Monday, June 30, 2008

KOL @ Glaston

Até ontem eu estava bem satisfeita com o conteúdo musical live do meu ano.
Até ver os vídeos do Kings of Leon no Glastonbury e ter certeza que foi o melhor show de 2008. O que eu mais queria ver.




Obrigada Sra. Followill por pôr esses meninos no mundo.

Wednesday, June 25, 2008

Staying in the Way of Control

Semana passada acordei no meu quarto de hotel em Cannes e não lembrava onde estava.

Há 5 meses minha vida está mais louca que o normal.

Entre mudança de estado civil, de casa e de emprego, MUITA coisa nova. Pessoas (demais), lugares, horários, acontecimentos, CDs, revistas, livros, festas, shows, idéias e viagens, muitas viagens.

E uma sensação de que essa era a hora de fazer tudo o que eu queria. E eu fiz , sem pensar muito em nada.

E pra caber tudo na minha vida, não dava tempo de dormir. E eu não sabia que hora meu cérebro ía conseguir acordar no dia seguinte. Quem dirá ir na academia, médico, ou fazer qualquer outra coisa cotidiana assim.

Acho que foi um pouco de deslumbre adolescente descontrol. Mas faz parte.

Voltei pra São Paulo essa semana e fiquei perdida. Senti que precisava voltar pra minha rotina. Mas a Thais falou “mas você não tem mais rotina Fê. Nem sono você tem mais.”

Lembrei que a rotina foi o que mais gostei de ver nas viagens que fiz por aí.

Na Califórnia era uma delícia ver todas as manhãs os carros estacionados na beira da estrada enquanto os meninos trocavam de roupa pra cair no mar com suas pranchas.

Em Barcelona, os head bangers se reuniam religiosamente toda tarde na frente do nosso hotel, numas lojinhas de CDs de metal, e ficavam lá, na rua, conversando.

Na Riviera Francesa, os aposentados jogam bocha toda tarde. É sério, competição pra valer. E eu podia ficar horas assistindo.

Talvez eu resolva jantar todas as 4as feiras com a minha mãe. Ou me discipline a correr toda manhã (aham) . Ou comece assistir Lost.

Mas acho que agora eu quero achar meu jogo de bocha.

Tuesday, June 03, 2008

Primavera Sound 08

(Minha resenha do festival, que foi publicada no Rraurl hoje. )
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Vamos começar pelo fim. 5h da madrugada de domingo 1o. de junho. Chuva torrencial. Multidão pulando enlouquecida e encharcada concentrada em um único palco, cantando Black Sabath.

Para chegar até lá, o Festival Primavera Sound 2008 realizado no espetacular Parc Del Forum na cidade de Barcelona teve três dias, cinco palcos e um auditório e mais de 100 bandas e djs que foram de Public Enemy a Tindersticks.

Até 2005 o festival acontecia no famoso Monte de Montjuic. Mas por protestos da populacao e pressão da prefeitura que precisava trazer eventos para a super estrutura do Parc del Forum, o Primavera Sound – esse ano agregando o nome do seu maior patrocinador a cerveja Estrella Damm- foi transferido para lá.

O Forum é impressionante. Ele fica na praia e tem a arquitetura grandiosa moderna típica das obras novas de Barcelona. São super estruturas de cimento abertas – se chovesse, ia complicar- praticamente em cima da areia. Dos 5 palcos existentes- Rockdelux, o principal, Jageimester, ATP, Estrella Damm e CD Drome, os dois primeiros tinham o marzão azul bem atrás.

DAY 1- quinta, 29/05- Sol, hip hop e Portishead

Nada como comecar o Primavera Sound com um showzinho light. Eu já tinha visto MGMT há pouco tempo e queria tirar a prova de como os meninos de NY funcionariam em outro continente.

Eles foram anunciados por uma criança, que parecia um clone de Andrew VanWyngarden, com direito a caixinhos loiros e faixa hipponga na cabeça. A banda entrou no palco principal para uma platéia ainda um pouco vazia, as 19h30. Todos com seus wayfarers coloridos e Andrew VanWyngarden com sua tunica psicodélica aberta no peito.
O início foi morno. O show foi melhorando a partir de Eletric Feel, acompanhando proporcionalmente a popularidade dos hits.

