Sunday, August 30, 2009

Jane's Addiction e Lollapalooza 09

O último dia do Lollapalooza 09 foi o dia mais quente da minha vida e pior ainda que o sábado.
Não sei com que forças o Friendly Fires conseguiu tocar sob o sol do meio dia, levar aquela gente toda pra assistir em um horário ingrato e o Ed Macfarlane conseguiu dançar sem parar. Um vento batia por 2 segundos e parava. Ele pingando de calor ainda teve forças de descer pra galera no fim do show.
Mais tarde o Ed me disse que prefere morrer de calor do que ter o vento contra o platéia, levando o som pro outro lado, pq ele precisa gritar mais.


Na área de imprensa o Passion Pit e o Vampire Weekend deram entrevistas. Passion Pit aliás são reis aqui. Show deles parece uma festinha e a galera empolgada fazendo muito body surf.


O público do Band of Horses quase expulsou o Lou Reed, já que o BoH não podia começar o show enquanto o Lou Reed não terminasse, no palco vizinho. Multidão linda, cantando junto Funeral, Ghost, no comecinho da noite, com os prédios de Chicago ficando iluminados atrás.


O show que encerrava o domingo era basicamente o que me fez ir até Chicago. Não que eu precise de muito motivo pra ir em um festival de rock, mas Jane’s Addiction é uma das top 5 bands of my life e ver a volta dos caras pra mim era questão de honra. Eu não tinha idéia o quanto tinha mais gente ali na mesma expectative que eu, só pra ver Perry Farrel, Dave Navarro

Eu criei muita coragem pra atravessar uma das maiores multidões que já vi na vida (acho que só perdeu pro show da volta do Rage Against no Coachella 07) e pegar lugar bem na frente do palco. A fila de fotógrafos e Vips pra entrar na área de imprensa também era a maior do mundo.

Depois de tantos festivais e shows comportados, as bandas agradecendo e elogiando o público, super humildes dizendo que não sabiam o que estavam fazendo ali, sendo educados e fofos (Caleb Followil até pediu pra gente ir pra casa com cuidado e take care of each other) para um público também comportado, o Jane’s Addiction chegou com aquele jeito de rock dos anos 90.
Perry Farrell chamando o público de motherfuckers, contando histórias de putas, bebendo no gargalo, fazendo sinais "obscenos". Uma menina tentou invadir o palco de topless e foi levada pelos seguranças.
A inevitável breguice da atitude rock n roll também estava lá na roupa dourada do Perry, nas reboladas dele, Dave Navarro- sarado igualzinho nos anos 90- de calça de couro preta e sem camisa, dançarinas japonesas semi nuas, dragão chinês invadindo o palco....


Mas pra mim hoje pouca gente faz rock daquele jeito. No Lollapalooza 09 ninguém fez um show com aquela força, ninguém parecia ter tanta intimidade com a multidão e fez ela cantar junto todas as músicas em um coro só.

E sem se levar tão a sério. Eles não são bonzinhos mas também não tão nem aí em parecer maus.
No fim do show, Perry, do lado da mulher trouxe os 2 filhinhos pequenos- fofos. Se emocionou em falar da volta da banda e do record de público daquela ediçao do Lolla. E o show terminou em família: banda, mulher, filhinhos e uma invasão de coelhinhas da playboy bebendo champagne no palco.

Saturday, August 29, 2009

Falling (pa-pa-pa-pa-pa-paa)


Who am I kidding when I say I look forward to the summer? Sure ice cream and beach days are nice -- for a while. Come August, the humidity and abusive heat kick my electric bill to new heights (hello, central air!). Ugh.

Truth be told, I long for September. My favorite month of the year couldn't last as much as I would like it to. Pleasant weather, returning TV series (nevermind It Girls, Nylon's best is September's TV issue, didn't you know?), and yes oh yes, Fall Fashion predictions! This year presents some misleading trends, or is it just me? At the same time that girls are going gaga for Alexa Chung, my taste doesn't seem to get in touch with her style. Pretty yes, great taste, also. Just not my thing, if you know what I mean.

Mixing a little throwback spice with a modern edge, here are my picks for the Fall (if I had time and patience, I would love to transform it into a pretty mood board from Polyvore, but today is just not the day, sor-ray!).





handmade silk necklace (limited edition!) at Anthro


known as the 'Joan dress' (MadManiacs would guess) at Mod Cloth


Peachy-peach Betty Draper-inspired nails!


J. Brand skinny jeans - the plus here is the zipper on the ankles


vintage hairdos! I learned the how-to, you can too!


studded tights from Free People - kickass.


in love with this dress from Sunday Brunch Dress


Anthro's cutest coat


The Row leather (not plastic!!!) leggings are already a legend at The Improper's editorial department. The price, not so much.


