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Saturday, May 29, 2010

Saldo da Amoeba

Na última passada na Amoeba em L.A - minha loja preferida de música- resolvi focar na sala de DVDs musicais:
* Dos acima, o que eu mais quero ver é "I need that record", documentário sobre a indústria de discos e o do Mike Patton com John Kaada (2o na fileira de cima).

* Doc do White Stripes, eu tinha baixado mas quis ter bonitinho.

* "Visual Rocks" é sobre a produção de clips, com testemunhos de vários diretores.


* Daniel Johnston eu já vi, quase morri e escrevi aqui.
* "Spend an evening with Saddle Creek" conta a história do selo de mesmo nome e do Conor Oberst.
* "Greendale" é o filme feito pelo Neil Young

Ficaram alguns para trás, mas os de cima garantem um bom tempo de inverno feliz em baixo do edredon.

Monday, May 03, 2010

True love will find you in the end



*Se eu fosse resumir a vida do Daniel Johnston, sem entrar no mérito da importância dele para a música, eu falaria que Daniel Johnston foi uma criança absurdamente criativa e lindinha, daquelas que a gente pensa que poderia ser nosso filho.

Virou um jovem engraçado, artista e meio esquisito, daqueles que a gente poderia ter de amigo.

E como adulto, um compositor genial. Apaixonado e carente. Louco e consequentemente com um grande potencial para fazer cagadas na vida. Mas as vezes ele ainda parecia a mesma criancinha fofa. Só que triste.

* Daniel ficou muito tempo internado. Hoje em dia ele faz shows pelo mundo em fases em que sua saúde mental está mais estável. Ele cantando "True Love...", há 2 anos em Washington DC.:


* Os desenhos dele são capas das K7 originais que ele distribuía, viraram exposições, brinquedos e Kurt Cobain e mais um monte de gente usou no peito:



* Durante o documentário "The Devil and Daniel Johnston" sobre a vida dele, a gente fica com muita pena por essas doenças de cabeça existirem.
A gente tem vontade de pegar ele no colo e de decorar todas as letras de músicas apaixonadas que ele escreveu na vida. E de pendurar todos os desenhos dele na parede de casa.

Sunday, March 07, 2010

The September Issue, o doc

* Quando acabei de ver September Issue- doc sobre a realização da edição de setembro daVogue America- minha primeira reação foi me arrepender de jogar fora todas as Vogues de setembro que já tive. Porque elas começam a ser feitas mais de 6 meses antes. Muita gente sofre. E muita foto linda não é usada.

* O filme tem umas breve tentativas de mostrar o lado humano, as motivações, os momentos de tédio, além das grosserias já famosas da Anna Wintour.

* Adoro quando ela conta que se identificou quando o pai, que era um jornalista brilhante, contou que se aposentou cedo porque ele ficava muito bravo e nervoso no trabalho. Parece uma tentativa de se redimir de ser tão difícil e dura. Mas só parece.

* Outra cena legal é quando alguém da revista fala que ela realmente não é acessível, mas que ela é Anna Wintour, não precisa ser acessível. Realmente, a única pessoa não famosa que fala com ela durante o filme fora poucos funcionários diretos da Vogue é a filha dela (que até já é um pouco famosa).

* O mais louco pra mim é imaginar que ela pode, talvez, NÃO ter controlado e manipulado completamente a edição desse documentário. Dá pra imaginar Anna Wintour sendo filmada e mostrada sem sua própria aprovação e controle total? Difícil. Mas é isso que ela e o diretor falam aqui:

* O filme começa com Anna explicando que quem critíca a moda é porque fica inseguro e tem medo desse mundo. Eu adoro. Mas tenho medo dela.

Sunday, February 28, 2010

Paper Heart e o Amor

* Paper Heart é a história é de uma menina, Charlyne, que nunca amou ninguém, não acredita em amor e sai pelos EUA entrevistando pessoas a casais e fazendo um documentário sobre o que é o amor pra cada um. Ela conhece o Michael no meio da história e aí ....a gente já sabe.

* É mais um filme "quero ser indie"- romântico -nerd- bonitinho com Michael Cera fazendo papel dele próprio, dessa vez literalmente. E com casais que tocam e fazem músicas. Bem "Nick and Norah" e "Juno", mas sem protagonistas bonitos nem charmosos. (E não me venham falar que o Michael Cera é bonitinho pq NÃO é. Ele é super bacana, eu queria ser amiga dele, mas só).
Engraçado porque não é comum a gente ficar torcendo por um casal é indie, descabelado e feio.

* Entre as entrevistas feitas pela Charlyne, uma mulher fala que amor é "when the whole world looks better".
Uma criança fala que é quando as pessoas querem se beijar, abraçar e ficar juntas. Essa sequência das crianças no playground é minha preferida:


* Outra cena que eu gosto é quando a Charlyne, que sempre andou com meninos, fala que gosta do Michael, mas não quer ser "A namorada" porque ela sempre foi bacana demais pra isso:
"i wanna be his girlfriend but i dont want to be THE girlfriend. Nobody remember the girlfriend. I am one of the dudes".

