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Monday, May 03, 2010

True love will find you in the end



*Se eu fosse resumir a vida do Daniel Johnston, sem entrar no mérito da importância dele para a música, eu falaria que Daniel Johnston foi uma criança absurdamente criativa e lindinha, daquelas que a gente pensa que poderia ser nosso filho.

Virou um jovem engraçado, artista e meio esquisito, daqueles que a gente poderia ter de amigo.

E como adulto, um compositor genial. Apaixonado e carente. Louco e consequentemente com um grande potencial para fazer cagadas na vida. Mas as vezes ele ainda parecia a mesma criancinha fofa. Só que triste.

* Daniel ficou muito tempo internado. Hoje em dia ele faz shows pelo mundo em fases em que sua saúde mental está mais estável. Ele cantando "True Love...", há 2 anos em Washington DC.:


* Os desenhos dele são capas das K7 originais que ele distribuía, viraram exposições, brinquedos e Kurt Cobain e mais um monte de gente usou no peito:



* Durante o documentário "The Devil and Daniel Johnston" sobre a vida dele, a gente fica com muita pena por essas doenças de cabeça existirem.
A gente tem vontade de pegar ele no colo e de decorar todas as letras de músicas apaixonadas que ele escreveu na vida. E de pendurar todos os desenhos dele na parede de casa.

Sunday, April 04, 2010

NY- Tim Burton Fail e brunch



Se vc tiver em NY e quiser ver a exposição do Tim Burton no Moma, RESERVE antes online. Senão você não entra e vai embora com cara de bobo.

Se isso acontecer e for um domingo, vá tomar um brunch no The Wright, restaurante novo do Guggenheim.
Eu fiquei olhando os pratos de todo mundo e pra mim os melhores foram:

O sanduíche de Salmão no pão integral com salada

eggs benedict:
Quando você conseguir não olhar para os pratos lindos, repare nas linhas recortadas do teto e leia a cartinha que vem junto com o cardápio que explica a inspiração do arquiteto Andre Kikoski para fazer o lugar.

Site do The Wright com fotos e cardápio aqui.

Monday, December 07, 2009

P.S. - We Made These




photos from the Holiday Workshop I hosted at my house over the weekend.

fun, crafty times!

PS: I believe everyone should take a break from their busy schedules and enjoy a little creativity every once in a while. If holiday ornaments are not your thing, I'm sure PS I Made This has a tutorial that will inspire you.

Friday, August 08, 2008

"what a life I lead in the summer.."

Enquanto o mundo assiste a abertura das Olimpiadas eu aproveito pra atualizar este blog com assuntos de 2, 3 semanas atras, tentando assim nao me sentir culpada por ficar tanto tempo sem escrever. As Olimpiadas eu alcanco depois.

Nao e anormal que eu passe um tempao sem inspiracao quando essa epoca do ano chega aqui no hemisferio norte. Alem da lista sem fim de coisas pra fazer (sao, afinal, os unicos 3 meses do ano em que voce pode andar de regata e chinelo) e inevitavel que aquela preguica de calor bata e ai ninguem me acha mesmo.

Curiosamente, foi bem nesse periodo em que eu resolvi tomar uma decisao daquelas de mudar o rumo. Pedi demissao do meu emprego de 2 anos e resolvi, positivamente, a apostar nesse mesmo positivismo de que dias melhores (e mais legais, com mais festas e gente interessante) virao. Aguardem cenas do proximo capitulo.

Vamos ao que interessa. Em meio a idas a praia, churrascos e picadas de pernilongo gringo (as quais descobri que sou bizarramente alergica), ate agora meu verao teve dois pontos altos. O primeiro foi ter visto a minha descoberta favorita do ano ao vivo em Cambridge (sorry, MGMT, I will always love you). Os Fleet Foxes sao muy muy fueda.

Eu ja falei de Fleet Foxes aqui e em Twitter e tal, entao poupo apresentacoes. Mas o show, esse sim, e digno de post novo. Pra comeco de conversa, eles tocaram num lugar minusculo em Central Square, o
Middle East Upstairs. E sorte de ver banda que voce sabe que vai virar sensacao em lugar pequeno assim nao bate a sua porta todo dia. Bateu a minha quando eu vi Bat For Lashes no Great Scott, por exemplo. E raro. A banda de 5 caras tocou num palquinho micro, com uma multidao na plateia. O show sold-out meses antes e dava pra ver que quem tava la se preparou pra pegar um lugarzinho bem na frente, tipo, ahn, eu.


