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Tuesday, May 17, 2011

Tchau Caleb

Thursday, December 17, 2009

Little, My Melody, Tuxedosam & amigos


Enquanto eu segurava meu lencinho da Hello Kitty com a mão que tinha um band aid também da Hello, meu amigo perguntou "Pq vc gosta tanto assim dessa Hello Kitty?".
Aí eu respondi que eu nem gosto tanto. É que a maior parte das coisas que eu compro são infantis, e ela é o personagem que mais tem coisas.

Na minha infância a maior diversão entre meninas era colecionar e trocar lápis, borrachinhas, adesivos e principalmente papéis-de-carta. A gente competia pra ver quem tinha a gaveta maior de "coisinhas", o estojo mais bacana pra levar pra aula e a pasta mais grossa de papel de carta. A gente recheava as coleções quando alguém viajava pra fora. E só no shopping Morumbi tinha uma lojinha que vendia algumas dessas coisinhas. O programa de fim de semana era a tchurma se encontrar e fazer as trocas, todo mundo na casa de alguém.

As trocas eram momentos de treinar o espirito de negociação, o blefe, a frieza. As vezes rolava uns estresses. Nunca vou esquecer o dia que Mariana apareceu na minha casa falando que a mãe dela tinha mandado ela destrocar um adesivinho que eu tinha convencido ela a trocar comigo. Aquilo era a apelação proibida. Mas como ela era mais nova eu tive que respeitar e destrocar.

Nesse mundo a mega corporation japa Sanrio tinha o monopólio dos nossos corações. E meus personagens preferidos sempre foram esses:

- Tuxedosam: o pinguim gordinho azul, que tem outros amiguinhos da mesma espécie e cor de pele.
----------------------- livrinhos de adesivos que eram disputados a tapa --------------------------


Eu tinha esse porta- moeda- pulseira:

- Little Twin Stars: são 2 anjinhos que eu achava que eram namorados, mas obviamente são irmãos. E eles voam em cima de uma estrela que serve de tipo tapete do Alladin.
----------------------------------------------- estojinho tíiiipico dos Little ---------------------------------------


Hoje já acho eles meio puros demais. Mas ainda queria muito essa camiseta que achei online:
Eu não sei se essa geração de meninas ainda coleciona coisinhas e se troca papel de carta. Minha pasta de papel de carta está guardada até hoje, como uma das coisas mais valiosas da minha infância e nenhuma priminha minha deu muita bola até hoje. Quando eu tiver filha eu vou obrigar ela a gostar. (se eu tiver filho homem acho que vou deixar ele gay)

Quem quiser escolher seu personagem preferido da Sanrio, eles estão aqui.

Sunday, July 19, 2009

yeah it is.



from studded hearts

Monday, June 29, 2009

Eu sei que Meu Nome Não É Johnny é ruim, mas eu acabei de perceber que eu não consigo não assistir, só por causa do Selton Mello. Igual meninos assistem Transformers por causa da Megan Fox.

Saturday, June 06, 2009

Video Genial da semana. Os filhos da Britney brincando durante o ensaio da mãe.

maaaaaaaacho.

Monday, May 11, 2009

Sister, Sister

Eu nasci primeiro. Cinco anos depois, veio a Pilar. Dois mais tarde, a Paula.

Irmã mais velha, muito prazer.

Das alegrias (quarto só pra mim, primeira a sair, a dirigir, a dar festa de aniversário na piscina, a poder ficar até tarde brincando na rua), aos sofrimentos (adeus “Meu Primeiro Gradiente” – destruído, adeus Barbies cabeludas – afogadas, adeus sair com as amigas sem ter que levar e buscar alguém na festinha, adeus privacidade). Sobrevivida a fase da adolescência, veio a paz e a amizade. Mas a estrada foi loonga, opa se foi.

A irmã mais velha é um ícone misterioso. Ainda mais se, como no meu caso, for aaanos mais velha (tipo, sete). Ela é aquela pessoa que mora com você mas nunca tá em casa. A que diz ser organizada, mas que na verdade é só mandona. A que tem as roupas mais legais, e os amigos mais legais, e os discos mais legais, mas que te proíbe de chegar perto de qualquer um deles. A que usa maquiagem e que tá sempre certa. Ou pelo menos acha que tá. As primogênitas são, assim, uma fonte de inspiração.

