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Thursday, November 26, 2009

Happy Thanksgiving!

This blog isn't exactly known for its culinary skills, but that doesn't mean I don't take risks in the kitchen every once in a while. Though I can make some badass desserts and a pretty good Strogonoff, my grandma Laura claims the talent comes with age (she didn't cook at all until she was in her mid-50s - lucky me, right around the time when I was born).

To honor the best cook in my family, I decided to make one of her best and easiest recipes for Thanksgiving dinner at the Collins' this year.

So, for the first time in TWM history, here's the step-by-step recipe for Laura's Ham and Cheese Awesomely Delicious Pie (title given by me):

Crust:
2 cups white flour
1 egg
5 tablespoons margarine
dash salt
dash sugar

Mix all the ingredients in a bowl - you may wanna get your hands dirty here. When the dough reaches a firm consistence, spread it evenly on the baking pan. I used one of those pans with a belt on the side (it's easier to move the pie out of it when ready).


not the easiest job to spread the buttery dough all over the pan, but it's worth it

Filling (1):
9 oz. chopped cheddar cheese
9 oz. chopped ham

The cheese and ham can go in the crust at this point.

Filling (2):
1 cup heavy cream
1 cup plain, low fat yogurt
4 eggs


Whisk the cream for a little while until it's a little thicker than au natural. Then add the eggs and yogurt, keep mixing.

When the mixture is ready, pour it in the crust, covering the ham and cheese.

Stick the pan in a pre-heated 400F oven for about 30 mins. The pie will be ready when both the crust and the top are golden.
This is delicious both warm, right off the oven, or cold, like a quiche.

Hope you love it like we all do <3

Happy Thanksgiving!

PS: the cute image that illustrates this post was found here.

Wednesday, January 28, 2009

That's Not My Name.

Ziggy e o espacate

Parece que a ultima moda, super in, e ter um alter-ego. Novidade nao e, mas a onda ta voltando com tudo. Seguindo a linha dos poetas emo da Literatura Brasileira e do sempre sabio tio Bowie (que criou o Ziggy Stardust pra nao chocar milhoes quando saisse vestindo meia calca e maquiagem), menininhas pelo mundo afora nao resistem a mystique que um novo nome, nova personalidade oferece.

A Beyonce, como voces ja estao carecas de saber, casou com o mega mogul Jay-Z. E ia pegar super mal se ela saisse rebolando por ai, de shortinho e alianca no dedo. Entra Sasha Fierce, que e a Beyonce sem tirar nem por, com a excecao de uma luva de metal e voz de robo em uma ou outra musica. Tudo pra manter o espirito jovem, nao sentir o peso do casamento e despistar rumores de uma gravidez proxima. Ok, exagerei nas conclusoes, mas licenca que elas fazem sentido.


Beyonce x Sasha Fierce = tudo igual

Tudo muito lindo no mundinho indie ate que a minha super idala Natasha Khan me resolve fazer a mesma coisa. Pra quem nao conhece, a Natasha Khan, a.k.a. Bat for Lashes, faz a linha neo-hippie, usa faixa de paete na testa com maquiagem de indio Xavante. Ja a Pearl (nome classy que a Natasha escolheu pra sua outra metade), ganha a seguinte descricao:

“destructive, self-absorbed, blonde, femme fatale”

Natasha x Pearl

Ou seja, Natashinha cansou de ser cool. Resolveu apelar pro estereotipo de qualquer participante de reality show da tv Americana. Mas nao vamos julgar, o album novo do (da?/de?) Bat for Lashes sai em abril e e inteiro baseado na ideia de dois lados, duas personalidades. “Two Suns”. Se a musica ainda for a mesma, Natasha/Pearl pode virar BFF da Paris Hilton que ta tudo certo.
Por ultimo, entram TODAS as personagens do “Invisible Monsters”, escrito pelo Chuck Palahniuk (Fight Club, Choke). O primeiro livro que eu leio em 2009 cai como uma luva no assunto alter-ego. E e otimo. So nao rola ir adiante na descricao sem dar spoilers, entao fica a recomendacao.