Andrew VanWyngarden brincou algumas vezes com o Vampire Weekend- em uma entrevista recente quando perguntados sobre quem merece um “bad karma”, a dupla MGMT respondeu “Vampire Weekend”. Andrew disse, com sarcasmo, que não devíamos acreditar no que lemos e depois dançou com uma faixa que tinha a pergunta fatidica de um lado e o nome Vampire Weekend de outro.
Ben, que havia passado o show inteiro de costas para o resto da banda só se uniu a Andrew em Kids, que foi a última e melhor do show. Andrew não desceu para a galera como faz normalmente mas chamou o “kid” que havia anunciado a banda para dançar com eles no palco. Nesse final a gente sentiu que o MGMT sabe relaxar e divertir. Pena que eles só tem feito isso em alguns momentos.

Eles foram seguidos no mesmo palco pelos alemåes do Notwist, que faziam um hard rock com baixo pesado, e conversavam simpáticos em espanhol fluente com a plateia.

No Palco Jagermeister, o mais impressionante do festival por ficar descendo uma escadaria, bem EM CIMA do mar, os 4 meninos de L.A do Health assustavam qualquer desavisado que passasse por ali. O rock deles é muito mais experimental e pesado ao vivo. Quem só tinha ouvido o remix de Crystal Castles para Crimewave nunca reconheceria a original ao vivo. O vocalista alternava na mesma música uma voz suave e gritos infernais enquanto os outros 3 integrantes faziam uma performance caótica. Engraçado que o slogan do Jagermeister escrito nos banners ao lado do palco em que o Health tocava era “Release the Beast”.

Flavor Flav, Chuck D e seu Bomb Squad tocaram o legendario It Takes a Nation of Millions to Hold Us Back para uma plateia principalmente de trintões que conheciam todas as letras do Public Enemy.
A voz do Chuck D continua tão igual, que no começo do show parecia um Play Back.
Esse era um dos shows mais esperados por mim. Mesmo sentindo que passou o tempo da violência (no bom sentido) de uma apresentaçao ao vivo do Public e que alguns ícones- como as coreografias- ficaram um pouco caricatas, os caras ainda tem força. E as músicas fazem total sentido. O show terminou com Flavor Flav pedindo para que a gente levantasse os pulsos “to fight the power, for the peace”. E todo mundo obedeceu.


Portishead.
Beth Gibbons praticamente imóvel grudada em seu microfone hipnotizou completamente a plateia, em um show lindo muito parecido com o do Coachella no mês passado. A emoção em cada música, o clima denso, as imagens PB distorcidas no telão eram as mesmas. Mas em um espaço e com um público menor, o que nos deixava ficar mais perto do palco, o show ficou ainda mais arrepiante, do começo ao fim.

Lembrei de uma entrevista recente da banda em alguma revista gringa onde eles diziam que enquanto a maior parte das músicas funciona como um tipo de escapismo, o som do Portishead vem muitas vezes de angustias e por isso pode causar o mesmo sentimento em quem ouve.
Participacao rapida de Chuck D em “Machine Gun”. Engraçado como até ele nesse “clima Portishead” parecia outra pessoa.

E o hiphop voltou pro palco Rockdelux com De La Soul, super aclamado tanto por Public Enemy como por Portishead. Eles entraram no palco bem humoradíssimos. Até deram uma exagerada nas brincadeiras com a plateia. Do tipo “qual lado é mais hip hop, o pessoal do lado direito ou esquerdo?”. Mas humor a parte, os caras estão em forma, e colocaram todo mundo pra dançar, especialmente com a clássica e deliciosa Saturday.

Quando a super programação do palco Rockdelux acabou, conseguimos ir ver Vampire Weekend. Os meninos com cara de “college boys” fizeram uma apresentação simples, sem grandes pretensões. E ótima. A platéia (de fãs) ouviu todos os hits feliz.

As 3h45 da madruga, antes de ir embora, conseguimos ver Midnight Juggernauts no meio da fumaça/gelo seco que saía do palco comandar a mistura de electro e rock (mais esse do que aquele) para uma turma de pouquíssima gente sóbria e sem um copo na mão.

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Day 2 – 30/5- Volta de Sonics, Devo e a diva Cat Power

Chegamos a tempo de um finalzinho de Cribs, animado. Ao mesmo tempo que The Mary Onettes tocava seus pop rocks no palco Jagermeister (o em cima do mar- o que já dava uma vantagem para eles).