Eu resolvi escrever esse post quando assisti às cenas do próximo capítulo de Gossip Girl, que mostram a Lily Van der Woodsen mais nova, na Califórnia dos anos 80.


Super me empolguei quando descobri que a atriz que interpreta a irmã mais velha da Lily, Carol, é a Krysten Ritter, minha favorita já em outro seriado, o Breaking Bad. De verdade, se o negócio for tão legal quanto parece, eu me despeço do Chuck numa boa. A Carol parece ser tudo que eu sempre vi nas irmãs mais velhas da tv, e um pouco mais. To cruzando os dedos pra ela não me desapontar. O visu, pelo menos, já garante 50% da diversão (welcome back, bota da Xuxa!).










Enquanto o Valley Girls não estréia, montei uma galeria pra homenagear as irmãs mais velhas do cinema e de seriados que jamais me desapontaram. Que, pelo contrário, me inspiraram a ser mais compreensiva, menos egoísta e mais camarada quando meu armário sofresse outro abuso. E que também me deram razão em todas as vezes que eu chutei o balde e dei xilique. Porque ninguém, nem nós, somos de ferro.


Older Sister #1 - Angela Chase (Minha Vida de Cão)



A pobre coitada da Angela além de complicada, ainda era apaixonada pelo Jordan Catalano. Problemas suficientes pra adolescente mais emo da era grunge. Mas ela ainda contava com o empurrãozinho da irmã-mala Danielle pra ficar mais de mau humor ainda, a cada dia da sua vida de cão (ô traduçãozinha!).

Nível de Influência: alto. Graças à Angela eu escutei muito Cranberries trancada no meu quarto, enquanto minhas irmãs se descabelavam batendo na porta.


Older sister #2 - Sarah (Labirinto)



A Sarah é o exemplo perfeito da irmã egoísta, que vive num mundinho próprio. Como Labirinto é um conto de fadas (literalmente), ao longo da história ela tem que salvar o irmão das garras do Rei dos Duendes Deus das Nossas Vidas David Bowie, decide não ficar com ele, aprende a lição, volta pra casa com o Toby e vira uma menina responsável e comportada. Na vida real, a gente teria feito o exato contrário.


Nível de Influência: alto. Graças à Sarah eu virei fã de coletes. E do David Bowie, aos 5 anos.


Older Sister #3 - Samantha Baker (Gatinhas e Gatões)


A Samantha Baker tem um dia dos infernos, esquecem o seu aniversário, o cara que ela curte na escola descobre sobre a sua paixão platônica, e ainda assim ela é bacana com o irmão.


Nível de influência: médio. Na verdade eu sempre idolatrei a Molly Ringwald em A Garota de Rosa Shocking, mas naquele filme ela era filha única, então eu tive que adaptar. Mal aí.

Older Sister #4 - Anita Miller (Quase Famosos)


Ah, a Zooey. Ou melhor, a Anita. Responsável por influenciar a vida do irmãozinho William, afinal é graças a ela que ele vira fã de rock e, consequentemente, brother do Lester Bangs e crítico da Rolling Stone. Apesar de largar tudo pra virar aeromoça, eu dou um desconto porque afinal, ela sai de casa aos 18 pra viver em São Francisco. Admirável.

Nível de Influência: alto. Seja ela vinda da Anita ou da Zooey Deschanel, marcou o final da minha adolescência com vestidos vintage e me inspirou a ser uma babysitter bacana e ensinar as crianças a letra de American Pie. Inteira.


"One day, you'll be cool"



Older Sister #5 - Jody Kramer (Jovens, Loucos e Rebeldes)


A Jody é a irmã mais legal do cinema. É popular entre os meninos, mas não é esnobe. Protege o irmão mais novo, e acha legal quando ele aparece na mesma festa que ela e a sua turma. Curte - e pega - o menino mais gatinho da escola, e não liga pro fato dele ter namorada.

Nível de influência: baixo. A Jody é too cool for school. Eu acho que nunca fui tããão bacana assim. Mas a esperança é a última que morre, afinal bate uma invejinha dela nos jeans mais justos e mais santropeito que a gente já viu.