* E por último, Paper Heart vale pelas cenas das histórias de amor dos entrevistados. As histórias passadas são narradas e ilustradas com bonequinhos, fantoches, recortes de papel, barbantes. Bem caseiro, caprichado, infantil, meio bobo. Bem cara de amor.

Saturday, November 14, 2009

Winter Passing

**It's hard to return from vacation. It's harder to return from vacationing in a tropical country. Even harder when the place is filled with family and friends that never get tired to spoil you with delicious meals, awesome parties and tons of TLC. Now, it's practically impossible to leave that wonderland to get back on track with work, routine and yes, WINTER. New England Winter. Not that I do not enjoy the time of the year -- it's my second favorite after the Fall. It's just the change of scenario that makes adaptation a lil' bit more complicated. But there's always a way out, isn't there?

In my case, the solution to missing Brazil/winter depression is based on my calendar. Going to the gym also helps, but basically, if I have all sorts of fun stuff scheduled around the clock during the freezing months, I'm ready to go.
Luckily, my friends are no different. When they're not joining my bandwagon, they're coming up with awesome events and small gatherings to drink the low temperatures away.

So we planned a visit to the woman who's now one of our biggest style icons (along with Lady GaGa, obviously): Iris Apfel. The Peabody Essex Museum is hosting the exhibit that takes you on a wild ride through her amazing wardrobe. Insane coats, dresses, jewelry and (yes!) shoes are divided into five separate rooms, and tell a lot about someone who was never afraid to take risks and express her personality and beliefs via fashion. My friend Amy was able to sneak her camera in and take some cool photos, but I got caught right when I tried to snap a shot of Iris' badass leather studded jacket. Too bad. Karen O would be jealous.




**In other related news, I've decided to shake up my holiday decoration with some DIY. Anthropologie's visual team has inspired me to gather friends at home for a cool workshop and try to make our houses look like their AWESOME windows (the outfits can go straight to our closets, thanks):




December 6th, bring ideas and supplies.


**Last but not least, if you're a Fashion Blogger in the Boston area, you should be at least a little curious about this:

Soon, more info at Punky Style, New Brahmin and Jen Loves Kev.

**Next up: battling the winter blues with sewing classes and a roller derby team. I will survive, people.


PS: This post's title is a homage to one of my favorite winter movies of all time. Winter Passing, with my idol (and fashion icon) Zooey Deschanel, tells the story of a girl that returns home to face not only the freezing days of snow, but also family drama and Will Ferrell wearing eyeliner. Netflix Winter Queue!

Friday, August 21, 2009

Whip It Good!

I swear I wanted to become part of a Roller Derby team WAY before Drew Barrymore's cute chick flick came up.

But oh well, the Boston Derby Dames aren't the only reason why I've been inspired by roller skates, after all :)

Monday, May 11, 2009

Sister, Sister

Eu nasci primeiro. Cinco anos depois, veio a Pilar. Dois mais tarde, a Paula.

Irmã mais velha, muito prazer.

Das alegrias (quarto só pra mim, primeira a sair, a dirigir, a dar festa de aniversário na piscina, a poder ficar até tarde brincando na rua), aos sofrimentos (adeus “Meu Primeiro Gradiente” – destruído, adeus Barbies cabeludas – afogadas, adeus sair com as amigas sem ter que levar e buscar alguém na festinha, adeus privacidade). Sobrevivida a fase da adolescência, veio a paz e a amizade. Mas a estrada foi loonga, opa se foi.

A irmã mais velha é um ícone misterioso. Ainda mais se, como no meu caso, for aaanos mais velha (tipo, sete). Ela é aquela pessoa que mora com você mas nunca tá em casa. A que diz ser organizada, mas que na verdade é só mandona. A que tem as roupas mais legais, e os amigos mais legais, e os discos mais legais, mas que te proíbe de chegar perto de qualquer um deles. A que usa maquiagem e que tá sempre certa. Ou pelo menos acha que tá. As primogênitas são, assim, uma fonte de inspiração.

Eu resolvi escrever esse post quando assisti às cenas do próximo capítulo de Gossip Girl, que mostram a Lily Van der Woodsen mais nova, na Califórnia dos anos 80.


Super me empolguei quando descobri que a atriz que interpreta a irmã mais velha da Lily, Carol, é a Krysten Ritter, minha favorita já em outro seriado, o Breaking Bad. De verdade, se o negócio for tão legal quanto parece, eu me despeço do Chuck numa boa. A Carol parece ser tudo que eu sempre vi nas irmãs mais velhas da tv, e um pouco mais. To cruzando os dedos pra ela não me desapontar. O visu, pelo menos, já garante 50% da diversão (welcome back, bota da Xuxa!).