E ai que fico eu aqui pensando: cade o MEU alter-ego? Cade meu nome brega e atitude duvidosa? Foi quando eu parei pra escolher as caracteristicas da outra EU que mudei de assunto e comecei a pensar em Mad Men.

Todas as materias, os elogios, os premios e twits sobre Mad Men nao foram suficientes pra me convencer a embarcar no seriado enquanto a 1a temporada era transmitida pela AMC. Mas nunca e tarde, e eu finalmente programei a nossa conta no Netflix pra me mandar todos os episodios ate eu alcancar o resto dos fas.

2 DVDs mais tarde, me entreguei a mais uma velha obsessao (tema curioso, recorrente nesse blog): os anos 60 e todas as alegrias que a decada pode proporcionar.

Focando nos aspectos mais interessantes que a serie reproduz super bem:

- A alegria de ver todo mundo fumando despreocupado, sem a paranoia do “preciso parar”. Cigarro era charme, era glamour, era bacana.

- A felicidade de tomar um coquetelzinho a qualquer hora do dia, seja na reuniao com o cliente, durante o papo com a vizinha ou na festinha das criancas.

- A liberdade de se entupir de maquiagem: base, rouge, batom, lapis na sobrancelha, e muito, mais muito laque e nao parecer uma palhaca na rua. Afinal, voce nao e a unica.

- E, por fim, a moda. Muito tule debaixo da saia, cinta liga que afina a cintura, salto-alto em dia de faxina. Feminilidade assim, em todo lugar.



Juntando A com B.
E por essas e por outras, meus amigos, que o meu alter-ego e uma dona-de-casa de suburbio nos anos 60. Uma dona-de-casa chamada.. Charlotte.

Betty Draper wannabe.

Charlotte nao se incomoda em nao ter um emprego, seu sonho e poder fazer a apple pie perfeita pro marido, e gasta ho-ras lendo os catalogos de moda. Charlotte organiza cocktail parties pras vizinhas, enche o caneco as 2 da tarde e passa aspirador no carpete lilas rapidinho antes de fazer o jantar.

Charlotte tem planos pro futuro, mas eles nao vao alem da programacao familiar, do martini no jantar ou da manicure as quartas-feiras. Charlotte e feliz. Limitada e feliz.

Charlotte e meu alter-ego do momento. Quando cansar eu escolho outro.

Friday, December 19, 2008

White Winter Hymnal

Eu tava quaaase conformada a nao postar mais nada ate o ano que vem. Porque a inspiracao foi pro ralo ha um tempinho, e eu achei que talvez em 2009 ela pudesse voltar.

Mas ai chegou essa sexta sem trabalho, com arvore de natal linda na sala, lista de presentes em dia e tempestade de neve la fora pra completer. E aconteceu: o espirito natalino me pegou. Entao decidi botar os comentarios sobre esse ano que passou no papel, e ficar com a consciencia tranquila de que afinal de contas eu nao sou aquele tipo de pessoa que abandona os proprios projetos.

Alem do clima natalino e da chutada de balde com chocolate chip pancakes pro café da manha de hoje, outra coisa me deixou meio emocionada, meio orgulhosa: o Pitchfork elegeu nao so o album, mas tambem o EP dos Fleet Foxes como melhores de 2008. Pronto. Depois de posts, fotos e videos no TWM, eu sei que nao preciso dizer mais nada sobre Robin Pecknold e a sua humilde Seattle band.



O Pitchfork tambem abriu vagas de internship em Chicago e Brooklyn, NY. Mas enquanto eu moro em Boston sem previsao de mudanca, arrumei a minha propria internship na Improper Bostonian, revista bacana e famosinha da cidade. Acabei ficando responsavel pelo calendario de bandas que tocam aqui e a cada duas semanas, um mini textinho sobre a banda que eu escolho e publicado. Aqui, os meus favoritos – ate agora, porque semana que vem tem Raveonettes, hohoho.