Older Sister #6 - Maria Mariana (Confissões de Adolescente)


A Maria Mariana do livro não tinha três irmãs, mas era mais descoladinha. A do seriado da Cultura era mais nerd, porém mais sábia que as outras. A verdade é que se ela nunca tivesse escrito aquele diário, eu nunca teria me identificado com a sua história, não teria virado fã da série e jamais teria escutado Zélia Duncan. Representante oficial da minha assinatura da revista Capricho durante os anos 90, graças à Maria Mariana eu aprendi tu-do sobre aborto, camisinha, drogas e álcool aos 12 anos.

Nível de Influência: alta. Vide a coleção de calças 'de Bali', vontade precoce de morar no Rio de Janeiro e coleção de fitas da Zélia Duncan. Que fique claro que a tal influência foi temporária.

Sunday, May 03, 2009

San Francisco, CA


Parede e vitrine:



Looking up:



looking down:


Thursday, February 26, 2009

guilty pleasure

Se o boato de que essa sera a ultima temporada de The Hills e real a gente nao sabe. Mas ela nao podia vir em hora melhor: bem na vespera da nossa viagenzinha a L.A. Like, OMG!

Mas aqui entre nos: obvio que a vidente nao precisava ler carta nenhuma pra adivinhar o passado da LC. As temporadas 1, 2, 3 e 4 estao a venda ha tempos.

Sunday, February 15, 2009

E no Grammy


(da Rolling Stone)

O dia que o Kings of Leon usou terno e tirou uma foto com o Jonas Brothers.

Wednesday, January 28, 2009

That's Not My Name.

Ziggy e o espacate

Parece que a ultima moda, super in, e ter um alter-ego. Novidade nao e, mas a onda ta voltando com tudo. Seguindo a linha dos poetas emo da Literatura Brasileira e do sempre sabio tio Bowie (que criou o Ziggy Stardust pra nao chocar milhoes quando saisse vestindo meia calca e maquiagem), menininhas pelo mundo afora nao resistem a mystique que um novo nome, nova personalidade oferece.

A Beyonce, como voces ja estao carecas de saber, casou com o mega mogul Jay-Z. E ia pegar super mal se ela saisse rebolando por ai, de shortinho e alianca no dedo. Entra Sasha Fierce, que e a Beyonce sem tirar nem por, com a excecao de uma luva de metal e voz de robo em uma ou outra musica. Tudo pra manter o espirito jovem, nao sentir o peso do casamento e despistar rumores de uma gravidez proxima. Ok, exagerei nas conclusoes, mas licenca que elas fazem sentido.


Beyonce x Sasha Fierce = tudo igual

Tudo muito lindo no mundinho indie ate que a minha super idala Natasha Khan me resolve fazer a mesma coisa. Pra quem nao conhece, a Natasha Khan, a.k.a. Bat for Lashes, faz a linha neo-hippie, usa faixa de paete na testa com maquiagem de indio Xavante. Ja a Pearl (nome classy que a Natasha escolheu pra sua outra metade), ganha a seguinte descricao:

“destructive, self-absorbed, blonde, femme fatale”

Natasha x Pearl

Ou seja, Natashinha cansou de ser cool. Resolveu apelar pro estereotipo de qualquer participante de reality show da tv Americana. Mas nao vamos julgar, o album novo do (da?/de?) Bat for Lashes sai em abril e e inteiro baseado na ideia de dois lados, duas personalidades. “Two Suns”. Se a musica ainda for a mesma, Natasha/Pearl pode virar BFF da Paris Hilton que ta tudo certo.
Por ultimo, entram TODAS as personagens do “Invisible Monsters”, escrito pelo Chuck Palahniuk (Fight Club, Choke). O primeiro livro que eu leio em 2009 cai como uma luva no assunto alter-ego. E e otimo. So nao rola ir adiante na descricao sem dar spoilers, entao fica a recomendacao.

E ai que fico eu aqui pensando: cade o MEU alter-ego? Cade meu nome brega e atitude duvidosa? Foi quando eu parei pra escolher as caracteristicas da outra EU que mudei de assunto e comecei a pensar em Mad Men.

