Se eu fosse o Google, e digitassem as palavras "novo", "novidade", ou expressoes como "voce tem que conhecer", combinadas com "musica", provavelmente ia dar um pau e a mensagem This Page Was Not Found apareceria. Tenho um serio problema de ansiedade com relacao a conhecer bandas novas, e acho mesmo que um dia isso ainda nao vai fazer bem pra minha saude.
Por enquanto, so rolam uns frios no estomago quando, por exemplo, eu abro o Phoenix dessa semana e a materia de capa e: "20 bands you need to hear now". Levo o jornal pra casa, comeco o ritual de leitura atenta, que inclui silencio, luz, caneta, papel e um computador por perto, pra checar as mp3s e os MySpaces da galera.
Das 20 bandas que eles citam, selecionei aqui minhas favoritas. Mesmo porque, a lista original e a critica deles, voce pode conferir aqui. Entao ficou assim o:
Band of Horses
A critica citou The Shins, My Morning Jacket e R.E.M. como referencias. 3 das minhas bandas favoritas. Nem precisava ouvir pra achar legal.
Be Your Own Pet
A mais cool de todas as bandas citadas, acho eu. Punk descolado, loirinha platinada se esgoelando com as letras nonsense. Legal.
Cold War Kids
Me pareceram bons mocos. Originais, vocal forte e com personalidade, piano e aparentemente um fuzz digno de Arcade Fire la na California. Boa sorte, entao.
Lilly Allen
Adorei. Menininha bonitinha, vozona e estilao jazz que me lembrou Norah Jones e Joss Stone, dancante tipo Nelly Furtado no comecinho, e muitos palavroes. Assim que eu acho legal, haha.
Love is All
Mais gritos, mais punk descolado, porem com sotaque british. Ia tirar a banda dos meus favoritos, mas alguma coisa me fez mante-la na top lista. Ve la o que voce acha.
Microfilm
Ah, sabe aquela saudades da volta do electro, sinteticao, com cara de underground mas que ao mesmo tempo te fez se sentir em casa ha uns 3 anos atras? E isso ai, Microfilm, amei.
Tokyo Police Club
Se eu tivesse que tracar um perfil "bandas indie dos anos 00", acho que sairia mais ou menos esses caras ai. Curti, botaram Franz Ferdinand, baterias com ritmo militar, vocal charmoso e letras cool no liquidificador e esse foi o resultado. Pelo menos foi o que eu achei, e eu gostei.
Tuesday, July 11, 2006
Sunday, July 09, 2006
Queimando tudo
Eu sempre penso como vou criar meus filhos para que eles não sejam consumistas como eu sou.Há um tempo atrás eu acho que não teria problemas pois os filhos não queriam repetir os hábitos dos pais, e sim contestar, ser diferente. Mas hoje, pais, mães e filhos usam as mesmas marcas e parecem clones.
Mesmo lendo Naomi Klein, AdBusters, blablablá e sendo uma pessoa (auto) crítica, até hoje não consegui melhorar meu consumismo.
Mas pelo menos não me sinto mais tão sozinha. A cada dia eu vejo mais gente incomodada com isso.
Aí eu achei esse maluco, um jornalista que era viciado em marcas e daqui alguns dias vai queimar todos os seus bens “de marca” para ter uma vida brand-free. Ele vai fazer um livro do projeto. O livro vai vender, e provavelmente o cara até vire “uma marca”. Então tudo não deixa de ser irônico.
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Thursday, July 06, 2006

I just came back from watching "Devil Wears Prada".
Let's skip the part I compare it with the book I read a couple of years ago, or how I loved it. Let's also jump the part where I tell you guys that it really was a great movie, that the characters couldn't be played by any other actors, and yes, that Patricia Fields is my fashion idol of the 00's.
Let's go straight to the line where I tell you why I felt a bit inspired when I left the theater this afternoon. No, not talking about clothes, skinny models, mean but succesfull bosses, nice gurus, or even New York or Paris.
A good friend always said that living is sometimes givin up your own ideal of success, or love, or self-rules. And it really bothers you to do that. You'll probably feel bad, rethink your life a thousand times, until you stop and figure out whatever it is you've been following. And that's what I've been doing for a while now, and even if it sounds a little naive, that movie helped me trusting my instincts.
My advise? Do the same, even if breaking your ideals isn't exactly working for Anna Wintour or Vogue Magazine.