Neil Young!


Of Montreal!

Falando em Pitchfork e seus devotos seguidores, a minha radio favorita, Left of Center na Sirius Satellite Radio passou por uma reforma. Quando a Sirius e a XM (outra radio via satellite) se uniram, o nome do canal mudou pra Sirius XMU, e muita gente ficou bravinha. Entre pequenas mudancas, o Hipster Runoff foi convidado a ter seu proprio show, que acontece as segundas a tarde. O legal do programa dele e que, ao contrario da programacao normal da XMU, ele toca todas as tendencias eletronicas que eu dificilmente escuto por aqui. Assim eu fico porrr dentro e quando for visitar a turma em SP nao passo vergonha.

Nao da pra falar de 2008 sem citar o Coachella e a minha primeira vez num festival desses. Outro dia a gente resolveu assistir a todos os videos dos shows de novo, meses depois da nossa ida a California, e emocionou. Ja vi que e melhor guardar $ pra abril de 2009.





Mudando de assunto, esse tambem foi o ano em que eu alcancei todo mundo em LOST, e to contando os minutos pra proxima temporada em Janeiro. Alem desse vicio, tambem virei fa de Gossip Girl e ando desconfiada que eu so assisto os episodios pra matar as saudades do Chuck B(ad)ass. Definitivamente, a melhor aquisicao eletronica do ano foi mesmo o meu DVR. Gracas a ele eu acompanhei America’s Next Top Model, Stylista, Project Runway, The Hills, e outras perdas de tempo do genero. Fierce.


Pra fechar, o cover muuito legal do Bon Iver pra "Your Love" do Outfield. A gente citou Bon Iver la atras, quando so a Sirius tocava. O show da banda foi um dos mais gostosos de assistir do ano. E olha que teve show em 2008, hein.






Obs: eu, ao contrario dos meus Bostonian buddys, CANTO.


Fico por aqui porque ja ta batendo a preguica de escrever de novo, acho que e a falta de (mais) assunto. Sorte sua, esse post tava ficando comprido demais.

Have yourself a merry little Christmas!
(little porque Christmas demais enche a paciencia)

Thais


Sunday, September 28, 2008

Absolutely Wasted

* Enquanto o mundo (leia-se paulistada de espírito jovem animada) via Justice, eu tomava soro no hospital.

* Nada grave, mas descobri que eu fui acometida pela Justice Live Curse. Ou, em terras tupiniquins, Maldiçao do Justice Live.
No Coachella, comecei a passar incrivelmente mal 15 min antes do show. 
Essa semana vi o DJ set private na festchinha de 4a, mas minha expectativa era para o Skol. E ontem acordei com uma virose daquelas. Tipo, impossível ir em qualquer show, nem que fosse no hall de entrada do meu prédio.

* E dado que a a outra autora desse blog mora do outro lado do equador, o TWM não vai comentar o Skol Beats (o que com certeza não vai fazer falta nenhuma). Só agradeço aos amigos que disseram que o Justice nem foi tudo isso e que foi até meio xoxo.

* Enquanto me recupero da minha ressaca de Dramim+ Buscopan+ Novalgina+ Soro, dei uma atualizada em tudo que eu tinha perdido nos últimos meses, e achei esse vídeo.

Minha banda da vida dos últimos 3 anos, com um dos meus ídolos de adolescência.
Eddie Vedder não mudou em nada seu estilo anos 90. Não correu atrás do Hype, não fez nenhuma música electro, nem começou a vestir Skinny jeans. E pra mim está cada vez melhor (com exceção do corte de cabelo).
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Slow Night So Long: Kings of Leon + Eddie Vedder

Wednesday, September 03, 2008

90210 back in the game

Hoje é uma noite de expectativa para quem tem uns 30 anos e a nostalgia da cultura pop dos anos 90 no coração. Beverly Hills 90210, aka Barrados no Baile, volta a Tv Americana em nova versao.