Com um bando de gente se segurando pra nao tropecar e cair no pe do vocalista, eles abriram a noite com 'Sun Giant' sem instrumentos, so harmonia. Todos os membros da banda cantam, e bem. Tem gente que adora quando vai a show e o artista muda a melodia, faz maluquice com a guitarra e transforma o seu hit favorito numa versao psicodelica do que voce ouviu no CD. Essa nao sou eu. Sem retoque nenhum, eles reproduziram o EP e o album inteirinho ali na nossa frente, entre piadinhas e gracinhas e foi assim que eles fizeram Boston bater palma ate doer. O que me deixou emocionada (ai) foi ver que a reacao das pessoas REALMENTE surpreendeu a banda. Assim, como se os Fleet Sub Pop Foxes nao soubessem que sao bons ou coisa do tipo. O Brian Pecknold agradecia, e sorria envergonhado, e agradecia de novo. Me deu vontade de abracar e dizer pra ele que a gente gostava mesmo de ouvir ele cantar, que ninguem tava fingindo ou sendo bacana (Boston nunca e bacana, ok?).

Pro bis, o Brian voltou sozinho pra cantar 'Tiger Mountain Peasant Song' so com o violao acustico. E foi nessa hora, depois de duas sem nem lembrar de camera nem internet nem nada relacionado a minha vida fora do Middle East, que eu resolvi gravar um videozinho pra recordacao. Veja bem.








O outro highlight de julho foi a visitinha a NY, depois de um ano sem visitar o lugar que me da mais saudades de Sao Paulo nesse pais inteiro. Minha irma foi com a gente, primeira vez da menina na Times Square, imagina. Mas fora a rota turistica basica, tambem arrastei a Pi pra lugares pros quais com certeza ela nao volta, considerando o fato de que nem beber ela bebe, quem dira querer conhecer territorios punk dos anos 70. E foi assim que chegamos, numa quinta-feira as 11 e meia da noite, ao ja saudoso
Chelsea Hotel.



Entao, o Chelsea e aquele hotel onde o Sid e a Nancy moraram, e onde a Nancy foi achada morta debaixo da pia do banheiro. Foi la tambem que a Patti Smith morou quando quis se enturmar com os bacanas na primeira metade dos 70s. Ela dividia o quarto, porque no Chelsea glamour e exatamente o contrario do que voce ta pensando. E ali tambem viveu o William Burroughs, amiguinho mais ousado do Jack Kerouac. E foi la que o escritor Dylan Thomas tambem morreu de overdose alcoolica. Enfim. Inspiracao artistica e o que nao falta nos corredores do prediao que fica na West 23rd quase esquina com a 8th Ave.



Se eu nao tivesse me apaixonado pelo cheiro esquisito dos corredores, pela cara de velho abandonado do elevador, e pelos quadros de gosto duvidoso nas escadarias, nao teria post pra ele. Mas eu me apaixonei, e entrei na comunidade VA do Orkut
'Eu quero morar no Chelsea Hotel'. Eu assumo que fui meio que esperando um quartinho meia boca. Tudo pela historia do rock. Mas o nosso quarto - aham, suite - era lindo de morrer, modernerrimo, vista pros predinhos do bairro, ar condicionado e flat screen TV.



Voltando do Mercury Lounge na noite seguinte, ja me sentindo em casa, nao aguentei e perguntei pro cara da recepcao onde caracas eles tinham enfiado a suite 100, quarto do Sid. E foi entao que eu descobri o que meus amigos mais bobos ja sabiam. A direcao do Chelsea mudou os numeros dos quartos e deu sumico no 100 na mesma semana em que a Nancy foi morta. De acordo com o funcionario 'pra nao atrair gente que nao estivesse interessada exclusivamente nos servicos e localizacao que o hotel oferece'. Ta bom, entao.



Aqui, o video da Nico cantando 'Chelsea Girls' pro filme de mesmo titulo do Andy Warhol, gravado no Chelsea Hotel. Qualquer semelhanca com a Cat Power e mera coincidencia.

PS: O meu painel favorito das paredes do hotel virou BG no meu Twitter, go Bowie!

Monday, March 24, 2008

mixologism


..e foi no auge do verao de 2007 que ele foi criado, atendendo a necessidades alcoolicas-tropicais de sua excentrica autora, batizado pelos degustadores de Thaistini. De Boston pro mundo, exclusivamente no TWM, a receita:

* vodka
* triple sec
* pineapple, orange & lime juice
* grenadine
* add ice, shake it and serve it in a martini glass (or wherever you prefer, it's good anyways)

Detalhes como a quantidade de cada ingrediente, a marca da vodka e a autenticidade da foto que ilustra sao dispensaveis. Detalhes os quais tambem protegem a originalidade da receita original, ou, no caso da foto, dao um toque faux glamour ao que um dia sera o hit da sua festinha.

Tuesday, January 15, 2008

Control


Olha, tem certas coisas na vida que eu sinto uma certa vergonha ao assumir. Uma delas e de que eu nunca fui fa de Joy Division. Nao que eu nao gostasse do pouco que ja tinha escutado, mas por pura falta de interesse em ir mais a fundo no assunto.