Wednesday, July 05, 2006
Tuesday, July 04, 2006
whatever
hum.. a coluninha lateral sumiu, ou melhor, caiu. bem.. a selecao brasileira tambem caiu e ninguem parece estar super mal por isso. bem-feito, quem mandou se achar? pronto, ta ai, expressei minha opiniao sobre a fuckin copa. ou eu to errada? ah, hoje tinha show do the rakes, eu tava super afim de ir, mas sabe o que? 4th of july acabou com a graca. odeio feriados pre-dispostos.. odiei todo mundo ter que ver fogos, ou soltar fogos, ou achar os fogos o maximo.. sabe o que? o maximo e o nosso reveillon, que ninguem aqui nem sabe o que e, cheinho de fogos, e de gente de branco, e de pulos sobre ondas, e de vodka, e de primeiros beijos depois da meia-noite. isso sim sao fogos.
hum, que mais? ryan adams, putz, eu casava com ele. o cara sabe do que ta falando, de verdade. que mais, que mais? as gringas, tres anos depois, tao pegando qual e que e a das estampas, e das faixas sob-peitos.. da saudades das brasileiras bem vestidas, da uma alegria de estar bem longe das chatices delas.
bem, fora os fogos, 4th of july tem gente pagando budweiser quente pra voce, e ai.. te resta reclamar da vida, menos do "pagar cerveja", e agraceder ao holden e a clarah por voce estar tao reclamao. e tem gente que gosta do reclamao style, ta? ou do drunken style. amo doherty. drunken fuckin junkie style. se leandrinho tivesse aqui eu ia discutir quem era melhor, se o doherty ou o barat, mas enfim, morria de rir com o doherty e casava com o barat. ou com o adams. ou no caso, hoje, com meu travesseiro. boa noite, entao.
hum, que mais? ryan adams, putz, eu casava com ele. o cara sabe do que ta falando, de verdade. que mais, que mais? as gringas, tres anos depois, tao pegando qual e que e a das estampas, e das faixas sob-peitos.. da saudades das brasileiras bem vestidas, da uma alegria de estar bem longe das chatices delas.
bem, fora os fogos, 4th of july tem gente pagando budweiser quente pra voce, e ai.. te resta reclamar da vida, menos do "pagar cerveja", e agraceder ao holden e a clarah por voce estar tao reclamao. e tem gente que gosta do reclamao style, ta? ou do drunken style. amo doherty. drunken fuckin junkie style. se leandrinho tivesse aqui eu ia discutir quem era melhor, se o doherty ou o barat, mas enfim, morria de rir com o doherty e casava com o barat. ou com o adams. ou no caso, hoje, com meu travesseiro. boa noite, entao.
O comercial que eu queria ter feito
Todo mundo falando do filme da Guinness NOITULOVE, Grand Prix em Cannes, que realmente é matador. Mas não sei se todo mundo conhece ou lembra de outro filme mais antigo da Guinness, Surfer, da BBDO. É um dos filmes mais lindos e poéticos que eu já vi. Daqueles que se eu tivesse trabalhado na conta nessa época e colaborado pra realização do filme, depois eu pedia demissão pois já tinha cumprido meu papel na terra.
Se alguém entender tudo que o locutor fala, drop me a note, will ya?
Guinness- filme Surfer : de passar mal
Se alguém entender tudo que o locutor fala, drop me a note, will ya?
Guinness- filme Surfer : de passar mal
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Monday, July 03, 2006
Portfolio
No Dynamite Online da semana passada, o Humberto Finatti postou a seguinte recomendacao:
"AS BOAS DA SEMANA
* Blogs e mais blogs. Este é recomendado pelo leitor e amigão dessas linhas virtuais, Leandro Rissi. Trata-se do Two Way Monologue, cultura pop e afins escrito por duas garotas, a Fernanda e a Thaís. Simplezinho, mas fofinho e gostoso de ler. Vai lá: http://www.twoway-monologue.blogspot.com/."
E aqui o que o Lucio Ribeiro escreveu sobre o proprio Finatti, tambem semana passada:
"Humberto Finatti – Este é superfigura da cena indie nacional, famoso no Brasil inteiro. Quem nunca leu a Zap`n`Roll alguma vez e ficou impassível diante de suas “acaloradas” opiniões e dos seus famosos e mais quentes ainda flashbacks? Agora o Superfinas vai estrear a superfesta semanal Go Rock no clube Outs, no dia 6 de julho, fazendo a quinta-feira virar a noite oficial do rock em São Paulo. Finatti até me convidou para tocar em uma dessas quintas, a última de julho. E já anda divulgando fervorosamente a Go Rock, até usando seus poderes de colunista para espinafrar a outra noite de rock da quinta, a “inimiga” RockFellas, do Vegas. Festa da qual eu sou residente. “Você vai tocar na festa do cara que zoou a RockFellas”, me pergunta um email vindo do Vegas. O SuperFinas só me mete em superenrascadas..."
Estamos bem amparadas, eu diria.