90210 foi mãe de OC, Gossip Girl, Laguna Beach, The Hills e tia de Dawsons Creek e outras séries menos californiana-glamourosas mas também teen-drama.

* A 1a temporada começou em 1990 com a adaptacao de Brendon e Brenda, os irmãos de Minesota, fazendo amizades na high school em Beverly Hills: a facinha Kelly, a virgem Donna (as tipicas Beverly Hills blonde Girls), o bad boy Dylan, o namorado de Donna David, o filho de atriz Steve e a que tinha cérebro Andrea.

Até 2000, algumas personagens foram e outros entraram, mas a maioria continuou, cresceu, entrou e saiu da faculdade, casou, apanhou, passou por acidentes, alcoolismo, overdoses, traiçoes, falencias, gravidez precoces, anorexia, complexos, mães ausentes, pais corruptos, namorados traficantes,…

* Mas nada, eu digo NADA se comparou ao primeiro drama duplo do início de 90210: separação do casal perfeito e apaixonado Brenda e Dylan e traição pe-sa-da da melhor amiga Kelly.

Kelly ficou com Dylan, namorado de sua melhor amiga que estava viajando. Foi um lapso, mas eles continuaram ficando. Se apaixonaram, Brenda descobriu. Começou um triangulo amoroso. As vidas de todos eles mudaram. E a minha também.

Eu passei a ser Brenda-team.

* Brenda era a menina que a gente queria e podia ser. Nao era a mais linda, loira ou rica da escola, como Kelly. Mas era a que tinha o charme de ser um peixe meio fora d’água, o melhor bom gosto para roupas e o senso crítico mais aguçado para avaliar suas amigas e o mundo deslumbre-descontrol em que vivia.

No dia em que flagra sua amiga traíra com Dylan, ela solta algumas das minhas“quotes” preferidas. A cena é essa aqui:


Brenda era a que teve coragem de abandonar a disputa pelo Dylan, ligar o foda-se e ira pra Londres virar atriz.

O que dava ainda mais graça para tudo isso é que Brenda teve que ir para Londres porque na vida real, ela era Shannon Doherty, que fui expulsa da série por brigar com colegas de elenco, principalmente Jennie Garth (Kelly) e ser muito garota-problema-wild na vida real. O que diga se de passagem, era um comportamento de SANTA perto das nossas Lindsay e Britneys anos 2000.

* Eu assisti todas as temporadas. Todos os episodios. Por 10 anos.

Hoje 90210 volta ao ar na CW nos EUA. Com tudo novo. Só continuam adivinham o que? As mesmas Brenda e Kelly.

Provavelmente não vai ser legal. Mas eu quero ver pra qual time vou torcer.

Wednesday, April 23, 2008

L.A with best friend + Jared Leto Goes Organic


Viajar com uma melhor amiga de infância muito parecida com você tem -basicamente só vantagens.
Há muito pouca coisa pra ser dita ou discutida. A gente já se entende só de se olhar.
Quantos dias vamos passar em cada cidade, a música que vamos ouvindo no carro, o lugar onde vamos comer, o bar pra ir a noite, se vamos encontrar o fulano ou o sicrano, qual loja vamos entrar...tudo isso é acordado entre a gente facinho.