Enquanto o Valley Girls não estréia, montei uma galeria pra homenagear as irmãs mais velhas do cinema e de seriados que jamais me desapontaram. Que, pelo contrário, me inspiraram a ser mais compreensiva, menos egoísta e mais camarada quando meu armário sofresse outro abuso. E que também me deram razão em todas as vezes que eu chutei o balde e dei xilique. Porque ninguém, nem nós, somos de ferro.


Older Sister #1 - Angela Chase (Minha Vida de Cão)



A pobre coitada da Angela além de complicada, ainda era apaixonada pelo Jordan Catalano. Problemas suficientes pra adolescente mais emo da era grunge. Mas ela ainda contava com o empurrãozinho da irmã-mala Danielle pra ficar mais de mau humor ainda, a cada dia da sua vida de cão (ô traduçãozinha!).

Nível de Influência: alto. Graças à Angela eu escutei muito Cranberries trancada no meu quarto, enquanto minhas irmãs se descabelavam batendo na porta.


Older sister #2 - Sarah (Labirinto)



A Sarah é o exemplo perfeito da irmã egoísta, que vive num mundinho próprio. Como Labirinto é um conto de fadas (literalmente), ao longo da história ela tem que salvar o irmão das garras do Rei dos Duendes Deus das Nossas Vidas David Bowie, decide não ficar com ele, aprende a lição, volta pra casa com o Toby e vira uma menina responsável e comportada. Na vida real, a gente teria feito o exato contrário.


Nível de Influência: alto. Graças à Sarah eu virei fã de coletes. E do David Bowie, aos 5 anos.


Older Sister #3 - Samantha Baker (Gatinhas e Gatões)


A Samantha Baker tem um dia dos infernos, esquecem o seu aniversário, o cara que ela curte na escola descobre sobre a sua paixão platônica, e ainda assim ela é bacana com o irmão.


Nível de influência: médio. Na verdade eu sempre idolatrei a Molly Ringwald em A Garota de Rosa Shocking, mas naquele filme ela era filha única, então eu tive que adaptar. Mal aí.

Older Sister #4 - Anita Miller (Quase Famosos)


Ah, a Zooey. Ou melhor, a Anita. Responsável por influenciar a vida do irmãozinho William, afinal é graças a ela que ele vira fã de rock e, consequentemente, brother do Lester Bangs e crítico da Rolling Stone. Apesar de largar tudo pra virar aeromoça, eu dou um desconto porque afinal, ela sai de casa aos 18 pra viver em São Francisco. Admirável.

Nível de Influência: alto. Seja ela vinda da Anita ou da Zooey Deschanel, marcou o final da minha adolescência com vestidos vintage e me inspirou a ser uma babysitter bacana e ensinar as crianças a letra de American Pie. Inteira.


"One day, you'll be cool"



Older Sister #5 - Jody Kramer (Jovens, Loucos e Rebeldes)


A Jody é a irmã mais legal do cinema. É popular entre os meninos, mas não é esnobe. Protege o irmão mais novo, e acha legal quando ele aparece na mesma festa que ela e a sua turma. Curte - e pega - o menino mais gatinho da escola, e não liga pro fato dele ter namorada.

Nível de influência: baixo. A Jody é too cool for school. Eu acho que nunca fui tããão bacana assim. Mas a esperança é a última que morre, afinal bate uma invejinha dela nos jeans mais justos e mais santropeito que a gente já viu.

Older Sister #6 - Maria Mariana (Confissões de Adolescente)


A Maria Mariana do livro não tinha três irmãs, mas era mais descoladinha. A do seriado da Cultura era mais nerd, porém mais sábia que as outras. A verdade é que se ela nunca tivesse escrito aquele diário, eu nunca teria me identificado com a sua história, não teria virado fã da série e jamais teria escutado Zélia Duncan. Representante oficial da minha assinatura da revista Capricho durante os anos 90, graças à Maria Mariana eu aprendi tu-do sobre aborto, camisinha, drogas e álcool aos 12 anos.

Nível de Influência: alta. Vide a coleção de calças 'de Bali', vontade precoce de morar no Rio de Janeiro e coleção de fitas da Zélia Duncan. Que fique claro que a tal influência foi temporária.

Sunday, March 29, 2009

Esperando

Tuesday, January 27, 2009

She Bangs 2- Cult Version

Eu cortei o cabelo por causa da Catherine Deneuve. Ou do Roman Polanski.

Lendo o post de franjas da Thais, lembrei que foi quando vi Repulsa ao Sexo nas férias com a família da Ma (que escreve o No Donnuts comigo) que acordei no dia seguinte decidida a cortar franja.

