Sunday, November 18, 2007

Direto do Cairo

Ingenuidade minha achar que Bangkok era uma cidade louca. Meu 1o dia no Cairo deixou Bangkok no chinelo.

A cidade e absurdamente movimentada, caotica e lotada. Lotada de tudo. Gente, carros, cheiros, barulhos, animais, imagens, etc.


O povo e muito simpatico. Apesar de nas areas mais centrais da cidade olharem para a gente como se a gente estivesse peladas (afinal 80% das mulheres aqui andam completamente cobertas), me pareceu que ninguem e capaz de ter fazer mal e confirmei com alguns locais que assaltos sao rarissimos.


O maior perigo do Cairo ate gora se mostrou ser o transito. Louco, sem organizacao nenhuma entre carros, motos e pedestres. Toda hora voce acha que vai presenciar um atropelamento. Semaforos e faixas na rua sao puramente decorativos. Estaciona-se de qualquer jeito em qualquer lugar.

vista aerea de uma rua que virou estacionamento livre no centro do Cairo
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E o conselho que recebi dos locais para atravessar a rua foi "nunca volte pra tras. continue firme e nao demonstre medo que os carros acabando parando para voce". To achando que Deus e egipcio mesmo.

Friday, November 16, 2007

A Banda Favorita do Mes



Silversun Pickups, os "Smashing Pumpkins dos anos 2000", presenca ja confirmada no Coachella 2008.

Ai, que legal :)

Wednesday, November 14, 2007

Tribulation

Ai que frio na barriga.

* O motivo maior é que a partir de sexta feira esse blog será escrito- da minha parte- diretamente do Egito! 10 dias lá com roteiro “roots” com direito a descer o rio Nilo de barco e acampar com Beduínos no deserto.
Na volta vou dar uma passadinha de 2 dias em Milão.

* Outro motivo gerador de stress é que todos os hotéis próximos e baratos para o Coachella 2008 já estão lotados. Isso significa que já estou com ingresso garantido mas talvez tenha que acampar. Uh, delicia.

* E como foi legal ontem meu 3º reencontro com LCD Soundsystem...


Apesar do som ter começado baixo, o show foi inesquecível. Alto astral, mais pesado e acelerado que o CD, com um público que fisicamente não lotava o Via Funchal mas o encheu de vibe. O globo de discoteca em cima do palco ajudava a criar o clima de festa feliz entre amigos.

O momento apoteótico, de arrepiar pelinhos no braço, foi “All My Friends”. Pena que o audio do meu vídeo não faça jus ao que foi.
James Murphy comprovou o carisma e a simpatia que ele já tinha mostrado no Coachella. (Lá, além de bater papo e autografar meu Cd ele se deu um trabalho de fazer um desenhinho do lado do autógrafo.)



James Murphy gente boa

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O show foi bem mais intimo e gostoso do que o do Skol Beats de 2006, e pra mim um dos mais felizes de 2007 :)

Monday, November 12, 2007

On Demand

Quem tem medo de tubarao?

Nesse periodo menos computadoristico da minha vida, tenho usado o tempo livre (e preguicoso) pra aproveitar meu On Demand - uma especie de TiVo menos "handy" - voce tem acesso a todos os programas da tv, mas sem direito a fazer a "playlist" dos seus favoritos. Enfim.


Aqui o top 5 tv shows mais viciantes dos ultimos tempos:


Planet Earth, Discovery - entrando na onda "Planeta Terra" do post abaixo (nada a ver, eu sei), a nova serie do canal harebo mostra cenas inacreditaveis de dentro da selva amazonica, do deserto do Saara e dos mega tubaroes brancos engolindo 5 focas de uma vez so nas aguas geladas do Pacifico. Arrepia.


The Hills, MTV - ja foi comentado aqui o nao tao orgulhoso vicio das escritoras desse blog por reality shows futeis e sem futuro. The Hills tem glamour, festa, champagne, sex tapes e bafafas de celebridades, pra pura indulgencia e diversao nossa de cada segunda a noite.


Intervention, A&E - rehab e coisa pra quem, apesar de ter chegado no fundo do poco, ainda conta com um minimo senso e forca de vontade pra se recuperar. Intervencao e o que familias e amigos de viciados e alcoolatras precisam fazer quando a pessoa em questao ja desistiu e so esta esperando a infame overdose. Assisti ao primeiro episodio meio que por acaso e apesar das cenas pra la de punk, e legal ver que existe mesmo uma luz no fim do mais trash dos tuneis.


Iron Chef, Food Network - Boston e uma das cidades mais baladas no quesito "fine dining", e muitos dos chefs famosesimos que competem nesse reality show assinam os menus que voce encontra aqui pela vizinhanca. Por esse motivo e pelo meu objetivo nada impossivel de um dia cozinhar razoavelmente bem, nao perco nem um episodio.