O negocio mudou um pouco quando eu comecei a gostar de Interpol, e depois passei pela fase She Wants Revenge. Com tanta gente falando das influencias aqui e ali, nao tinha como nao ir atras dos pioneiros do genero. Ainda sou fa de Interpol, mas numa boa? Cansei bastante da outra banda. A receita ficou velha e eles nao conseguiram evoluir dali pra frente. I want revenge.

Ha umas tres semanas ouvi falar sobre "Control", o filme que conta a historia da vida do Ian Curtis, a alma do Joy Division. E foi entao que eu descobri que o cara era genio-poeta-incompreendido-que-se-suicidou-aos-23-anos-de-idade. Ai sim interessou. Se tem uma coisa que eu curto e gente complicada.

Entrei em casa ha uma hora e tirando o tempo que eu passei escrevendo esse post, gastei o resto exclusivamente com Googles, YouTubes e Hype Machines sobre ele, a musica que ele escreveu, a doenca que ele tinha, a mulher que ele traiu e a banda que ele liderou. Virou a obsessao da proxima semana.

Foi dificil encontrar um cinema em que "Control" estivesse passando por aqui (!), e por sorte, a atracao do Brattle Theater (o cinema indie de Harvard Square) de hoje a noite era exatamente essa. Alias, o negocio ia alem: pagando so uma entrada, voce podia assistir a esse filme e ao "Kurt Cobain" About a Son" na sequencia. O que soa muito interessante, sim, mas.. seria muita emocao pra uma noite so. Fora que ia ser esquisito viajar da Inglaterra dos late 70's pra Seattle dos 90's na mesma noite.



resolvi dar um empurraozinho na musica que ja ta tocando na sua cabeca

PS: O ator que faz o papel do Ian e a cara do Pete Doherty. E por essas e outras que eu acho que ele devia manter contato com a industria cinematorocktragica.. do jeito que o amigo libertino anda, ja ja precisam dele pra outro filme.

Sunday, December 23, 2007

comedy

Pra quem nao sabe, uma das paixoes de gringo sao os stand up comedy shows, aqueles que o cara fica la, sozinho no palco, falando um monte de besteira que faz voce dar risada quando voce se identifica com a piada (seja ela boa ou ruim).
O Demetri Martin e o meu favorito stand up comediant, porque ele e jovem, hipster, inteligente e criativo. Obvio que ele tambem e engracado senao esse post nao faria sentido. E ironico: a camiseta que ele usa nas apresentacoes tem a palavra "COMEDY" estampada.




Essa e a parte que eu mais gosto do DVD que ele lancou esse ano, "Person". Mais um pra wishlist natalina.

Tuesday, September 25, 2007

Queen of the Highway

Fui ver Bat for Lashes aqui em Boston, ontem a noite. Vou tentar descrever um dos melhores shows que eu ja assisti, e mesmo assim ja aviso que provavelmente nao vou consegur traduzir nem metade do que rolou por la.


A Natasha Kahn e uma daquelas meninas que, alem da voz, do estilo e da atitude, tem tambem o poder de criar atmosferas por onde passa. Eu ja tinha visto varios shows e videos dela por ai, e tinha medo da producao em Boston nao ser a mesma coisa - o Great Scott e um dos menores clubs da cidade, eu sabia que os aparatos renascentistas que eu via nos palcos dela nao iam caber la. Mas ela nao precisou de nenhum deles.

Consegui um lugar bem la na frente, atras de um cara bem alto, como sempre - ja justificando a cabeca que voce vai ver no video. As meninas abriram o show com "Horse and I", e nos primeiros versos eu consegui sentir a voz da Natasha vibrar no copo que eu segurava. Cada uma com seu estilo, de deusa grega a macacao de oncinha, elas fizeram ate o indie rocker mais indiferente do lugar bater palma junto e se envolver no mini-circo armado em cima do palquinho.

Fiquei orgulhosa do video de "Prescilla", o meu hit favorito. Foi com essa que elas fecharam a noite, deixando o lugar inteiro sentindo um vazio estranho quando elas foram embora. Voce vai ter que assistir pra entender:


Aqui, o video de "What's a Girl to Do?", do qual estou menos orgulhosa - cortei cabecas quando resolvi apagar o display da camera pra nao incomodar a galera la de tras. Mas vale a pena escutar - e como vale.

Wednesday, September 12, 2007

O Metropolis Thoughts, da Fezita Carvalho, ta com um post beeem legal sobre as mudancas de comportamento e as diferentes formas de expressao delas atraves dos tempos. Ela usou a propria arte de blogar como exemplo, e nos estamos la com uma mencao super honrosa, ao lado de outras blogueiras-amigas :)
Vale a pena parar por um minuto pra filosofar se o que nos todos estamos fazendo agorinha, juntos, e historia mesmo.