Eu sei que as perguntas que ficam é : que tipo de pessoa vê um dos filmes mais importantes do cinema e talvez o maior da carreira do Polanski e presta atenção em uma FRANJA. OU que tipo de família aluga Repulsa ao Sexo pra assistir com as crianças na sala.
Mas eu sou assim. E a família da Má é assim.

Repulsion foi considerado um dos filmes que melhor retrata a esquizofrenia. É o melhor exemplo do que é um triller psicológico. A gente tem medo, mas do que está na cabeça das pessoas.
Aos poucos a gente vai se envolvendo mesmo que sem entender o processo de enlouquecimento da manicure Carol, que no começo do filme parece uma menina normal e vai ficando perturbada, fora da realidade, com aversão a homens e inesperadamente perigosa, violenta . A sensação que fica é desconcertante. Fica também um medinho de deixar suar cutículas na mão de qualquer manicure.
------------------------- carinha de menina normal ------------------------

Mas o que eu posso fazer se o mais incrível do filme pra mim foi a estética linda?
A fotografia de tudo: o salão que a personagem Carol trabalha, seu apartamento, Londres, até as cenas nojentas de um coelho cozido que deteriora e principalmente a Catherine Deneuve toda, inteira e completa. Suas roupas de sonho, seu rosto perfeito e ela, a franja.

*Parentêses:
Os cartazes e capas de DVD do filme são todos tão lindos que tava difícil escolher um pra postar. Então os outros tão aqui também.

Monday, May 05, 2008

OMG, whatever, etc.

Uma semana de silencio pra demonstrar respeito pos-Coachella e suficiente? Porque nao ta nada facil postar o que quer que seja depois que o vendaval californiano deixou o TWM em estado de choque. A semana pareceu mais longa do que foi e bateu saudades do sol e da multidao, mas coisinhas legais tambem cruzaram o caminho.


*Depois da overdose de musica, fugi pro cinema. Fui ver "Baby Mama", comedia escrita pela Tina Fey, com ela e a outra doida do SNL, a Amy Pohler. E o filme e MUITO engracado. Passei reto pelo meu proprio preconceito "chick flick" confiando no gosto dela, e deu certo. Ao contrario das comedias stoner, ou das exageradas, ou das 3 ultimas do Will Ferrell, a historia e ate que bem realista e as piadas sao boas. Daquelas que voce se pega pensando um tempao depois e ainda da risada (eu rio sozinha ate hoje quando penso no Napoleon Dynamite dando comida pra lhama de estimacao, a - outra - Tina). Vale a mencao honrosa pro personagem do Steve Martin, o chefe inspirado cheio de insights valiosos. De rabo-de-cavalo.





*Twittei o link pro trailer do "Joy Division - The Documentary" mas nao dava pra nao postar no blog e ter certeza de que todo mundo ficou tao ansioso quanto yo.

*A Rolling Stone, com as meninas do The Hills. Essa foi a materia de estreia - e de capa - do jornalista Jason Gay como editor da RS. Eu achei que deram uma colher de cha pra ele. The Hills, ate eu!




*Quando a Jenny Eliscu da LOC comentou ontem sobre a Fleet Foxes ser o novo buzz da Subpop, claro que me deu vontade de ir atras e ver qual era a da banda. Nao sei se foi o nome deles - que eu achei moderninho, sonoro - ou a palavra "buzz", mas eu tinha quase certeza (uma certeza, assumo, desanimada) que o som deles estaria no combo dance-rock que rola atualmente. Mas ai eu me surpreendi!

(nota em off: Eu gosto de analisar musica nova atraves do jeito que ela faz me sentir, ao contrario de gente mais entendida do assunto que consegue ler a qualidade da banda atraves da linha de baixo. Nesse caso so uma viagem metaforica descreve o som dos caras, nao me achem esquisita. Obrigada.)

A Fleet Foxes me levou pro outono que eu visito quando escuto Midlake, passou pela era renascentista que a Natasha Khan do Bat For Lashes adora, me fez sentir aquela nostalgia retro meio nonsense que rola com Pet Sounds e terminou com uma admiracao que eu tenho pelo Grizzly Bear - aquela que a gente sente quando sabe que a coisa e boa mas nao tem a menor ideia do porque, dada a complexidade do negocio.

O review do Pitchfork deu a nota 8.7, coisa meio rara por ali. Os Fleet Foxes tocam aqui em Boston em julho, com todas as outras bandas que voce pode imaginar (sim, Radiohead tambem) - verao e epoca de gastar dinheiro com show. E ao contrario do Ryan Adams, o deles ainda deve ser baratinho.