Bishop Allen podiam ser meus ou seus vizinhos. Eles aparentam estar no palco sem máscara ou ego. Estavam se divertindo tocando baladinhas pop como Click Click Click para um público bem fã.

Os tios do Devo começavam o show com seu clássico uniforme amarelo e laranja enquanto No Age fazia uma barulheira boa lá em baixo.
Depois passei novamente pelo Devo e todas as caixas de som pifaram. Como naquele momento eles (ou alguém) estavam vestidos de bichinhos de pelúcia, dava até pra ficar na dúvida se a falta de som não foi alguma graça proposital.

Procurando o show do Sebadoh, fui parar meio sem querer no palco ATP, o mais afastado e escuro do festival, o que por si só já criava um clima. Autolux tocando. Quando ouvi as guitarras distorcidas e a voz suave da baterista Carla Azar, não consegui sair mais dali. Eu nunca entendi bem termos como Space Rock. Mas o clima do show me fez captar um pouco do que deve ser esse “space”.

Cat Power subiu no palco pontual e discretamente, sem que ninguém a anunciasse e quando ainda nem estávamos a esperando.
A diva desencanada- calça black jeans, camisa, sapato branco e rabo de cavalo- com um quê de louca fez uma das apresentações mais fortes e sinceras do Primavera. A mulher ocupa o palco todo, com suas interpretaçoes surpreendentes (New York e The Greatest entre as melhores), dancinhas estranhas, voz divina e a intimidade que mostra ter com sua banda e com o público. Quando Cat Power canta na sua frente, a impressão é que ela está olhando no seu olho, e quer que você entenda a loucura dela.

Pra quem queria ver a volta dos sessentões e não esperava nenhuma surpresa, The Sonics foi emocionante, com todos os hits bem tocados. O baterista, na estica, de colete e chapéu, mostrava uma especial disposição para sua visível avançada idade. A gente até ficava um pouco preocupada com o cara. Bacana ouvir eles falando que quando começaram, um dos objetivos da banda sempre foi fazer Little Richards orgulhoso. Certeza que ele ainda está.

Fuck Buttons, com som pesado e perfeito na ATP agitou a primeira balada da noite de sexta no Primavera.
Só perdeu para The Go! Team que lotou o palco Estrella Damm e arredores. Mandaram “Grip it like a Vice” logo no início e mantiveram o ritmo de festa em um show de um pouco mais de uma hora, com a vocalista Ninja dançando loucamente.

A principal atração catalã do festival entrou as 3h15 da madrugada de sábado para domingo. El Guincho tocou e cantou entre 2 telões colocados no palco, que mostravam animações psicodélicas e imagens de pessoas dançando. Seu som é mais eletrônico ao vivo, mas o show dele, um tanto linear, não conseguiu me manter interessada por muito tempo.
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Day 3- 30/5- Chuva, Black Sabath e delírio coletivo

Nos poupamos um pouco dos shows do dia e chegamos na última noite do Primavera mais tarde.

Senti um certo arrependimento por não ter visto Young Marble Giants- os ingleses preferidos de Kurt Cobain- que depois de anos parados tocaram no auditório.
Mas eu sabia que essa era um noite de escolhas e queria estar inteira para o último show.

A ventania fria das noites anteriores deu uma trégua e no show pauleira do Dinosaur Jr tinham até alguns meninos animados sem camisa. Entre músicas antigas e algumas novas do último Cd, um ponto alto para mim foi “Been there all the time”.

Saímos de lá e chegamos no Alan Braxe quando ele puxava palmas da platéia e tocava sua sequencia de house mais pops, como seu remix do Tiga.

Tinderstick soltou o vozeirão grave no palco principal, para uma turma que ocupou as arquibancadas para assistir sua apresentação calminha.

Era hora do Animal Collective, que eu já tinha visto mas tem uma certa fama de fazer cada show completamete diferente do outro. Com lanternas na cabeça, tocaram primeiro as músicas mais lentas que fizeram a primeira parte do show “viajandão”. Mas ele foi ficando mais acelerado e eletrônico do meio para o final, aquecendo a turma para o que viria em seguida.

A impressão que tive é que quase todas as 19.000 pessoas presentes no Forum no domingo a noite estavam ali, iluminadas pelo show de luzes do palco na frente do Simian Mobile Disco. Difîcil dizer se é realmente o “melhor live do mundo”, até porque eles tiveram problemas com os instrumentos e fizeram um DJ set, mas com certeza foi um dos melhores momentos do festival, se não o melhor.