As desvantagens são poucas. A gente pensa tão parecido que acabamos pedindo os mesmos pratos nos restaurantes (não dá pra uma experimentar o prato da outra) e somos lesadas nas mesmas coisas.
Por exemplo, já quase morremos atropeladas umas 2 vezes pois uma vai seguindo a outra e nenhuma está prestando atenção. E cada vez que vamos estacionar o carro na rua demoramos uns 10 minutos para entender a regra de cada local- que também vamos convir, não simples.
Hoje, no 3a dia de viagem tomamos nossa 1a multa. Até que estamos bem.
Placas nada didáticas em Hollywood Blvd explicando quando pode parar o carro
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Outro ponto negativo é que a gente se apoia quando a outra faz besteira e age como se tivesse 15 anos.
Como ontem quando nós duas estavamos chegando no Whole Food, um supermercado Orgânico em West Hollywood, e eis que nosso ex-ídolo de adolescência, Jared Leto, o Jordan Catalano de My So Called Life, aparece com suas compras na nossa frente.
No estacionamento só haviam dois papparazzi o esperando. E a gente, há 2 metros dele.
Ele olhou bem na nossa cara, numa atitude que devia ser pedindo trégua, paz. Fiquei uns 3 segundos pensando se devia ser civilizada e deixar o cara em paz. Até porque desde 1900 e bolinha eu não sou das mais fãs. Mas óbvio que optei pela irracional tietagem sem noção e tasquei a tirar foto do coitado, na cara dele. Ele entrou no carro e foi. Eu estava quase me arrependendo e morrendo de vergonha quando a Mariana grudou do meu lado, feliz da vida pelas fotos e lembrando o quanto a gente achava ele lindo nos nossos 15 anos.
Jared Leto gatsinho guardando suas compras orgânicas
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Saturday, March 22, 2008

Chega de saudade.

Ferias no Brasil, pra mim, e sinonimo de turbilhao de emocoes que, invariavelmente, envolvem a intraduzivel saudade.

* saudade que eu mato da familia, de amigos, gostos, cheiros, calor. saudade que morre ali e ja nasce de novo com as lembrancas novas dessas coisas unicas.

* saudade que eu nao tinha dessa miniatura de inferno que virou o transito de sao paulo e a saudade que eu tambem nao tinha do medo dos cruzamentos a noite e de abrir a janela do carro num dia bonito.

* saudade inesperada do "chafe" gringo, de escutar musica boa em qualquer estacao da sirius no meu carro, e sim, de sentir um friozinho bostonian de vez em quando.

* saudade das coisas que nao deviam dar saudade nenhuma: incontaveis chopps e caipirinhas, acender um ou uns cigarros na balada e voltar pra casa dirgindo depois de tudo isso.

* saudades que nasceram quando gente nova se conheceu, conviveu e se envolveu. mesmo sem falar a mesma lingua.

* saudade, finalmente, das duas cidades do meu coracao. quando em uma eu nao seria feliz sem a outra: sendo em sp, com saudade dos shows das bandas favoritas, semana sim, semana nao. se em boston, saudade dos clubs paulistanos onde os djs tocam todas elas numa noite so.

Enfim, se "home is where the heart is", eu teria que ter dois ♥.

Thursday, February 14, 2008

We always hang in a Buffalo Stance

Desde que eu lembrei que eu não ouvia essa musica ha seculos, eu não paro mais de ouvir.

Wednesday, December 05, 2007

dreaming of a white christmas


Quando nao se pode contar com o apoio do seu melhor amigo laptop pra atualizar os posts do seu proprio blog em real time, perde-se um pouco da espontaneidade ao se escrever. Ou seja, das duas uma: ou voce anota os assuntos legais num papelzinho e torce pra nao perder o bendito na bagunca da propria bolsa, ou senta por meia hora num cyber cafe barulhento, tenta lembrar quais eram mesmo aqueles assuntos legais, e torce pra nao acabar escrevendo sobre porque raios o Starbucks e tao pop, coisa mais cliche.


Nao preciso dizer que um dos assuntos era a minha briga com a HP e toda a desrecomendacao (a palavra existe?) que eu faria pra alguem afim de comprar um computador novo. Tambem comecei a organizar o post Coachella 2008, porque ja temos hoteis reservados e tudo mais, mas deixei o mesmo pra 2008, ja que voces vao ler bastante sobre esse mesmo assunto aqui no TWM. Se voce tiver com aquela vontadinha de tirar umas ferias E ir pro festival mais legal dos US and A, fala com a gente e vamo que vamo.


