Monday, May 05, 2008

OMG, whatever, etc.

Uma semana de silencio pra demonstrar respeito pos-Coachella e suficiente? Porque nao ta nada facil postar o que quer que seja depois que o vendaval californiano deixou o TWM em estado de choque. A semana pareceu mais longa do que foi e bateu saudades do sol e da multidao, mas coisinhas legais tambem cruzaram o caminho.


*Depois da overdose de musica, fugi pro cinema. Fui ver "Baby Mama", comedia escrita pela Tina Fey, com ela e a outra doida do SNL, a Amy Pohler. E o filme e MUITO engracado. Passei reto pelo meu proprio preconceito "chick flick" confiando no gosto dela, e deu certo. Ao contrario das comedias stoner, ou das exageradas, ou das 3 ultimas do Will Ferrell, a historia e ate que bem realista e as piadas sao boas. Daquelas que voce se pega pensando um tempao depois e ainda da risada (eu rio sozinha ate hoje quando penso no Napoleon Dynamite dando comida pra lhama de estimacao, a - outra - Tina). Vale a mencao honrosa pro personagem do Steve Martin, o chefe inspirado cheio de insights valiosos. De rabo-de-cavalo.





*Twittei o link pro trailer do "Joy Division - The Documentary" mas nao dava pra nao postar no blog e ter certeza de que todo mundo ficou tao ansioso quanto yo.

*A Rolling Stone, com as meninas do The Hills. Essa foi a materia de estreia - e de capa - do jornalista Jason Gay como editor da RS. Eu achei que deram uma colher de cha pra ele. The Hills, ate eu!




*Quando a Jenny Eliscu da LOC comentou ontem sobre a Fleet Foxes ser o novo buzz da Subpop, claro que me deu vontade de ir atras e ver qual era a da banda. Nao sei se foi o nome deles - que eu achei moderninho, sonoro - ou a palavra "buzz", mas eu tinha quase certeza (uma certeza, assumo, desanimada) que o som deles estaria no combo dance-rock que rola atualmente. Mas ai eu me surpreendi!

(nota em off: Eu gosto de analisar musica nova atraves do jeito que ela faz me sentir, ao contrario de gente mais entendida do assunto que consegue ler a qualidade da banda atraves da linha de baixo. Nesse caso so uma viagem metaforica descreve o som dos caras, nao me achem esquisita. Obrigada.)

A Fleet Foxes me levou pro outono que eu visito quando escuto Midlake, passou pela era renascentista que a Natasha Khan do Bat For Lashes adora, me fez sentir aquela nostalgia retro meio nonsense que rola com Pet Sounds e terminou com uma admiracao que eu tenho pelo Grizzly Bear - aquela que a gente sente quando sabe que a coisa e boa mas nao tem a menor ideia do porque, dada a complexidade do negocio.

O review do Pitchfork deu a nota 8.7, coisa meio rara por ali. Os Fleet Foxes tocam aqui em Boston em julho, com todas as outras bandas que voce pode imaginar (sim, Radiohead tambem) - verao e epoca de gastar dinheiro com show. E ao contrario do Ryan Adams, o deles ainda deve ser baratinho.

3 comments:

Ney Faustini said...

Hey girls, postei o show do Portishead no Coachella la no blog. Um pouco de melancolia boa e densa pra esse meio de semana... Vcs foram?

Túlio said...

essas gurias do SNL são ótimas mesmo. É só eu ou mais ninguém acha a Tina Fey muito bonita? Quero uma pra mim.

Bean said...

eu adoro essas duas! e se achei graça no BAD (o oposto de chick flick, né), impossível não rir nesse.
adorei sua análise sensorial de Fleet Foxes! =)))