Free People's cute peep toes (love the tights too!)


stuff at Mod Cloth don't seem to be top quality, but sure are adorable.

ps: props for all the Ben Kweller fans who
got the song behind my choice of post title :)

Friday, August 28, 2009

Mixta


hein?

Tuesday, August 25, 2009

Lollapalooza 09- best of day 2

Meu Lollapalooza foi meio assim.

Na primeira noite cheguei super tarde, atrasada, sem credencial nem ingresso.

Mais uma vez contando com o Deus padroeiro dos festivais de rock que normalmente me ajuda e faz tudo dar certo. Mas dessa vez os ingressos esgotaram e eu só conseguir entrar porque um santo cambista (o último da cidade de Chicago aparentemente) ficou com pena da minha cara de choro e me conseguiu um ingresso. E eu entrei 10, DEZ minutos antes do Kings of Leon começar. Meu 1o dia do Lollapalooza foi só um show. Mas tudo bem porque era o deles.

Day 2

No sábado mais quente do ano, Miike Snow foi o 1o show e a revelação mais comentada pela brasileirada que tava ali.





Ida Maria também surpreendeu, mas pelo tanto que ela engordou e embarangou. A voz dela segura o show, mas a performance parecia meio insegura, cansada.


No palco principal, Arctic Monkeys entrou com Alex Turner de regatinha justa e bem humorado. Para um inglês. Fizeram um show bem parecido ao do All Points West, uma semana antes. A reação do público americano também foi parecida– que só empolgou mesmo com Fluorescent Adolescent e I bet you look good on the dancefloor- apesar de eu gostar mais das músicas novas a cada show que vou.


Santigold lotou o 2º palco, enquanto Glasvegas faziam um show bem lindo do outro lado. Perto estava a Likke Ly, que a cada show fica mais diva-sexy. Tv on The Radio foi incrível de novo.

Yeah Yeah Yeah fechou a noite com Karen O, fantasiada de galinha (ou índia), sendo a pessoa mais feliz e meiga do Lollapalooza, irreconhecícel pra quem viu a fase louca de uns anos atrás. Emocionada por estar substituindo o Beastie Boys e falando que não acreditava que estava ali.

Mas o mais legal de TUDOOOO: durante o show do YYY umas tradutoras de surdo-mudo fazem a tradução das músicas pra galera. Olha como fica Zero:



* Amanhã conto de Jane`s Addiction, Friendly Fires, Passion Pit, Deerhunter, Band of horses, etc. ufa.

Friday, August 21, 2009

Whip It Good!

I swear I wanted to become part of a Roller Derby team WAY before Drew Barrymore's cute chick flick came up.

But oh well, the Boston Derby Dames aren't the only reason why I've been inspired by roller skates, after all :)

Friday, August 14, 2009

Girl Crush

Ooooi, blog. Saudades!


Então, na sexta fui ver Bat for Lashes no Paradise. Eu fui sozinha, porque já tinha comprado meu ingresso pra quando o show foi marcado pela primeira vez, em Maio, e ninguém mais podia ir junto. Daí cancelaram, e remarcaram de novo pra noventa meses mais tarde (na verdade só três), mas dessa vez o negócio sold-out e meus amigos ficaram de fora. Melhor assim, porque acabou batendo uma emoçãozinha ali e eu não passei vergonha na frente de nenhum conhecido.



Enfim. Esperei o maior tempo pra Natasha aparecer e quando ela finalmente deu as caras eu quase morri de alegria. Pra quem não sabe, a Natasha Khan, É o Bat for Lashes, independente da banda em volta. E ela é meio doidinha, mas de um jeito legal. Assim, na época do primeiro álbum, o Fur and Gold, ela gostava de pintar a cara com tinta dourada e usar umas faixas de paetê na testa e vestir umas roupas esquisitas, mas tudo bem porque ela vive em outra dimensão, meio viagem mesmo, e virou lenda. Não dá pra dizer que a gente quis co-pi-ar o estilo dela na época, mas sim que era inspirador.


Quando a Natasha compôs Two Suns, o album #2 do BFL, ela tinha se mudado da sua terra natal pra NYC com o namorado. E aí que a persona ingênua, menininha e fofa com brinco de pena não se adaptou muito bem à cultura americana, e ela viu a sua personalidade mudar aos poucos, pra encarar a mulherada chata do Brooklyn e as saudades de casa. Assim nasceu a Pearl, seu alter-ego. (A coitada da Natasha foi super mal-compreendida com essa coisa de alter-ego, tudo culpa da Beyoncé que apareceu com a Sasha Fierce na mesma época, mas enfim. A gente discutiu essa história no passado já, vai lá ver).


Ontem caiu a minha ficha de que eu e a Natasha super temos várias coisas em comum, e que às vezes eu também me apego a alguma figura tipos Daniel San pra matar as saudades da infância ou de casa, etc. Daí também fiquei muito feliz em constatar que ela também é louca por Mad Men e o guarda-roupa da Betty Draper quando vi que ela tinha trocado o visu-mulher-das-montanhas por uma saia rodada com cinto por cima - tá certo que com um 80’s Madonna touch – a luvinha de renda numa mão só, mas eu dou um desconto porque a Natasha é perfeita em todos os outros aspectos.