Mas enfim, e a Holiday Season, aqui e ai, mas ca entre nos - pra quem cresceu assistindo "Esqueceram de Mim" e vendo o Papai Noel usando botas e casaco em pleno verao brasileiro - convenhamos, o hemisferio norte tem um Natal com mais cara de Natal do que nos ai no Brasil. Mas como eu ja disse, enfim. Chegou a hora de encarar o shopping lotado e ficar feliz com as mega promocoes mas ai descobrir que voce acabou gastando o triplo do que tinha planejado de qualquer jeito. Esse final de semana vamos comprar nossa christmas tree, aquela que parece que acabou de ser arrancada do chao, aquela que tem que ser levada pra casa no teto do carro, nao as nossas brasileiras bonitinhas que vem em vaso (e por favor, nem mencione fake plastic trees aqui, a nao ser que o contexto seja coletanea Radiohead pra presente). Uma experiencia unica esse Natal vai ser.


Pra fechar o post, gostaria de comentar o lancamento do DVD box de "My So Called Life", com todas as temporadas e episodios do unico seriado que inspirou parte da minha vida - aos 15, eu tive cabelo vermelho-rosa gracas a Angela Chase. Deixei qualquer outro pedido de Natal de lado, foi pro top da wishlist.

Monday, September 03, 2007

Você sabe qual foi a melhor época da sua vida?


Eu sei. Foi meus 16 anos, quando eu tinha uma turma de umas 15 pessoas no meu prédio, das quais 4 eram carne e unha. Entre dias de férias inteiros na piscina do prédio e festinhas, nosso maior assunto comum era música. Rock. A gente comprava CDs e ouvia junto pela 1ª vez, gravava K7s um pro outro, assistia as premieres dos clipes na MTV e ia juntos em todos os shows de rock que aconteciam em SP.
Uma das bandas que mais existia na nossa vida, ao lado das várias bandas de Seattle, era o Living Colour. Eu lembro de gravar e ficar vendo os vídeos de Glamour Boys e Cult of Personality. E de ir no show do Living Colour no Palace, com meus 3 brothers inseparáveis. Show inclusive em que eu desmaiei de emoção quando eles tocaram a nova- da época- Nothingness. (na verdade eu desmaiei de pressão baixa já que estava um calor e uma multidão infernal mas eu gosto de pensar que foi de emoção também). Um dos meus 3 amigos- irmãos que estava comigo teve que me carregar no colo até o fim do Palace e perdeu o fim do show por minha causa.

Então fica difícil fazer qualquer julgamento crítico ou técnico de um show do Living Colour, 10 anos depois do show no Palace, quando eu consegui combinar de ir com 1 desses meus amigos, e encontrei os outros 2 na porta do show, por coincidência!
Eram nós 4 de novo, ouvindo a trilha sonora da nossa adolescência. Vendo o mesmo Corey Glover carismático, soltando o vozeirão e o corpinho (um pouquinho mais fofo) numa dancinha animada durante Glamour Boys. Ouvindo Vernon Reid dar espetáculo de guitarra e ouvindo os solos intermináveis, que parecem até ter ficado um pouquinho maiores.
Foi túnel do tempo. No dia seguinte eu quis acordar e ir pra piscina.

cloooose your eyes..

Ta, a coisa foi alem do envio do mesmo link, 597 vezes, pra todas as minhas amigas ocupadas no MSN. Alem do ctrl+c ctrl+v do videozinho no Orkut, pras mesmas amigas, e outras que nao apareceram online antes. Depois de achar ISSO no YouTube, eu tinha que botar no blog tambem.