Todas as materias, os elogios, os premios e twits sobre Mad Men nao foram suficientes pra me convencer a embarcar no seriado enquanto a 1a temporada era transmitida pela AMC. Mas nunca e tarde, e eu finalmente programei a nossa conta no Netflix pra me mandar todos os episodios ate eu alcancar o resto dos fas.

2 DVDs mais tarde, me entreguei a mais uma velha obsessao (tema curioso, recorrente nesse blog): os anos 60 e todas as alegrias que a decada pode proporcionar.

Focando nos aspectos mais interessantes que a serie reproduz super bem:

- A alegria de ver todo mundo fumando despreocupado, sem a paranoia do “preciso parar”. Cigarro era charme, era glamour, era bacana.

- A felicidade de tomar um coquetelzinho a qualquer hora do dia, seja na reuniao com o cliente, durante o papo com a vizinha ou na festinha das criancas.

- A liberdade de se entupir de maquiagem: base, rouge, batom, lapis na sobrancelha, e muito, mais muito laque e nao parecer uma palhaca na rua. Afinal, voce nao e a unica.

- E, por fim, a moda. Muito tule debaixo da saia, cinta liga que afina a cintura, salto-alto em dia de faxina. Feminilidade assim, em todo lugar.



Juntando A com B.
E por essas e por outras, meus amigos, que o meu alter-ego e uma dona-de-casa de suburbio nos anos 60. Uma dona-de-casa chamada.. Charlotte.

Betty Draper wannabe.

Charlotte nao se incomoda em nao ter um emprego, seu sonho e poder fazer a apple pie perfeita pro marido, e gasta ho-ras lendo os catalogos de moda. Charlotte organiza cocktail parties pras vizinhas, enche o caneco as 2 da tarde e passa aspirador no carpete lilas rapidinho antes de fazer o jantar.

Charlotte tem planos pro futuro, mas eles nao vao alem da programacao familiar, do martini no jantar ou da manicure as quartas-feiras. Charlotte e feliz. Limitada e feliz.

Charlotte e meu alter-ego do momento. Quando cansar eu escolho outro.

Tuesday, January 27, 2009

She Bangs 2- Cult Version

Eu cortei o cabelo por causa da Catherine Deneuve. Ou do Roman Polanski.

Lendo o post de franjas da Thais, lembrei que foi quando vi Repulsa ao Sexo nas férias com a família da Ma (que escreve o No Donnuts comigo) que acordei no dia seguinte decidida a cortar franja.

Eu sei que as perguntas que ficam é : que tipo de pessoa vê um dos filmes mais importantes do cinema e talvez o maior da carreira do Polanski e presta atenção em uma FRANJA. OU que tipo de família aluga Repulsa ao Sexo pra assistir com as crianças na sala.
Mas eu sou assim. E a família da Má é assim.

Repulsion foi considerado um dos filmes que melhor retrata a esquizofrenia. É o melhor exemplo do que é um triller psicológico. A gente tem medo, mas do que está na cabeça das pessoas.
Aos poucos a gente vai se envolvendo mesmo que sem entender o processo de enlouquecimento da manicure Carol, que no começo do filme parece uma menina normal e vai ficando perturbada, fora da realidade, com aversão a homens e inesperadamente perigosa, violenta . A sensação que fica é desconcertante. Fica também um medinho de deixar suar cutículas na mão de qualquer manicure.
------------------------- carinha de menina normal ------------------------

Mas o que eu posso fazer se o mais incrível do filme pra mim foi a estética linda?
A fotografia de tudo: o salão que a personagem Carol trabalha, seu apartamento, Londres, até as cenas nojentas de um coelho cozido que deteriora e principalmente a Catherine Deneuve toda, inteira e completa. Suas roupas de sonho, seu rosto perfeito e ela, a franja.

*Parentêses:
Os cartazes e capas de DVD do filme são todos tão lindos que tava difícil escolher um pra postar. Então os outros tão aqui também.

Thursday, January 08, 2009

She Bangs

... porque se amanha eu acordar com a franja tosada no meio da testa, ja sei de quem suspeitar:

#4 - Miss Kittin, culpada pelo ataque de 2003. O cumplice mais famoso, Frank Sinatra, foi absolvido.