Friday, April 18, 2008

O Novo Gus Vant Sant

Harvey Milk foi o primeiro homem gay assumido a ser eleito para um cargo politico no mundo. Isso hoje pode não parecer nada demais. Mas quando aconteceu, em Sao Francisco, California, nos anos 70, o contexto social era ligeiramente diferente.
Por exemplo, nao existia nenhuma organizacao gay no país, alguns psiquiatras ainda consideravam o homossexualismo como uma doença e pessoas foram presas - sim, PRESAS- por assumirem ser gays. Então o bicho pegava mesmo. E Harvey Milk nunca entrou no armário. Pelo contrário. Ele dizia que queria dar esperança para tanta gente que vivia escondida.
E morreu jovem, tragicamente assassinado por um "colega" de trabalho.
O primeiro filme não-documentário da vida de Milk está sendo filmado desde janeiro em São Francisco. Ele já é meu filme-mais-esperado-do-ano, pois tem o meu Dream Team cinematográfico.
Gus Van Sant dirigindo.
Sean Penn no papel de Milk.
E Emile Hirsch interpretando o melhor amigo de Milk.
Eu já escrevi bastante desses três aqui no blog. E quem me conhece um pouco sabe que eu tenho foto do Sean Penn até na porta da geladeira (literalmente).
Então basta dizer que eu nao escolheria melhor.
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Os dois atores na filmagem. Gus Van Sant é tão bom que conseguiu até deixar o Sean Penn e o Hirsch horrorosos.
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* Pesquisando mais sobre Harvey Milk, achei
esse livro ilustrado, lindinho que conta a importância política e social dele- para crianças! E o que é mais bacana ainda -segundo as críticas- sem banalizar mas também sem dramatizar.
* Gus Van Sant está em um artigo da revista Flaunt desse mês. Ele fala do filme novo, bem "estrelado" comparado com seus últimos filmes. (Desde de Good Will Hunting que ele não faz um filmão big budget assim)
E conta seu início artistico que incluiu ser guitarrista em uma banda de rock (!).

Tuesday, March 18, 2008

My Blueberry Nights

Eu não vi mas já tenho certeza que My Blueberry Nights vai ser o filme-da-minha-vida de 2008.
Eu não costumo errar. (Acertei com Into The Wild e Djaarjeling Limited em 2007).
My Blueberry Nights é um filme de Road trips. Eu amo Road trips, faço planos de várias que eu tenho que fazer na vida.
É um filme de amor. Sem ser babão. A menina vai embora fazer sua viagem e ficar longe do cara. É um filme com o Jude Law. E tem a cena de beijo mais linda que eu já vi na vida.
Obviamente só isso já bastava.
Mas o filme ainda tem um elenco matador: Natalie Portman, Norah Jones, Cat Power (ela foi um dia na filmagem e o diretor a chamou pra fazer uma personagem meio de brincadeira e a coisa virou séria) e Rachel Weisz (que é para mim uma das melhores atrizes do mundo desde Jardineiro Fiel). Todas lindas de morrer.
Pelos trailers e fotos, a gente vê que a fotografia é de sonho. Sombras, vermelho, umas cores e texturas de paixão.
E a trilha sonora eu não consigo parar de ouvir. Cat Power, Ry Cooder, Otis Redding, em uma musica melhor que a outra.
O mais legal é que no encarte do Cd, o diretor Wong Kar Wai fala um pouco sobre as histórias e processos criativos. Como as músicas entraram no filme, onde as filmagens foram feitas, como Ry Cooder colaborou, como ele, Kar Wai, fez o trajeto da protagonista (NY- LA) 3 vezes por caminhos diferentes, tentando sentir o que ela sentiria, digirindo 15 horas por dia, olhando a vista pela janela e ouvindo as músicas que ele mais amava.

E ele confessa que o filme pode só ter sido uma desculpa para ele fazer a viagem da vida dele. Preciso inventar um filme pra fazer minha Road trip.



(se vc tem problemas de coração frágil não assista esse vídeo)

Tuesday, January 15, 2008

Control


Olha, tem certas coisas na vida que eu sinto uma certa vergonha ao assumir. Uma delas e de que eu nunca fui fa de Joy Division. Nao que eu nao gostasse do pouco que ja tinha escutado, mas por pura falta de interesse em ir mais a fundo no assunto.

O negocio mudou um pouco quando eu comecei a gostar de Interpol, e depois passei pela fase She Wants Revenge. Com tanta gente falando das influencias aqui e ali, nao tinha como nao ir atras dos pioneiros do genero. Ainda sou fa de Interpol, mas numa boa? Cansei bastante da outra banda. A receita ficou velha e eles nao conseguiram evoluir dali pra frente. I want revenge.

Ha umas tres semanas ouvi falar sobre "Control", o filme que conta a historia da vida do Ian Curtis, a alma do Joy Division. E foi entao que eu descobri que o cara era genio-poeta-incompreendido-que-se-suicidou-aos-23-anos-de-idade. Ai sim interessou. Se tem uma coisa que eu curto e gente complicada.