Talvez nao tenha a mesma influencia em voce, mas e pra isso que a gente tem blog, ne nao? Pra ser brega e nostalgica e nao te que dar satisfacoes pra ninguem (quem sabe pra Fe, a minha socia, mas ela me disse hoje que queria comprar a torradeira da Hello Kitty porque o pao fica com a cara da personagem em questao, entao acho que ela nao ta com muita moral, prontofalei).

Wednesday, August 22, 2007

Nostalgia

Nos últimos dias está impossível escrever de propaganda sem falar do ultimo filme mega production high tech da Wieden+Kennedy Amsterdam para a Coca.
Ou escrever de música sem falar na última da Madonna que vazou.
Eu, como boa nostálgica, fico com saudades da época que os comerciais mais legais não precisavam ter 1 milhão de figurantes, nem custavam 10 bilhões de dólares e a gente não precisava ficar absolutamente concentrada neles pra entender a historinha do protagonista. Tenho um pouco de saudades da época que o comercial mais hype pra mim era aquele da Wrangler com a Luciana Vendramini de freira e "Can´t Take My Eyes Off You” de trilha (não achei no youtube).

E é divertido essa loucurinha de quando uma música “vaza” e toda a blogsfera só fala dela.
Mas eu curtia bastante o frenesi da época pré-internet, quando a gente não tinha muita opção e tinha que esperar algum novo-futuro hit internacional ser lançado pela MTV. Todo mundo esperava o dia D e assistia junto, no mesmo minuto. No prédio que eu morava minha turminha se reunia na salinha de TV. (Um dos dias que a salinha teve maior quorum foi no lançamento de Don’t Cry do Guns n’Roses).
Era menos democrático. Mas de alguma maneira cada novidade era celebrada de um jeito mais unido.

Saturday, August 18, 2007

Factory Girl

La em junho, quando eu escrevi sobre a loja vintage "Poor Little Rich Girl", nao tinha ideia do tamanho da historia que o tal nome carregava.
Ja fazia tempo que eu queria assistir o tao falado filme sobre a vida da Edie Sedgwick, queridinha do Andy Warhol nos anos 60, com a Sienna Miller no papel principal. Mas
"Factory Girl" nao e o melhor filme do mundo. E interessante conhecer a historia de uma menina que gostava de fama, tinha bastante dinheiro e uma personalidade auto-destrutiva, mas isso nao e novidade nenhuma num mundo de Britneys e Lindsays.
Motivos que entao fizeram o filme valer a pena:
- a Edie Sedgwick foi pioneira no estilo Mod daquela decada. Brincoes, vestidos balone, sapatilhas bailarina e MUITA maquiagem, principalmente nas sobrancelhas.
- Hayden Christensen faz o papel do Bob Dylan. Na verdade, nao muito assumido. Porque a Edie foi loucamente apaixonada pelo cara, dizem que ela acabou morrendo de overdose porque ele nao casou com ela. E os advogados do Bob nao deixaram o estudio envolver o nome dele nessa bagunca. Polemicas a parte, o Hayden faz um Bob Dylan bem mais sexy do que o original, mega estiloso e com um sotaque pra la de charmoso.

- Mais uma vez eu entendi porque nunca virei artista plastica. A tal "Factory" do Andy Warhol pode ter sido o cool do momento, mas era tambem uma boa desculpa pra nao fazer nada, experimentar todos os tipos de drogas disponiveis e fazer filmes nonsense, sem roteiro ou motivo. Sem contar a pegacao que a gente deixa pra la.
- Descobri que a minha musica favorita do Velvet Underground, "Femme Fatale", e sobre a Edie e foi escrita pelo Lou Reed a pedido do Andy Warhol. Fez sentido. ("cause everybody knows/ the things she does to please / she's just a little tease..")
Pra juntar A com B: "Poor Little Rich Girl" e o nome do mais famoso dos filmes que a Edie fez com o Andy Warhol, e, ironicamente, um titulo que cai como uma luva pra historia da vida dela.