Flip That House, TLC - e o Extreme Makeover das imobiliarias. Uma pessoa qualquer compra uma casa qualquer e faz a reforma do milenio. O lugar fica lindinho e vale mil vezes o que o individuo pagou quando comprou. Da vontade de reformar a sua propria sala.

Playing @ our house

* Esses dias tem sido bem felizes, com muitos showzinhos um atrás do outro.
Amanhã é o LCD Soundsystem, que fez um show bacana no Skol Beats de 2006, mas agora tem um album muito mais legal pra gente ouvir ao vivo.

* Mais feliz ainda é depois do desastre do Tim ver que é possível fazerem um festival grande sem atrasos, sem falta de comida e bebida e com um ambiente gostoso.

O Planeta Terra não teve nada de excepcional, mas uma cenografia bacaninha na entrada, nos palcos, pouca fila, banheiros usáveis e serviços como o “lambe lambe” que imprimia os posters que você encomendava pela internet e sorvete Rochinha.

* Meu show mais esperado foi também meu preferido. Rapture, os quatro meninos divertidos e descabelados de NY.

* Engraçado que apesar do público do Rapture cantar junto e estar animado, o show anterior ao deles na mesma tenda, CSS, estava beeem mais cheio.
Eu já confessei que achei o show do CSS no Coachella divertido. Mas dessa vez achei chatinho.

* E eu, que assistindo na TV uma séria nova da Warner, Californication, quase caí do sofá quando começou a tocar Peeping Tom, do Mike Patton. Era uma cena em que a filha do protagonista, no alto de seus 12 anos, estava em uma festinha moderna em Los Angeles.

Lembrei que nas festinhas dos meus 12 anos as músicas que mais tocavam eram de trilhas de novelas. Tracy Chapman era hit no bailinho. E Information Society, A-ha e RPM na hora de dançar animadinho. :)

Monday, November 05, 2007

14 minutes left

Com licenca, eu nao morri. Morreu o hard drive do meu hp Pavillion novinho, lindinho e aparentemente saudavel. O proprio resolveu nao ligar mais na tarde da quinta passada, e desde entao, conversas sem fim com o costumer service da hp me fizeram lembrar o amor que eu sentia pela Claro, em SP. Com o hard drive, foram-se fotos, videos, documentos e tralala. Aprenda: BACK-UP e necessario.
Tenho muito pra contar, fui ver Rogue Wave semana passada, os Red Sox ganharam a World Series (Red Sox e o timao, times do coracao), passou o Halloween e as fantasias mais engracadas, e o frio ja chegou por aqui, de manha ja faz 0 graus todo dia. Nada de neve por enquanto, perai.
Volto no fim da semana, de laptop recuperado. Beijotchau.

Sunday, November 04, 2007

Into the Wild


Christopher McCandless era um menino americano de 20 e poucos anos que cansado da hipocrisia e materialismo da sociedade e de sua família, larga seu curso de direito em Harvard, doa sua poupança da vida toda de US$24.000 para uma ong e sai pelos Estados Unidos de carona por 2 anos, até chegar no Alasca.
É uma história real, descrita no livro de Jon Krakauer e muito bem roteirizada e filmada pelo Sean Penn, que já era um dos atores que eu mais amo ver atuando e está virando um dos meus novos diretores preferidos.
Sean não atua no filme mas escolheu para interpretar Chris o gatsinho
Emile Hirsh, que está um espetáculo em todos os sentidos. Aliás, alguma coisa me diz que a química entre diretor e ator foi fundamental. Dá para imaginar que Sean viu em Emile um pouco dele mesmo mais jovem. Pelo menos os dois tem a mesma emoção no olhar que muitas vezes ja faz a cena valer.

O filme é todo lindo. Cheio de cenas de Chris em total sintonia com a natureza potencializadas pela trilha e voz deliciosa de Eddie Vedder. A atitude um tanto egoísta e inconsequente do protagonista de largar tudo e todos e sair por ai pode causar indignação em algumas pessoas mais apegadas a realidade (como eu).
Mas sua coragem e vontade de viver livre de qualquer convenção fazem com que a gente se apaixone por ele e até perdoe sua dificuldade de se relacionar de verdade com pessoas – afinal, mais do que qualquer amor pela natureza no fundo é isso que faz um cara fugir da sua vida e ir para o Alasca sozinho.
Into the Wild é uma lição de como cada um tem sua busca e deve viver sua vida de acordo com seus valores. E um dos filmes mais inspiradores e legais dos últimos tempos.