Thursday, September 06, 2007

O mundo e uma flor e a America, uma esquina.

Nao e nome de hit tropicalista dos anos 60.


A ilustracao acima e um dos mapas historicos - circa 1500 - doados pro acervo da Boston Public Library essa semana, saiu no jornal de hoje.

Nao e bonitinho? Faz a gente pensar que naquela epoca os problemas deviam ser menores, as pessoas mais ingenuas - e menos complicadas - e que com certeza, estudar geografia devia ser mais divertido.

Saturday, August 18, 2007

Factory Girl

La em junho, quando eu escrevi sobre a loja vintage "Poor Little Rich Girl", nao tinha ideia do tamanho da historia que o tal nome carregava.
Ja fazia tempo que eu queria assistir o tao falado filme sobre a vida da Edie Sedgwick, queridinha do Andy Warhol nos anos 60, com a Sienna Miller no papel principal. Mas
"Factory Girl" nao e o melhor filme do mundo. E interessante conhecer a historia de uma menina que gostava de fama, tinha bastante dinheiro e uma personalidade auto-destrutiva, mas isso nao e novidade nenhuma num mundo de Britneys e Lindsays.
Motivos que entao fizeram o filme valer a pena:
- a Edie Sedgwick foi pioneira no estilo Mod daquela decada. Brincoes, vestidos balone, sapatilhas bailarina e MUITA maquiagem, principalmente nas sobrancelhas.
- Hayden Christensen faz o papel do Bob Dylan. Na verdade, nao muito assumido. Porque a Edie foi loucamente apaixonada pelo cara, dizem que ela acabou morrendo de overdose porque ele nao casou com ela. E os advogados do Bob nao deixaram o estudio envolver o nome dele nessa bagunca. Polemicas a parte, o Hayden faz um Bob Dylan bem mais sexy do que o original, mega estiloso e com um sotaque pra la de charmoso.

- Mais uma vez eu entendi porque nunca virei artista plastica. A tal "Factory" do Andy Warhol pode ter sido o cool do momento, mas era tambem uma boa desculpa pra nao fazer nada, experimentar todos os tipos de drogas disponiveis e fazer filmes nonsense, sem roteiro ou motivo. Sem contar a pegacao que a gente deixa pra la.
- Descobri que a minha musica favorita do Velvet Underground, "Femme Fatale", e sobre a Edie e foi escrita pelo Lou Reed a pedido do Andy Warhol. Fez sentido. ("cause everybody knows/ the things she does to please / she's just a little tease..")
Pra juntar A com B: "Poor Little Rich Girl" e o nome do mais famoso dos filmes que a Edie fez com o Andy Warhol, e, ironicamente, um titulo que cai como uma luva pra historia da vida dela.

Sunday, November 26, 2006

Frida y los Muertos



Quando eu soube que eu vinha para a Cidade Do Mexico, a primeira coisa que eu pensei foi que a Frida Kahlo morou aqui. Entao a casa dela foi o 1o lugar que eu fui conhecer.
Se o filme nao foi feito la, eles copiaram muito bem. A casa e grande, toda colorida, com aquela fonte e jardim no meio. Alem das obras de arte, a casa tem objetos pessoais dela, Diego e familia como a cama dela, varias cartas, as roupas de sonho maravilhosas dela e ate o colete que ela usava por causa do problema nas costas.
Uma das partes mais impressionantes esta la fora, numa homenagem que fizeram no Dia Dos Mortos. Nesse dia- que e muito importante para os mexicanos- acontece uma grande festa no pais, e as pessoas homenageam os mortos com oferendas de musica, comida, bebida etc da preferencia de cada morto. A homenagem para a Frida ficou linda, rica em detalhes, colorida, cheia de vida. Bem do jeito que ela devia preferir.
Amanha vou tentar ir no centro historico se o trabalho permitir.

Wednesday, May 24, 2006

Annie Leibovitz Rocks

Depois de vacilar e ficar sem a Edição Especial # 1000 da Rolling Stone (quem ainda não comprou e mora em SP esquece, ta esgotada), fui me consolar no site da revista. Eis que descobri coisas bem legais. Sabia que você pode encomendar reprints (réplicas) das suas capas preferidas? Imagina se já não decorei mentalmente todas paredes da minha casa.
Mas o mais legal é que há um arquivo de todas as capas da Rolling Stones desde o início da revista. Imagens clássicas, engraçadas e umas muito loucas. Tem uma mais legal que a outra (e a grande maioria é daquela moça chamada Annie Leibovitz). Elas estão separadas por estilo- ilustração, bad boys, mulheres, homenagens. aqui pra fuçar.