Entrei em casa ha uma hora e tirando o tempo que eu passei escrevendo esse post, gastei o resto exclusivamente com Googles, YouTubes e Hype Machines sobre ele, a musica que ele escreveu, a doenca que ele tinha, a mulher que ele traiu e a banda que ele liderou. Virou a obsessao da proxima semana.

Foi dificil encontrar um cinema em que "Control" estivesse passando por aqui (!), e por sorte, a atracao do Brattle Theater (o cinema indie de Harvard Square) de hoje a noite era exatamente essa. Alias, o negocio ia alem: pagando so uma entrada, voce podia assistir a esse filme e ao "Kurt Cobain" About a Son" na sequencia. O que soa muito interessante, sim, mas.. seria muita emocao pra uma noite so. Fora que ia ser esquisito viajar da Inglaterra dos late 70's pra Seattle dos 90's na mesma noite.



resolvi dar um empurraozinho na musica que ja ta tocando na sua cabeca

PS: O ator que faz o papel do Ian e a cara do Pete Doherty. E por essas e outras que eu acho que ele devia manter contato com a industria cinematorocktragica.. do jeito que o amigo libertino anda, ja ja precisam dele pra outro filme.

Saturday, January 05, 2008

"honest to Blog?!"


E foi com essa, entre outras falas engracadinhas, que comecou
Juno, o melhor filme que eu fui ver no cinema nos ultimos tempos.

Quando uma coisa dessa me acontece muito provavelmente os sentimentos vao de querer ser amiga da (o) personagem -fato ja debatido no TWM - a ser produtora de trilhas sonoras pra filmes bacanas. O ultimo nao sendo so um sentimento, mas tambem considerado um objetivo remoto pra minha vida. Outro fato notavel e a comparacao do filme em questao com Garden State. E como se Garden State fosse o termometro, a linha divisoria entre os filmes indie sem pe nem cabeca e aqueles do Will Smith em que ele salva o mundo (todos?). Enfim, eu comparei e pra informacao de todos os "eu preciso ser fa de G.S. pra ser cool", Juno ta ali, pau a pau. E e acho incrivel como tem gente que me faz sentir como se estivesse blasfemando quando faco um comentario desse. E se voce acha que eu to exagerando, voce nao conhece as pessoas de quem eu to falando. Entao deixa essa parte pra la, porque comparacao tambem nao leva a nada.

Entao, a outra coisa que me fez feliz em assistir Juno hoje foi que o filme me trouxe de volta uma antiga paixao, os
Moldy Peaches. A banda do Adam Green (bff do Ben Kweller) e da Kimya Dawson (a cantora de melhor voz e pior cabelo da historia) estao espalhados pela soundtrack inteira. Da pra ouvir trechos e comprar as tracks no iTunes, mas o My Old Kentucky Blog tem o link - free! - pra melhor de todas, "Anyone Else But You".



O Jenerator mostra algumas das falas bacaninhas. Segundo o diretor Jason Reitman, o filme nao seria o mesmo se Diablo Cody, a roteirista e escritora de Juno nao tivesse blogs a vida toda, mas ainda explica que ate o mais insider dos adolescentes pode ainda se sentir um pouquinho por fora. Ufa.

E como diz o proprio Old Kentucky: "Have you seen Juno yet? Stop what you're doing and just go".


- Update -
Premios que Juno levou nos nao-Golden Globes de domingo:
Diablo Cody - melhor roteirista
Juno - melhor comedia

:)

Wednesday, December 05, 2007

Into Them

Ainda não passou minha obsessão pelo Into the Wild, Emile Hirsch e Sean Penn (esta nunca vai passar).

* Comprei a trilha sonora e apesar do Cd acabar rapidinho (cada musica tem uns 2 minutos) o encarte com fotos das cenas mais lindas do filme ja vale a compra.



* O novo filme do Emile Hirsch, que deve chegar no Brasil sei lá quando, chama The Air I Breathe. Tem um elenco que impressiona (Kevin Bacon, Brendan Fraser, Forrest Whitaker, Julie Delpy, Andy Garcia). A Vogue Teen americana fala que é um indie movie, seja lá o que isso significa. Mas o mais bacana é que as histórias do filme se baseam em um provérbio chines que diz que a vida consite de 4 sentimentos: Felicidade, Prazer, tristeza e amor. O site oficial é feito dos blogs do diretor e do co-autor do filme, olha aqui.

*E adivinha quem são ou convidados do último episodio da Iconoclasts?