A sequência de hits foi infalível, de It’s the Beat, a Ready for the Floor e Hustler. Um coelho de pelúcia invadia o palco de tempos e tempos e dançava insandecido com a multidão (boatos rolaram que era o vocalista do Les Savy Fav). Quando a chuva começou, a gente – e todo mundo- tentou fingir que dava pra continuar ali. Mas o Simian já estava tocando há quase duas horas e o festival estava acabando. E acabou assim, com a gente encharcado e feliz, dancando a última que eles bem escolheram, War Pigs, e batendo cabeça.

Tuesday, May 27, 2008

alegria, alegria

Post-as-I-go, ja que nao ta sobrando tempo nem inspiracao pra aprofundar em nenhum assunto especifico no momento.



As noticias boas que os ultimos dias trouxeram:



***Primavera Sound




A Fe ta em Barcelona e de la vai contar tu-di-nho sobre o festival mais bacana do verao espanhol (olha a pressao, dona Fernanda, hehe). Fiz um pedido especial, que ela assista Bon Iver, uma das minhas bandas favoritas dos ultimos tempos. Vamos aguardar =)
Obs: o site oficial me deixou com vontade de aprender catalao, chique!

***Alberto esta de volta!



(ainda) Nao tive a chance de baixar nem uma (!) faixa do Como Te Llama, album novo do Albert Hammond Jr, mas escutei a lindinha "GfC"
aqui . Os blogs linkados no Hype Machine ja estao reclamando. Eles ate gostam do que ja escutaram, mas acham que com o Albert ocupado com a propria turne e entrevistas, o novo Strokes nao vai engatar nunca. Mas eu escutei por ai que Julian & co. ja estao em estudio, entao muita calma pessoal.

***BK Baby





Quem me conhece sabe. Cresci ouvindo Radish e depois, Ben Kweller solo. Dispenso opinioes, o cara e meu idolo, sempre vai ser. Mas ca entre nos, nao me apaixonei loucamente pelo ultimo dele, o self-titled Ben Kweller - com excecao de duas ou tres faixas. Mas, como toda fa, eu tambem justifico o fato com o que se passava na vida dele na epoca (hehe, fa e fa). Acredito que ele esteja numa fase bem bacana agora e to contando cada minuto pro lancamento de Changing Horses. O album esta sendo todo gravado no Texas, e aposto muito na influencia southern na musica dele. Achei esse video no YouTube, a qualidade nao e das melhores mas prestando atencao da pra sentir o que vem pela frente.



***Tickets

Quem tem verao o ano inteiro tem festa o ano inteiro. Aqui e diferente. TUDO acontece no verao. Todas as bandas, os filmes, as colecoes mais bonitas nas lojas, as edicoes mais legais das revistas. O pais acorda e, por tres meses, voce vive intensamente, usa roupas coloridas e escuta os passarinhos quando acorda. Nao e exagero. Na minha geladeira tem um envelope branco com a palavra TICKETS escrita bem grande em vermelho. Hoje chegou Grizzly Bear pelo correio, ja ta no envelope. La dentro tem Ryan Adams, Modest Mouse, My Morning Jacket, Fleet Foxes, Ting Tings,Wolf Parade e Radiohead. A lista nao acabou, e o que eu chamo de "slow motion festival" vem de la direto pro TWM =)



***School's on for summer!



A pessoa que vos fala decidiu se entregar e aprender a escrever marromenos bem em ingles, dada as circunstancias. Comeco essa semana o curso de Cultural Journalism na Emerson College, a faculdade de comunicacao mais legal dessa area do pais. A escola e linda e tem uma radio independente com programacoes beem interessantes, a WERS. Escolhi dois cursos: Punk Rock & Underground - vai ser engracado, ja que nao e a minha especialidade, digamos assim. E New Media Arts Coverage, voltado pro "desenvolvimento e futuro da comunicacao online". Te cuida, Twitter!

Tuesday, May 20, 2008

L.A.- Los Felizes e Skylight

* Desde minha coleção de gibis da Turma da Mônica sou viciada em revistas, bancas e livrarias. E mais do que as Fnac e megastores da vida, eu ainda tenho uma queda pelas livrarias de bairro, pequenas, charmosinhas.

Em L.A um dos meus passeios preferidos foi a Skylight, livraria fofa no em Los Felizes, bairro delícia e pouco turístico.

