu a banda. Assim, como se os Fleet Sub Pop Foxes nao soubessem que sao bons ou coisa do tipo. O Brian Pecknold agradecia, e sorria envergonhado, e agradecia de novo. Me deu vontade de abracar e dizer pra ele que a gente gostava mesmo de ouvir ele cantar, que ninguem tava fingindo ou sendo bacana (Boston nunca e bacana, ok?).

Pro bis, o Brian voltou sozinho pra cantar 'Tiger Mountain Peasant Song' so com o violao acustico. E foi nessa hora, depois de duas sem nem lembrar de camera nem internet nem nada relacionado a minha vida fora do Middle East, que eu resolvi gravar um videozinho pra recordacao. Veja bem.








O outro highlight de julho foi a visitinha a NY, depois de um ano sem visitar o lugar que me da mais saudades de Sao Paulo nesse pais inteiro. Minha irma foi com a gente, primeira vez da menina na Times Square, imagina. Mas fora a rota turistica basica, tambem arrastei a Pi pra lugares pros quais com certeza ela nao volta, considerando o fato de que nem beber ela bebe, quem dira querer conhecer territorios punk dos anos 70. E foi assim que chegamos, numa quinta-feira as 11 e meia da noite, ao ja saudoso
Chelsea Hotel.



Entao, o Chelsea e aquele hotel onde o Sid e a Nancy moraram, e onde a Nancy foi achada morta debaixo da pia do banheiro. Foi la tambem que a Patti Smith morou quando quis se enturmar com os bacanas na primeira metade dos 70s. Ela dividia o quarto, porque no Chelsea glamour e exatamente o contrario do que voce ta pensando. E ali tambem viveu o William Burroughs, amiguinho mais ousado do Jack Kerouac. E foi la que o escritor Dylan Thomas tambem morreu de overdose alcoolica. Enfim. Inspiracao artistica e o que nao falta nos corredores do prediao que fica na West 23rd quase esquina com a 8th Ave.



Se eu nao tivesse me apaixonado pelo cheiro esquisito dos corredores, pela cara de velho abandonado do elevador, e pelos quadros de gosto duvidoso nas escadarias, nao teria post pra ele. Mas eu me apaixonei, e entrei na comunidade VA do Orkut
'Eu quero morar no Chelsea Hotel'. Eu assumo que fui meio que esperando um quartinho meia boca. Tudo pela historia do rock. Mas o nosso quarto - aham, suite - era lindo de morrer, modernerrimo, vista pros predinhos do bairro, ar condicionado e flat screen TV.



Voltando do Mercury Lounge na noite seguinte, ja me sentindo em casa, nao aguentei e perguntei pro cara da recepcao onde caracas eles tinham enfiado a suite 100, quarto do Sid. E foi entao que eu descobri o que meus amigos mais bobos ja sabiam. A direcao do Chelsea mudou os numeros dos quartos e deu sumico no 100 na mesma semana em que a Nancy foi morta. De acordo com o funcionario 'pra nao atrair gente que nao estivesse interessada exclusivamente nos servicos e localizacao que o hotel oferece'. Ta bom, entao.



Aqui, o video da Nico cantando 'Chelsea Girls' pro filme de mesmo titulo do Andy Warhol, gravado no Chelsea Hotel. Qualquer semelhanca com a Cat Power e mera coincidencia.

PS: O meu painel favorito das paredes do hotel virou BG no meu Twitter, go Bowie!