Iconoclasts é uma série de documentários produzida pelo Sundance Channel que traz em cada episódio duas personalidades inovadoras e visionárias falando sobre seus processos criativos e suas paixões. Nesse último Sean Penn e Jon Krakauer são entrevistados no Alasca, onde Into the Wild foi filmado, falando de suas vidas e ...ok, rasgando um pouco de seda um para o outro. Mas vale muito a pena ver o documentário só pela beleza indescritível que é ver na sua tela um pouco do Alasca. E de Sean Penn.
(Site do Iconoclasts )

Sunday, November 04, 2007

Into the Wild


Christopher McCandless era um menino americano de 20 e poucos anos que cansado da hipocrisia e materialismo da sociedade e de sua família, larga seu curso de direito em Harvard, doa sua poupança da vida toda de US$24.000 para uma ong e sai pelos Estados Unidos de carona por 2 anos, até chegar no Alasca.
É uma história real, descrita no livro de Jon Krakauer e muito bem roteirizada e filmada pelo Sean Penn, que já era um dos atores que eu mais amo ver atuando e está virando um dos meus novos diretores preferidos.
Sean não atua no filme mas escolheu para interpretar Chris o gatsinho
Emile Hirsh, que está um espetáculo em todos os sentidos. Aliás, alguma coisa me diz que a química entre diretor e ator foi fundamental. Dá para imaginar que Sean viu em Emile um pouco dele mesmo mais jovem. Pelo menos os dois tem a mesma emoção no olhar que muitas vezes ja faz a cena valer.

O filme é todo lindo. Cheio de cenas de Chris em total sintonia com a natureza potencializadas pela trilha e voz deliciosa de Eddie Vedder. A atitude um tanto egoísta e inconsequente do protagonista de largar tudo e todos e sair por ai pode causar indignação em algumas pessoas mais apegadas a realidade (como eu).
Mas sua coragem e vontade de viver livre de qualquer convenção fazem com que a gente se apaixone por ele e até perdoe sua dificuldade de se relacionar de verdade com pessoas – afinal, mais do que qualquer amor pela natureza no fundo é isso que faz um cara fugir da sua vida e ir para o Alasca sozinho.
Into the Wild é uma lição de como cada um tem sua busca e deve viver sua vida de acordo com seus valores. E um dos filmes mais inspiradores e legais dos últimos tempos.

Tuesday, October 23, 2007

Viagem Visual

* Uma semana de Mostra e com meu line up meio seguido- meio furado, tive algumas surpresas boas. Por exemplo "Goodbye Bafana" e "Estômago"
* O primeiro é a história do carcereiro responsavel por vigiar Nelson Mandela e seus
companheiros durantes os quase 30 anos de sua prisão. Convenhamos que o filme é previsível, mas a historia é muito forte. O carcereiro - racista, a favor da separação racial e contratado pelo governo para espionar Mandela e descobrir seus planos- acaba ficando amigo do lider negro e - em um doloroso processo- mudando de ideia sobre o apartheid.

* Estômago é um filme nacional engraçadíssimo, com uma atuação absurda de tao boa do protagonista e um enredo surpreendente.

* 5a feira foi um dia de festival visual. Viagem a Darjeeling e Grindhouse - Death Proof (o episódio do Tarantino) foram horas de puro prazer, principalmente sonoro e estético.

*Death Proof tem aquela coisa cuidadosamente trash, colorida e bacana. Meninas do interior de esmalte preto descascado, shortinho e bota de cowboy, ou vestidas de cheer leader, bebendo todas em bares mexicanos com jukebox antigas, ao lado de um Kurt Russell de topete anos 80 e guiando carros antigos amarelos (aquele amarelo Kill Bill).
* No decorrer do filme Tarantino sempre faz com que a gente se apaixone pelos seus personagens mais estranhos, suas roupas meio sujas e seus jeitos doidos. Nesse filme acontece isso com Jungle Julia, a mocinha aí de baixo.



* Mas Darjeeling Limited (já muito bem descrito pela Thais aqui) é um show a parte. Cada minuto, cenário e acessório do filme é perfeitamente colorido, estampado e divino. Wes Anderson e Marc Jacobs se superaram na exuberancia. Meu sonho de consumo passou a ser o jogo de malas customizados de couro estampado de bichinhos que os irmãos do filme usam. Detalhe que a colecao nova da Cris Barros tem uma estampa igualzinha.

* Ai eu descobri que esse é o novo sonho de consumo do mundo todo, e que a Luis Vuitton está lançando uma edição limitada das malas, que já estão na vitrine da loja em NY e serão leiloadas com a renda destinada para a Unicef.


* Mas futilidades fashion a parte, os filmes são muitos bons além da parte estética.
Darjeeling tem algumas metaforas óbvias (como o próprio jogo de malas) e mais excentricidade do que profundidade mesmo. Mas tem o humor inteligente e sarcástico de Anderson, que nesse filme está mais doce e pontencializado pela quimica entre os 3 atores.
A trilha sonora também é de morrer de boa.