Ela fica embaixo de uma árvore enorme, é pequena e tem uma cara de lugar antigo e meio bagunçado.
Além do atendimento ótimo com vendedores que conhecem tudo na loja, e livros e revistas que só vi lá, ela tem a divisão de assuntos das revistas mais especifica e engraçada que eu já vi.


Alem das seções “básicas”feminina, masculina, fitness, musica, atualidades, etc, havia divisões como Feministas e Political-Gay, por exemplo.


* Foi na seção de Sex Industry que eu achei uma revista americana que tinha a Bruna Surfistinha na capa. (Spread- me recuso a por a foto aqui).

* Os funcionários da Skylight tem um
blog divertido, meio caótico, com a cara da livraria (“Comments and insight from people that spend a lot of time underneath a tree surrounded by books.”)

* Passeio bom em Los Felizes pode começar com almoço no Fred 62 ali do lado – lanchonete/restaurante super tradicional com comida boa e garçons com camisetas com frases engraçadas. eles também são tipo "engraçadinhos" Nosso garçom por exemplo, ofereceu uma mesa do lado de fora pra gente (eu e minha amiga Mariana). Depois que sentamos vimos que nas costas da sua camiseta estava escrito “lesbian sit outside”.

* Depois do almoço e de uma olhada na Skylight, a parada tem que ser no Pinkberry- que só tem 3 sabores (café, natural e chá verde) e é o melhor frozen yogurt do mundo.

Yeah. Gotta love L.A.

Tuesday, May 13, 2008

California emotions

Monday, May 12, 2008

Coachella- imagens póstumas

Depois que passa o furacão é que a gente começa a lembrar das coisas divertidas, além da música.
Fora os "tipaços" estranhos, que a Thais já descreveu, a própria infra do Coachella tem umas coisas...mmmm...incomuns.

* Tipo a tenda rave onde haviam palcos em que aconteciam umas performances típicas de dar vergonha alheia.


* Alguns lixos espalhados pelo festival eram pintados por artistas plásticos. Tinham de vários estilos. O meu preferido era esse, o mais rock n roll. Mas era só pra olhar, não podia jogar nada nele.

* Nos fins de dia no Coachella eu sempre me surpreendia quando encontrava alguma menina arrumada e impecável, pois o contraste com meu estado descabelada- suja-acabada pós 10 horas de shows era gritante. Até que no último dia, passeando pela área Vip - que nem é tão VIP assim, pois existem ingressos mais caros para entrar lá- eu descobri uma tendinha bem discreta com uma placa que dizia "Powder Room-girls only". 
E eis minha surpresa ao me deparar lá dentro com cabeleleiras fazendo escova, chapinha e afins nas meninas, além de uma prateleira com dezenas de produtos de beleza- perfume, maquiagem, etc- disponíveis à vontade. 
 Incrível. Mas eu tirei foto e corri pra ver meu shows. Bem descabelada.

Monday, May 05, 2008

OMG, whatever, etc.

Uma semana de silencio pra demonstrar respeito pos-Coachella e suficiente? Porque nao ta nada facil postar o que quer que seja depois que o vendaval californiano deixou o TWM em estado de choque. A semana pareceu mais longa do que foi e bateu saudades do sol e da multidao, mas coisinhas legais tambem cruzaram o caminho.


*Depois da overdose de musica, fugi pro cinema. Fui ver "Baby Mama", comedia escrita pela Tina Fey, com ela e a outra doida do SNL, a Amy Pohler. E o filme e MUITO engracado. Passei reto pelo meu proprio preconceito "chick flick" confiando no gosto dela, e deu certo. Ao contrario das comedias stoner, ou das exageradas, ou das 3 ultimas do Will Ferrell, a historia e ate que bem realista e as piadas sao boas. Daquelas que voce se pega pensando um tempao depois e ainda da risada (eu rio sozinha ate hoje quando penso no Napoleon Dynamite dando comida pra lhama de estimacao, a - outra - Tina). Vale a mencao honrosa pro personagem do Steve Martin, o chefe inspirado cheio de insights valiosos. De rabo-de-cavalo.





*Twittei o link pro trailer do "Joy Division - The Documentary" mas nao dava pra nao postar no blog e ter certeza de que todo mundo ficou tao ansioso quanto yo.

*A Rolling Stone, com as meninas do The Hills. Essa foi a materia de estreia - e de capa - do jornalista Jason Gay como editor da RS. Eu achei que deram uma colher de cha pra ele. The Hills, ate eu!