PS: Agradecimentos ao querido Leandrinho e seu inspirador In Other Words.
"AS BOAS DA SEMANA
* Blogs e mais blogs. Este é recomendado pelo leitor e amigão dessas linhas virtuais, Leandro Rissi. Trata-se do Two Way Monologue, cultura pop e afins escrito por duas garotas, a Fernanda e a Thaís. Simplezinho, mas fofinho e gostoso de ler. Vai lá: http://www.twoway-monologue.blogspot.com/."
E aqui o que o Lucio Ribeiro escreveu sobre o proprio Finatti, tambem semana passada:
"Humberto Finatti – Este é superfigura da cena indie nacional, famoso no Brasil inteiro. Quem nunca leu a Zap`n`Roll alguma vez e ficou impassível diante de suas “acaloradas” opiniões e dos seus famosos e mais quentes ainda flashbacks? Agora o Superfinas vai estrear a superfesta semanal Go Rock no clube Outs, no dia 6 de julho, fazendo a quinta-feira virar a noite oficial do rock em São Paulo. Finatti até me convidou para tocar em uma dessas quintas, a última de julho. E já anda divulgando fervorosamente a Go Rock, até usando seus poderes de colunista para espinafrar a outra noite de rock da quinta, a “inimiga” RockFellas, do Vegas. Festa da qual eu sou residente. “Você vai tocar na festa do cara que zoou a RockFellas”, me pergunta um email vindo do Vegas. O SuperFinas só me mete em superenrascadas..."
Estamos bem amparadas, eu diria.
PS: Agradecimentos ao querido Leandrinho e seu inspirador In Other Words.
Sunday, July 02, 2006
Lar é um lugar imaginário
Eu estou prestes a mudar da casa em que eu morei nos últimos 17 anos. Na verdade é um apartamento. Eu digo casa no sentido de lar. E é isso que tem me deixado mais sentimental nos últimos tempos. Pois quando eu mudar, provavelmente minha mãe também vai mudar, e essa casa não vai mais existir. O que me dá uma certa tristeza é que tanto as futuras casas novas, minha e da minha mãe, quanto a recente casa nova do meu pai não têm a bagagem de vida e o sentido de aconchego que a minha casa velha-atual tem. Nenhuma dessas casas vai me conhecer como a minha casa velha conhece. Não presenciaram minhas fases da vida, aniversários, as outras copas do mundo, não conhecem meus amigos de infância do colégio, do prédio, não foram pintadas e reformadas pela gente, não tiveram vazamentos nos nossos banheiros...são casas para as quais eu sou uma total estranha. E não tem história comigo. E aí penso que eu vou ficar órfã de lar, não sei até quando.
E por coincidência (se é que elas existem), ontem eu estava assistindo Garden State e a Má me lembrou de uma das melhores partes do filme, em que o Zach Braff está conversando disso com a Natalie Portman.
Já me senti melhor em saber que o Largeman me entende.
Andrew Largeman: You'll see when you move out it just sort of happens one day one day and it's just gone. And you can never get it back. It's like you get homesick for a place that doesn't exist. I mean it's like this rite of passage, you know. You won't have this feeling again until you create a new idea of home for yourself, you know, for you kids, for the family you start, it's like a cycle or something. I miss the idea of it. Maybe that's all family really is. A group of people who miss the same imaginary place.
E por coincidência (se é que elas existem), ontem eu estava assistindo Garden State e a Má me lembrou de uma das melhores partes do filme, em que o Zach Braff está conversando disso com a Natalie Portman.
Já me senti melhor em saber que o Largeman me entende.
Andrew Largeman: You'll see when you move out it just sort of happens one day one day and it's just gone. And you can never get it back. It's like you get homesick for a place that doesn't exist. I mean it's like this rite of passage, you know. You won't have this feeling again until you create a new idea of home for yourself, you know, for you kids, for the family you start, it's like a cycle or something. I miss the idea of it. Maybe that's all family really is. A group of people who miss the same imaginary place.
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Friday, June 30, 2006
Do you?

It's not the first campaign against the iPod monopoly, but I guess it's the first time I see it all around. Maybe the whole thing is not that strong in Brazil - yet - but it's been a while everyone knows how impossible it is to stablish a conversation in trains, buses or even at the streets. Everyone is connected to some kind of technologic gadget, from cell phones to mp3 players. And in this case the iPod is the top pop.
These guys gathered in one site all links to anti-iPod campaigns, articles or facts they could find. They also developed mini ads that are around town through little teasers in newspapers*. Not to mention the creative (sort of agressive, but smart) work.
So, here it is, iDon't. But until my iPod continues spoiling me, iStillDo.
*I'm not sure how big the campaign is, if it's national or local, and which medias are involved.
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