E o show, bom, o show foi unfuckingbelievable, mas eu acho que dessa vez não vou tentar explicar não. Fiz uns vídeos legais, você pode assistir aqui ó (o YouTube e o Blogger não acordaram amigos hoje). E não, não vai ser a mesma coisa, mas pelo menos o áudio da minha câmera xinfrim até que não é ruim. A voz dela é de matar qualquer cantor de karaokê de inveja, sonho.



Daniel


“..'til the Siren comes calling, calling.. it’s driving me evil, evil / My name is Pearl and I love you the best way I know how”


PS: A minha resenha de Two Suns pro rraurl tá aqui, e o post sobre o primeiro show do Bat for Lashes em Boston, na época de Fur and Gold, tá aqui. Esses vocês podem levar um pouco mais a sério, tá?


Thursday, August 13, 2009

Papo com Friendly Fires. They are coming.



Friendly Fires tocou no último dia do Lollapalooza, as 12h30, fazendo 43C e com o sol na cabeça da banda (e da galera). Mesmo assim, incrivelmente eles não desmaiaram e o show bombou.
Depois do show fui conversar com eles na "praça de alimentação" dos artistas. A gente conversou sobre a vinda deles pra Popload Gig, como eles conheceram samba, o que querem fazer aqui, etc.
Alguns pedaços do papo são esses aqui, que o Lúcio Ribeiro também está postando na Popload.




Samba e tal:


Sobre as bandas que eles conheciam do Brasil:


(Filmagem profissa do Augusto Mariotti)

Quando a gente desligou as câmeras, o Ed MacFarlaine me perguntou se eu conhecia um MC Crow. Eu falei que não, que tem vários MCs mas Crow não sabia. Aí ele “ele fica cantando Crow, Crow, crow!”. Aí eu “MC CRÉU??! Créu, Créu, créu?” e ele “sim, sim!! Eu adoro essa cara. E adoro a música que fala da woman watermelon”.

Eu fiquei de mandar uma foto da mulher melancia pra ele mas fiquei com vergonha.

Friendly Fires toca na Popload Gig:

15 de agosto, sábado, no Circo Voador no Rio.

17 de agosto, segunda, no Studio SP, em São Paulo. (ingressos esgotados)

Friday, August 07, 2009

Arctic Monkeys @ All Points West- Day 2


A gente apanha mas aprende. No 2o dia do All Points West eu fui preparada pra guerra. Moletom de capuz e galocha. Pra chover o quanto fosse. Pra mim nada, mas N-A-D-A podia atrapalhar o show do Arctic Monkeys.
Óbvio que fez um sol incrível e meu pé ferveu dentro da galocha.

E eu vi os Monkeys fazerem seu 1o show nos EUA depois de 3 anos.
As músicas novas foram Crying Lightning, My Propeller, Corner Stone e mais uma. Mas os americanos parecem especialmente frios com o Arctic Monkeys e só deliraram mesmo com "I Bet You Look Good" on the "Dancefloor e Fluorescent Adolescent".




Passada na St Vincent, que tem jeitinho de boneca, mas dava umas boas pesadas na guitarra.
Depois na tenda, Alice Glass fez seu tipo "dançarina exótica" do Crystal Castles, já que sua voz não saía, enquanto ela surtava no palco co um refletor na mão.


Ting Tings terminou o 2o dia do APW com um show mais fanfarrão e facinho. Nada de novo. Mas o povo amou.

O dia em que o APW virou Glastonbury


O 1o dia do All Point West foi uma provação de amor a música. E desapego as roupas, a higiene, ao conforto e a convenção de voltar pro hotel com sapato.
Choveu non stop, ventou absurdo, o Liberty Park virou um lamaçal só e foi incrível a quantidade de pessoas que perdeu o sapato na lama.
Durante o dia fez muito calor em NY. E boa parte do povo não esperava aquilo e foi de rasteirinha ou chinelo- vide essa que vos fala- e camisetinha. No fim da noite todo mundo tinha comprado o moletom do festival pra aplacar o frio e a chuva.
Meus shows foram intercalados por momentos em que eu me escondi nas tendas ou fiquei atolada na lama.

Telepathe: já gostei porque a menina tava com a camiseta do Faith No More.
Fleet Foxes estavam bem mais leves e bem humorados do que no último show que vi deles. O que é ótimo, porque o som já é denso o suficiente.
National e Vampire Weekend sempre são bons. Doeu ver de longe pq chovia demais.

Milagrosamente, a chuva parou 30 min antes do último show e o Yeah Yeah Yeahs entrou no palco com o céu abrindo.
Karen O fez chover mesmo assim.