*Quando a Jenny Eliscu da LOC comentou ontem sobre a Fleet Foxes ser o novo buzz da Subpop, claro que me deu vontade de ir atras e ver qual era a da banda. Nao sei se foi o nome deles - que eu achei moderninho, sonoro - ou a palavra "buzz", mas eu tinha quase certeza (uma certeza, assumo, desanimada) que o som deles estaria no combo dance-rock que rola atualmente. Mas ai eu me surpreendi!

(nota em off: Eu gosto de analisar musica nova atraves do jeito que ela faz me sentir, ao contrario de gente mais entendida do assunto que consegue ler a qualidade da banda atraves da linha de baixo. Nesse caso so uma viagem metaforica descreve o som dos caras, nao me achem esquisita. Obrigada.)

A Fleet Foxes me levou pro outono que eu visito quando escuto Midlake, passou pela era renascentista que a Natasha Khan do Bat For Lashes adora, me fez sentir aquela nostalgia retro meio nonsense que rola com Pet Sounds e terminou com uma admiracao que eu tenho pelo Grizzly Bear - aquela que a gente sente quando sabe que a coisa e boa mas nao tem a menor ideia do porque, dada a complexidade do negocio.

O review do Pitchfork deu a nota 8.7, coisa meio rara por ali. Os Fleet Foxes tocam aqui em Boston em julho, com todas as outras bandas que voce pode imaginar (sim, Radiohead tambem) - verao e epoca de gastar dinheiro com show. E ao contrario do Ryan Adams, o deles ainda deve ser baratinho.

Wednesday, April 30, 2008

terceiro e ultimo.


"Pior que Coachella Sunday so Blue Monday". Uma palavra pra minha rima? Cheesy.
Em tres dias eu ja pensei e repensei no que escrever sobre o ultimo dia de festival. Ate tinha desistido de postar alguma coisa, porque a cobertura da Fe ta legal, informativa. Mas tem umas coisinhas que nao vao me deixar em paz se eu nao botar no "papel", porque volta e meia to pensando nelas de novo. Vamos aos pontos.


Holy Fuck - shows vistos de longe tambem podem ser legais

* O show do Holy Fuck nao mudou muito de 2006 pra ca, quando eu vi a banda abrir pro Wolf Parade em Providence. O que foi bom. Mesmo debaixo do sol das 2 da tarde e decidida a nao gastar minhas energias logo cedo no dia em que Justice so entrava as 11, acabei dancando. A tenda Mojave tava lotada. Pra mim, as caracteristicas mais fortes do Holy Fuck sao que 1) eles tocam um olhando pra cara do outro, formando um quadrado no palco, super concentrados e 2) se voce fechar os olhos acaba achando que o som e todo digital quando, na verdade, todos os instrumentos estao ali, sendo usados quase ao mesmo tempo. Demais.


Autolux


* Assisti a duas bandas que nao conhecia. Manchester Orchestra, no calor, delirando de insolacao. E Autolux, seguindo os passos dos meninos. Nenhuma das duas faz o meu estilo, como diriam eles, mas ainda me surpreenderam. Adoro escutar coisa nova, e no mood introspectivo que o dia de despedida do Coachella me colocou, nao teve coisa melhor. Autolux, especialmente, me mostrou que o rock progressivo versao moderninha pode ser legal. As letras que variam do triste pro romantico e as guitarra trippy tambem. Eh uma das bandas que eu vou escutar daqui pra frente e vai me lembrar daquele dia, porque antes dele, era inedita pra mim. No fim das contas foi bom quebrar a sequencia indie-pop-rock-hype por 50 minutos.


*O Sean Penn e a minha desilusao inocente. Apesar de morar aqui ha algum tempinho, ainda nao me acostumei totalmente com o american way of thinking. Por isso, quando o cara subiu no maior palco do festival e comecou a falar sobre politica dando uma dicazinha de leve sobre em quem "a gente" deveria votar, ele me decepcionou. Agora, olhando pra tras, eu entendo que a minha expectativa dele falar sobre o meio-ambiente, sobre a guerra, sobre a writer's strike ou sobre a morte da bezerra nao era realista. No pais em que eu ainda estou tentando entender e aprender sobre, as pessoas ainda tem um pinguinho de esperanca no futuro, como ele mesmo disse. Quando eu vi o video de novo, lembrei do porque do minha frustracao - mas pensando de uma forma diferente, eu gostei do que foi dito. E o povo tambem adorou ser chamado de "better, smarter, more technological and funnier generation", claro.