#3 - Chan "Cat" Marshall - condenada pelo envolvimento no ataque de 2006.

#2 - "The City" Erin - Membra nova-iorquina com influencia notavel em telespectadores de reality shows da linha mais conhecida como "futil".

#1 - Lily "The Fear" Allen - causadora de problemas, atual lider da Gangue da Franjola Pesada -G.F.P.
Age por meios subliminares, incluindo mensagens hipnoticas em singles novos, cujo efeito acaba por convencer suas vitimas a escutar a mesma faixa DEZESSEIS vezes seguidas.
O video seguinte oferece imagens fortes e prova a possibilidade de um ataque no futuro proximo:



PS: As fundadoras deste blog NAO se responsabilizam pelas consequencias possivelmente provocadas pela visualizacao das imagens acima. Se voce tambem acordar com o visual Emily, a Estranha nas proximas semanas, veja bem: voce nunca ouviu falar em Two Way Monologue.

Thursday, December 18, 2008

These boots are made for walking

Enquanto o mundo (gosto de generalizar) ainda se mata por um par de Pirate Boots da Vivienne Westwood, as de cano longo ou as ankle flat que a Sienna Miller usou pra cima e pra baixo, inclusive no Coachella (eu vi!), ....

Eu gosto mais de outra bota da doida punk.
Mais dificil de usar, mas eu queria muiiiiito ter uma.
A gente não fez lista dos melhores de 2008 nesse blog, mas já escolho aqui a melhor peça de roupa do ano.
Se eu fosse a Serena eu comprava. Duas.

Wednesday, November 12, 2008

Na Capricho

* Comecei a "colaborar" com o Lúcio Ribeiro pra coluna dele da Capricho.
Porque eu adoro a revista, li a adolescência toda - desde que era a "revista da gatinha" e tinha a Piera nas capas- e porque queria deixar minhas priminhas orgulhosas. ( e porque ele me chamou, óbvio)

* A primeira coluna é essa aqui, que saiu semana passada. Eu falo um pouco do Cobrasnake (que "descobriu" a Cory Kennedy, que a Thais escreveu ai em baixo) e das festas de 15 anos.

* Aliás, sim, às vezes eu tenho 15 anos.

Tuesday, November 04, 2008

Who The Fuck is Cory Kennedy?

www.thisiscorykennedy.com

Icone atualmente presente no subconsciente hipster. Isso e, se voce conseguir fazer o hipster 1) assumir que e, ou quer ser, hipster e 2) te contar quais sao suas fontes de inspiracao. Porque todo mundo sabe que hipster que se preza nao da tregua ao seu senso critico, e claro, nao se baseia em absolutamente ninguem pra criar seu estilo proprio.

Eu nao tinha ideia de quem Cory Kennedy fosse ate a ultima edicao da Nylon, que poe a menina entre top It Girls do momento. E desde entao a cada dia que passa eu descubro mais uma coisa que envolve seu trabalho, ou er, presenca. No fim das contas, voce tambem esta cercada por Cory Kennedy e nem sabe.


Depois da materia pra Nylon (e outras pra Paper, Teen Vogue e etc) – Cory foi convidada a apresentar a Nylon TV e seus videos online sobre moda, musica e tendencias do mundo cool. Antes disso, ela ja tinha seu proprio blog, cheio de fotos super bacanas e sem sentido nenhum. Mais tarde veio o namoro com o vocalista da Cobrasnake e participacao em um episodio de 90210 como ela mesma:


Obvio: 'amiga' da Naomi. Nao da Annie.

Com todos os requisitos pra musa alternativa riscados da lista, Cory passou a rasteira final em quem achava que It Girl tinha data de validade e inspirou os produtores do seriado mais legal dos ultimos tempos a criar uma personagem baseada nela propria.