Tuesday, July 24, 2007

Believe the Hype

Faz uma semana que eu tenho pensado no meu proximo post, que teoricamente seria sobre o aniversario do Summer of Love - movimento hippie revolucionario que virou Sao Francisco de cabeca pra baixo em junho de 1967 (alguem ai precisou da explicacao?).
Lendo a nova edicao da Rolling Stone, entrando na fila pra alugar Factory Girl na Blockbuster, assistindo os especiais da VH1, cheguei a conclusao que eu ja suspeitava: nada seria suficiente pra me deixar satisfeita com o nivel de informacao pra analisar, comparar e concluir.
Ja comentei ha algum tempo a minha obsessao pelo que aconteceu no passado, pelas historias, descobertas, moda, musica e porque nao as drogas, bem mais glamurizadas que hoje em dia.
Com o que eu vi por ai, conheci um lado mais realista do movimento mais legal da historia. Artistas como Eric Clapton contando sobre as bad trips que rolavam quando ele via gente que nao tinha nada a ver com o ideal hippie no meio da galera - mendigos e jovens que fugiram de casa so querendo get high pra esquecer a vida real.
Gente como a propria Edie Sedgwick, relatando o efeito Flower Power em Nova York. Diferente da California, os artistas de la encararam a mudanca de comportamento muito mais friamente, e intelectualmente. Andy Warhol e o seu maior exemplo. Ela comenta em linhas sutis a rivalidade entre as duas costas do pais, e seus principios numa fase em que ambas sabiam que tudo iria mudar.
E claro, a influencia de todo o terremoto cultural sobre a musica e a arte em geral. E so olhar pra tras, ver e escutar historia.
Talvez os meus pais estivessem certos quando me viram escutando Beatles pela primeira vez e disseram "nunca mais houve banda igual". Talvez Clapton tenha tido razao quando disse que naqueles dias voce realmente sentia que pudesse mudar o mundo, mesmo que sob efeito catatonico das doses de LSD.
Hoje em dia a nossa geracao nao tem uma causa, e motivo o mundo tem de sobra. Eu nao me considero a mais politica das pessoas e sei que por muito menos, protestos maiores comecaram um dia, la atras. O que eu continuo me perguntando e qual elemento faria a diferenca, e porque que a gente parou de acreditar, desistiu de discutir e resolveu so assistir pela CNN.com.
E vai ver que e por isso mesmo que eu continuo achando que aqueles anos foram demais.

Sunday, June 10, 2007

shopping vintage

Vira e mexe eu escuto alguem defender a ideia de comprar roupas usadas em brecho. Eu nunca fui exatamente contra, mas tambem nunca achei nada legal ou que me servisse bem o suficiente pra levar pra casa. Pelo menos eu pensava que essas eram as razoes.

Andando por Cambridge ontem a tarde, resolvi entrar numa das lojas bacaninhas que voce so acha por la, e foi ai que tudo se esclareceu.
A 'Poor Little Rich Girl' pode ser considerada um brecho, sim. Mas eu diria que e um brecho com um proposito. A loja e totalmente dedicada ao estilo vintage dos anos 50 e 60, da trilha sonora a decoracao. Todas as pecas la vendidas seguem a mesma linha, e o mais importante: estao limpas e inteiras. Nada de jeans rasgados ou luvas desbotadas. O negocio la ta mais pro glamour das donas de casa do "american way of life".

Por 30 dolares, levei um vestido estilo retrozao estampado, e assim convenci a dona Meredith Miller a me deixar tirar algumas fotos do lugar. Em troca ela prometeu visitar o TWM.

Finalmente entendi o porque de eu nunca ter achado nada nas barraquinhas da Benedito Calixto em SP.
Achei essa placa, que fica no meio da loja, o maximo. Pena que estamos em 2007 e nao da pra voltar atras na tal ideia de igualdade de direitos.