(vai ver o video que a Fe fez, la embaixo)






Reverb-festival com o MMJ

*Less is more. Nao vou gastar nem mais uma linhazinha descrevendo o show do My Morning Jacket. O por-do-sol do ultimo dia falou por si. Top 5 melhores shows do final-de-semana, com certeza. O Pitchfork acha a mesma coisa.




*Roger Waters. Que complicado explicar esse caso. Eu, como voces - provavelmente, vi o show no Brasil ha um tempinho atras. E aquele foi bem bacana, viagenzinha Pink Floyd na medida, show visual, hinos lendarios cantados pela multidao, etc. O do Coachella comecou no mesmo ritmo, emocionou com os mesmos hinos, tava bonito. Ai eu reparei que tinha passado um tempinho e ele tava mais velho, mais performatico e mais exagerado. Eu e as meninas comecamos a comentar a V.A. que tava rolando e dai pra frente so piorou. Mas foi engracado. Se eu me frustrei com o Sean Penn falando de politica, imagina quando o porco apareceu no ceu com "Obama" tatuado na barriga. E quando as tochas de 50 metros de altura explodiram. E no fim, quando "The Wall" foi a musica de volume mais alto do show todo - de acordo com a minha teoria, pra segurar o povo que comecava a correr pra pegar o comeco de Justice.

Enfim, ta? Ele e quem ele e, sem duvida. E artistas tendem a exagerar na dose com o passar do tempo. Mas que ele me deixou de mau humorzinho, deixou. Nao consegui fingir que achei normal. E eu nunca disse que nao era chata.




D.A.N.C.E. baladinha - no escuro.

*Justice, Justice, Justice, Justice!!
O show do Roger Waters ainda nao tinha acabado. Todos os outros, em todas as tendas, sim. E que triste que e ver aquele lugar esvaziando. Mas eu disse "esvaziando" e nao vazio, longe disso. A sensacao que deu - e me da um arrepio de lembrar - e de que as pessoas nao queriam que o festival acabasse quando corriam de-ses-pe-ra-das pra tenda onde o Justice ia tocar logo mais. Eu nao saberia dizer se as pessoas estavam AINDA ali porque e dificil se despedir do Coachella ou porque eram fas de Justice e estavam contando os minutos pra olhar pra cruz gigante no escuro. Seja qual for o motivo, as turmas se reuniram rapido.


A multidao fez a tenda ficar minuscula, fiquei meio de fora pra conseguir respirar. Abrindo o show com uma atmosfera Darth Vader, os caras se mostraram experts em tortura. Logo de cara (ao contrario de todos os shows onde o hit vinha por ultimo), eles tocaram DANCE. Mas so o sampler de voz e teclado, que arrepiou, DANCE lentinha. E assim foi a noite toda. Um pedaco aqui, outro ali. Outra hora de matar foi com "We Are Your Friends", do remix com o Simian.O pessoal a minha volta se esgoelava, e eu gosto de acreditar na minha teoria de que as pessoas estavam cantando umas pras outras. Chame de brega, cheesy, mas no Coachella, "You'll Never Be Alone Again".

Tuesday, April 29, 2008

weird-o-chella

Claro que um 1) festival 2) de musica 3) no meio do deserto 4) da california e o habitat natural de tipos esquisitos e atitudes de chamar a atencao. No segundo dia cansei de fingir que achava tudo normal e aproveitei pra tirar fotos das coisas que eu sei que so encontraria de novo se voltasse no ano seguinte.
Aqui, a parte mais curiosa do album de viagem:
Turminha de meia-calca e chinelo.

Os ja famosos sunga-com-meiao-com-pochete-e-lencinho

O Coachella e tranquilo, mas mesmo assim. Crianca em festival so e legal em foto.

Barraca do beijo no Brazilian BBQ, E o Tchan tocando no radinho.



Descabelados - 1

Descabelados - 2

Mae e mae. Alem de ir no festival, arruma a mochila e fica na fila do autografo.


Muita, mas muita menina so de biquini. Deve dar uma sensacao de liberdade, ne?


E pensar que o mohawk dele nem ia chocar tanto assim.


Nao tem chapeu? Usa a tampa do lixo, funciona igual.