Em Gossip Girl, Agnes, a modelo doidinha que faz a Jenny Humphrey se transformar em
Sheena, The Punk Rocker teve seu estilo e attitude copiados de todas as fontes Cory Kennedy citadas aqui e provavelmente algumas outras as quais nao tivemos acesso. O Daily Intel, blog da New York Magazine responsavel pela analise mais interessante - e hilaria - de cada episodio do seriado, sacou antes de todo mundo. Deu pra sentir uma pontinha de inveja deles, tambem.

not very lady-like

Se o Hipster Runoff tem razao ou nao quando diz que a festa um dia acaba, vamos ter que esperar pra ver. Mas ca entre nos, alguem ta preocupada de verdade com o destino das It Girls do jet set NY-LA? Acho que nao. Mas nao da pra negar que alem de, sim, servir como inspiracao como estilo ou attitude, as Cory Kennedys sao responsaveis por estampar a cara da sua geracao no fim dos anos 2000. Como fez a Kate Moss nos anos 90, a Madonna do comecinho dos 80, a Blondie no fim dos 70 e claro, a Edie Sedgwick, It Girl das It Girls, nos anos 60.

bom enquanto durou

Wednesday, October 22, 2008

The City..

.. tambem conhecido como The Hills goes East.

Estreia em Dezembro :)

Wednesday, September 10, 2008

The Hills

Texto publicado originalmente no blog do Lucio Ribeiro em 07/09
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* Uma menina que espalha pela cidade a calúnia que a melhor amiga certinha fez um video de sexo com um ex-namorado. Esse é o mote da terceira e quarta temporadas de The Hills.

Antes disso, o seriado-reality show que revela a vida de quatro meninas loiras, lindas e ricas da Califórnia e sua turma fazendo compras, indo para a balada e pegando gatinhos tinha como emoção máxima uma bronca da chefe. Ou um chifre de um namoradinho.

* The Hills é “filho” de dois dos maiores expoentes das séries jovens moderninhas americanas: OC e Laguna Beach. OC dispensa maiores explicações.
Na época que OC estourava, a MTV, esperta, lançou o reality show Laguna Beach- The Real OC, que mostrava a vida “real” de uma dúzia de estudantes de high school e moradores da milionária praia Laguna Beach.
Uma dessas afortunadas, Lauren Conrad (ou LC), 22, ganhou seu próprio reality quando foi fazer faculdade em LA, tentar um estágio na revista Teen Vogue e dividir um ap de sonhos com a - então- amiga Heidi.

* Como fica óbvio, o enredo não tem nada de marcante, as pessoas-personagens não agregam cultura na nossa vida, nem são engraçadas. Nem mesmo muito carismáticas. Os diálogos são absurdamente cotidianos e adolescentes e às vezes a gente se pergunta por que está assistindo aquilo. Mas o fato é que The Hills virou um dos maiores sucessos nos EUA.
De tanta discussão gerada em torno dele, a MTV lançou um “sub show”, “The Hills After Show” em que o público se reúne simplesmente para comentar depois de cada episódio (1)o que aconteceu em uma tal festa, (2)se a Heidi ou a LC é a invejosa, (3)quem colocou silicone, (4)com quem uma outra fulana da turma devia namorar.

* As meninas da série foram capa da Rolling Stone, em uma matéria em que o presidente da MTV diz que The Hills é “o TV show mais inflenciador que ja tivemos”. Muito mais que The Osbournes ou Jackass.

Elas já foram a todos os programas de TV americanos, de Tyra Banks a David Letterman. Lauren lançou uma linha de roupas. Heidi acabou de iniciar uma carreira de cantora, com um vídeo surreal de tão cafona. E, o que é mais divertido, o país parece debater seriamente a questão de quão veridica é o programa e suas “atuações”. O megabombado blog Perez Hilton vive pondo lenha na fogueira que de “reality” o programa não tem nada. Em um post diz “Why do we all still watch the show when we know it’s fake? We can’t help it!”

* Agora, por que tudo isso? Talvez porque a série une o encantamento da vida utópica de uma juventude rica e linda (vide Barrados no Baile, OC e Gossip Girl) com o voyerismo de uma sociedade hedonista que adora Big Brothers e afins.

The Hills é contraditório, ou como diz a capa da Entertainment Weekly, é superficial e sensacional.
As meninas têm TUDO que irrita muita gente. Só falam de compras, baladas, tem problemas fúteis, tem como maior desafio profissional assistir aos desfiles de moda em Paris, parecem viver numa bolha e colecionam bolsas Chanel.
E tudo que encanta muita gente…No caso, os mesmos itens acima.