*Ah, depois da minha decepcao profunda com o filme do Godard, Sympathy for the Devil, achei
uma "explicação" do filme no Wikipedia. Ve se tem cabimento e se ha alguma chance de entretenimeto com um filme desses

* Parece que hoje vai passar uma cobertura do Festival Glastonbury no A&E . Eba, eu tenho.

Saturday, October 20, 2007

curtas


* Ja dizia um sabio blogueiro que "managing expectations is the secret for a happy life".

* Por isso meu primeiro dia de filmes da Mostra nao foi tao feliz.
Como eu esperava bastante de Control, achei o filme raso. Estetica e sonoramente lindo. Charmoso (mas isto esta intrinseco a historia). Com um Sam Riley gato e mandando muito bem. Mas me pareceu uma leitura superficial da personalidade do Ian Curtis. Ou talvez ele tenha sido um menino fragil e egoista mesmo.

* Ja sobre "Rolling Stones- Sympathy for the Devil" nao posso falar muito, pois sai aos 30 min de filme. Foi bom pra me lembrar que nunca me dei bem com filme de Godard e pelo jeito nunca vai rolar.

* Mudando de assunto, passei na banca e nao da pra nao comentar que a capa da revista Epoca da semana passada- aiiiinda sobre o assalto do Luciano Huck, perguntando "Ele merecia ser assaltado?"- esta patetica.

Wednesday, October 17, 2007

REAL GIRLS

O Ryan Gosling virou um dos meus atores favoritos depois que eu assisti "Half Nelson", e desde entao eu tento acompanhar seus projetos, porque o cara promete. Mas, semana passada eu assisti o trailer do seu filme novo, "Lars and the Real Girl", e confesso que achei meio bobo. O filme conta a historia de um cara que - problemas a parte - namora uma boneca, daquelas que sao fabricadas pra parecer gente de verdade. Sem o principio basico, obviamente.



Talvez seja cedo pra julgar, mas algo me diz que, depois de ver um documentario sobre o mesmo assunto ha alguns meses atras, vai ser dificil engolir a historia bonitinha.

Pra quem nao lembra, em julho eu postei o "Guys and Dolls", documentario que mostra a historia de caras de verdade que tem essas bonecas como suas companheiras, namoradas, amantes e amigas, cada um com sua loucura. O negocio e meio chocante, totalmente bizarro mas so assistindo voce entende o porque do filme ter feito o assunto soar meio bobo, ou pelo menos inocente. E de inocente essa historia nao tem nada, voce vai concordar.

Monday, October 15, 2007

A MOSTRA

Quando comecei esse blog escrevi um post sobre férias ideais. Na época eu sonhava em poder tirar férias algumas vezes no ano pra aproveitar ao máximo eventos como o Coachella e a Mostra de Cinema de SP. E esse ano eu sou a pessoa mais feliz do mundo porque consegui fazer os dois. Fui no Coachella e semana que vem fico 1 semaninha sem trabalhar pra ver todos os filmes que eu conseguir e agüentar.
Minha expectativa era de ver 20, mas como acabou o pacote de 20, tive que comprar o pacote de 40. E agora to aqui, tendo siricutico enquanto a Mostra não libera a lista oficial de filmes e horários.
Meu line up por enquanto está meio básico e com poucos nacionais, então qualquer sugestão será bem vinda:

* Grindhouse, do Tarantino- quando cheguei em Boston em maio a Thais tinha acabado de ver mas eu perdi.
* Boxes, de Jane Birkin- porque a Birkin é legal. E 2 dos atores fizeram Cachê, um dos filmes que eu mais gostei na mostra do ano passado. (escrevi sobre ele aqui)
* I’m Not There, Todd Haynes- aquele em que vários atores interpretam Bob Dylan
* Inland Empire, David Lynch- Dessa vez vou relaxar. Desde Cidade dos Sonhos já desisti de entender os filmes dele. Vamos seguir o conselho do próprio Lynch e INTUIR.
* Kurt Cobain: About a son, de Aj Schnack- Não ouvi falar muito bem, mas não dá pra ignorar. E também, será que eu sou a única pessoa que odiou Last Days? Eu tenho direito a uma última esperança.
* Invisibles, de I.Coixet. W.Wenders, F.León de Aranoa, M.Barroso, J.Corcuera- com tantos diretores, tem que ser bom.
* Lust, Caution, de Ang Lee
* Rolling Stones, Sympathy for the Devil, de Jean Luc Godard
* Eastern Promises , de David Cronenberg
* Goyas’ Ghost, do Milos Forman
* Science of Sleep, do Gondry- ja falei aqui
* The Darjeeling Limited e Hotel Chevalier, de Wes Anderson- a Thais falou aqui
* The Optimists, de Goran Paskaljevic
* Control, de Anton Corbijn- é o filme mais esperado do ano, não?
* Estômago, de Marcos Jorge
* Mutum, de Sandra Kogut

Começa sexta. Vamo que vamo.